Modos de narrar, formas de descrever: processos de (trans)crição de um corpo

Autores

  • Thiago Siqueira Venanzoni Universidade de São Paulo (USP)

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-677X.rum.2018.145023

Palavras-chave:

Cultura audiovisual, corpo, alteridade, trans, neutro

Resumo

Este artigo apresenta três análises de obras audiovisuais que se ligam pela temática e por compartilharem formas descritivas que se assemelham: 1) o filme Corpo elétrico (2017), de Marcelo Caetano; 2) o documentário Meu corpo é político (2017), de Alice Riff; e 3) Liberdade de gênero, programa veiculado pelo canal GNT no ano de 2017. O tema que atravessa essas três produções é a questão do corpo trans e periférico em relação ao social habitado por essas personagens. Diante desse emblema contemporâneo, trazem-se ao debate as transcrições desses corpos nas mídias na sua relação com o normativo. Compreende-se nos três objetos que a mediação diante do que se mostra neutro se dá na paridade entre os corpos, ao encaminhar-se apresentações descritivas e narrativas de um corpo em disputa no campo político e de formas de sociabilidade por ele apresentadas.

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Biografia do Autor

  • Thiago Siqueira Venanzoni, Universidade de São Paulo (USP)
    Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais (PPGMPA) pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Membro do Grupo de Estudos da Linguagem: Práticas Midiáticas (MidiAto).

Referências

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SALIH, Sarah. Judith Butler e a teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

SALOMÃO, Wally. Sargaços. Poesia Total de Wally Salomão. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

Obras audiovisuais

CORPO elétrico. Direção: Marcelo Caetano. Vitrine Filmes, 2017. Projeção digital (90 minutos).

LIBERDADE de gênero, Episódio 04, Temporada 02. Direção: João Jardim. Globosat/GNT, 2017. TV (30 minutos).

MEU corpo é político. Direção: Alice Riff. EBC Brasil/ Vitrine Filmes, 2017. Projeção digital (74 minutos).

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Publicado

2018-06-22

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

Modos de narrar, formas de descrever: processos de (trans)crição de um corpo. RuMoRes, [S. l.], v. 12, n. 23, p. 153–173, 2018. DOI: 10.11606/issn.1982-677X.rum.2018.145023. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/145023.. Acesso em: 24 jul. 2024.