Das ruas ao tapete vermelho: o pañuelazo de Que sea ley como apropriação do espaço estésico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-677X.rum.2021.189142

Palavras-chave:

Que sea ley, Pañuelazo verde, Festival de Cannes, Esthetic and esthesic experience

Resumo

O objetivo desta pesquisa é analisar o pañuelazo verde, marcha pela descriminalização do aborto realizada no tapete vermelho no Festival de Cannes de 2019, como uma forma de vida que se constitui na apropriação do espaço estésico. Neste contexto, a partir do “agir com”, potencializa-se o “agir contra”, uma maré verde (progressista) que se manifesta em resposta a uma maré azul (conservadora). Logo, verificando matérias jornalísticas online de distintos países, concluímos que a manifestação de artistas e ativistas é capturada e midiatizada, tornando-se uma experiência estética e comunicacional que transborda o lançamento do filme Que sea ley no Festival de Cannes, como um vetor de experiência estésica que se organiza em torno de movimentos sociais e produtos mediatizados.

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Biografia do Autor

Aline Vaz, Universidade Tuiuti do Paraná

Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná (PPGCom/ UTP), realizando estágio pós-doutoral na mesma instituição; vice-líder do Grupo de Pesquisa “Desdobramentos Simbólicos do Espaço Urbano em Narrativas Audiovisuais” (GRUDES/PPGCom-UTP/CNPq).

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Publicado

2021-12-29

Como Citar

VAZ, A. Das ruas ao tapete vermelho: o pañuelazo de Que sea ley como apropriação do espaço estésico. RuMoRes, [S. l.], v. 15, n. 30, p. 130-147, 2021. DOI: 10.11606/issn.1982-677X.rum.2021.189142. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/189142. Acesso em: 28 maio. 2022.

Edição

Seção

Dossiê