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Índice de transparência poderá ser utilizado para analisar desempenho de revistas

Projeto do Center for Open Science analisará o compromisso das revistas com a transparência da pesquisa. Espera-se que o novo sistema incentive a ciência aberta.

Esta é uma tradução livre do artigo intitulado “Journal transparency index will be ‘alternative’ to impact scores” publicado no Blog da Times Higher Education (THE) [1].

Um novo sistema de classificação para os periódicos acadêmicos que medem seu comprometimento com a transparência da pesquisa será lançado no próximo mês – fornecendo o que muitos acreditam ser uma alternativa útil às pontuações de impacto dos periódicos.

Sob uma nova iniciativa do Center for Open Science, com sede em Charlottesville, Virgínia, mais de 300 títulos acadêmicos em psicologia, educação e ciências biomédicas serão avaliados em 10 fatores relacionados à transparência, com resultado geral para cada categoria publicada em tabelas de classificação disponível em acesso aberto.

O centro tem como objetivo fornecer pontuações para cerca de 1.000 periódicos dentro de seis a oito meses após o lançamento do site no início de fevereiro.

Entre as medidas de avaliação, verifica-se: se as publicações solicitam aos autores que compartilhem seus dados brutos ou se estabelecem padrões para a divulgação do design da pesquisa.

Outras categorias verificam: se os periódicos incentivam a replicação de estudos e se os autores devem registrar previamente seus experimentos antes da coleta de dados.

No compartilhamento de dados, por exemplo, os periódicos receberiam uma pontuação de um a três: um, quando publicam uma declaração de disponibilidade de dados; dois, quando exigem que os autores compartilhem dados (sujeito a exceções); e três, quando fornecem dados suficientes para habilitar a cópia completa.

Os periódicos também receberão crédito se oferecerem a opção de revisão pelos pares antes de realizar qualquer pesquisa – um formato publicado conhecido como “relatórios registrados”, usado por mais de 200 periódicos, nos quais os avaliadores se concentram no design da pesquisa e não nos resultados finais.

O novo sistema de classificação surge em meio a preocupações com a dificuldade de reproduzir alguns dos trabalhos de maior impacto da ciência devido a grandes quantidades de dados metodológicos ausentes ou retidos. Na semana passada, Brian Nosek, diretor do centro, disse ao Times Higher Education que, em um futuro artigo, a cópia da pesquisa sobre câncer seria um “alerta” para a ciência, dado que as fracas seções de metodologia da maioria dos artigos impossibilitavam a reprodução.

David Mellor, diretor do centro de iniciativas políticas, disse acreditar que a nova tabela “promoverá aqueles que estão fazendo o máximo para incentivar a ciência aberta“. “Queremos reconhecer aqueles que estão tomando medidas severas para lidar com as más práticas“, disse Mellor, esperando que os periódicos “exijam ou recompensem práticas científicas abertas que não são tão comuns quanto deveriam“.

O doutor Mellor acrescentou estar aguardando que o novo sistema de pontuação – no qual as pontuações sejam decididas pelas equipes de avaliação do centro, com base em informações disponíveis ao público – forneça uma alternativa ao atual sistema de classificação de periódicos, baseado em citações de artigo, conhecido como “periódico de impacto“.

Existe uma ordem clara de hierarquia baseada no impacto, mas isso é realmente sobre a novidade ou o prestígio de um artigo, em vez de [aderir a] valores científicos essenciais“, declarou Mellor.

== Referência ==

[1] GROVE, Jack. Journal transparency index will be ‘alternative’ to impact scores. Times Higher Education News, Jan. 29, 2020. Disponível em: https://www.timeshighereducation.com/news/journal-transparency-index-will-be-alternative-impact-scores? Acesso em 21 fev. 2020.

Tradução: Edijanailde Costa Ribeiro (AGUIA). Revisão: Margareth Artur (AGUIA) 2020

 

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