Fluxos, mediações e narrativas: o processo de comunicação dos gêneros audiovisuais de ficção em webséries brasileiras da Netflix

Autores

  • Carlos Pereira Gonçalves Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-677X.rum.2020.175129

Palavras-chave:

Gêneros audiovisuais, Streaming, Webséries brasileiras, Mediações culturais

Resumo

A proposta do artigo é analisar o consumo cultural de séries exibidas pela Netflix em relação ao processo de comunicação dos gêneros audiovisuais, observando a tecnicidade da plataforma streaming, modelo próprio de classificação “gêneros” e seu fluxo interativo no portal e, por outro lado, uma leitura das características narrativas de produção específica. Tratam-se das webséries brasileiras de ficção, originais e distribuídas globalmente pela empresa. A temática insere-se no atual contexto midiático e mercadológico de alta convergência e migração da produção seriada – da televisão ao meio digital –, sem desconsiderar o campo cinema na formação compartilhada de narrativas tradicionais e contemporâneas do formato multimídia série.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carlos Pereira Gonçalves, Universidade de São Paulo

Pós-Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na Escola de Comunicações e Artes da USP, com estudo de recepção de séries brasileiras em streaming. Doutor em Ciências Sociais/Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Referências

ABTA. Associação Brasileira de Televisão por Assinatura. Disponível em: http://www.abta.org.br/. Acesso em: 10 ago. 2020.

ALTMAN, R. Los géneros cinematográficos. Barcelona: Paidós, 2010.

BORELLI, S. H. S.; PRIOLLI, G. (org.). A deusa ferida: por que a Rede Globo não é mais campeã absoluta de audiência. São Paulo: Summus, 2000.

BRENTANO, L. Netflix chega ao Brasil por R$ 15 ao mês. Globo.com, 05 set. 2011. Disponível em: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/09/netflix-chega-ao-brasil-por-r-15-por-mes.html. Acesso em: 5 ago. 2020.

CARLOS, S. C. Em tempo real: Lost, 24 horas, Sex and the City e o impacto das novas séries de TV. São Paulo: Alameda, 2006.

COMPARITECH. Disponível em: https://www.comparitech.com/. Acesso em: 14 ago. 2020.

FELTRIN, R. Exclusivo: 10 séries da Netflix mais vistas em 2019; duas são nacionais. Uol, 30 dez. 2019. Disponível em: https://www.uol.com.br/splash/noticias/ooops/2019/12/30/exclusivo-10-series-da-netflix-mais-vistas-em-2019-duas-sao-nacionais.htm. Acesso em: 25 jul. 2020.

GLOBOPLAY. Disponível em: https://globoplay.globo.com/. Acesso em: 10 set. 2020.

IEMMYS. Internacional Emmy Awards. Disponível em: https://www.iemmys.tv. Acesso em: 02 jul. 2020.

IMDB. Internet Movie Database. Disponível em: https://www.imdb.com/. Acesso em: 15 set. 2020.

JENKINS, H. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2009.

JOST, F. Do que as séries americanas são sintoma? Porto Alegre: Sulina, 2012.

KONDZILLA Filmes. Disponível em: https://kondzilla.com/. Acesso em: 16 ago. 2020.

LOPES, M. I. V.; OROZCO GÓMEZ, G. (orgs.). Anuário Obitel 2016. (Re) Invenção de gêneros e formatos da ficção televisiva. Porto Alegre: Sulina, 2016.

MACHADO, A. A televisão levada a sério. São Paulo: Senac, 2000.

MARTIN, B. Homens difíceis: os bastidores do processo criativo de Breaking Bad, Família Soprano, Mad Men e outras séries revolucionárias. São Paulo: Aleph, 2014.

MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: UFRJ, 1997.

MATTOS, A. C. G. de. A outra face de Hollywood: filme B. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.

MEDIA Netflix. Netflix Media Center. Disponível em: https://media.netflix.com/pt_br/about-netflix. Acesso em: 16 set. 2020.

MITTELL, J. “Complexidade narrativa na televisão americana contemporânea”. Revista Matrizes, ano 5, n. 2, jan.-jun, 2012.

NETFLIX. Disponível em: https://www.netflix.com/browse. Acesso em: 25 set. 2020.

NITAHARA, A. Ancine: Lei da TV paga ampliou produção audiovisual independente no país. Agência Brasil, Rio de Janeiro, 11 mai. 2017. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2017-05/ancine-lei-da-tv-paga-ampliou-producao-audiovisual-independente-no-pais. Acesso em: 10 jul. 2020.

ROCHA, P. 50% de todas as horas assistidas de “3%” na Netflix são provenientes de mercados internacionais. O Estado de São Paulo, São Paulo, 16 mar. 2017. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,50-de-todas-as-horas-assistidas-da-serie-3-na-netflix-sao-provenientes-de-mercados-internacionai,70001702191. Acesso em: 15 jul. 2020.

SEABRA, R. Renascença: a série de TV no século XXI. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

WILLIAMS, R. Televisão: tecnologia e forma cultural. São Paulo: Boitempo, 2016.

Downloads

Publicado

2020-12-21

Como Citar

GONÇALVES, C. P. Fluxos, mediações e narrativas: o processo de comunicação dos gêneros audiovisuais de ficção em webséries brasileiras da Netflix. RuMoRes, [S. l.], v. 14, n. 28, p. 285-308, 2020. DOI: 10.11606/issn.1982-677X.rum.2020.175129. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/175129. Acesso em: 20 abr. 2021.

Edição

Seção

Artigos