Distopia e gêneros narrativos: a hipertrofia do presente

Autores

  • Vera Lúcia Follain de Figueiredo Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Eduardo Miranda Silva Universidade Estácio de Sá

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-677X.rum.2022.200393

Palavras-chave:

Distopia, Gêneros narrativos, Ficção

Resumo

Como se sabe, o campo da arte vem se apropriando de procedimentos e formatos da cultura de massa. No texto, aborda-se essa aproximação na ficção brasileira do século XXI, com o objetivo de analisar a relação entre o uso de matrizes de gêneros narrativos e a composição de um quadro distópico do país e do mundo atual. Trata-se de pensar os efeitos críticos da interseção de gêneros narrativos diversos na abordagem das questões sociais e de verificar como convenções da narrativa de terror, da ficção científica e do western são acionadas para representação das tensões do mundo contemporâneo. Dentre outras, são discutidas obras como o filme Divino amor (2019), de Gabriel Mascaro, e o livro A nova ordem (2019), de Bernardo Kucinski.

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Biografia do Autor

Vera Lúcia Follain de Figueiredo, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Doutora em Letras, professora do Programa de pós-graduação do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e pesquisadora do CNPq

Eduardo Miranda Silva, Universidade Estácio de Sá

Doutor em Literatura, cultura e contemporaneidade (PUC-Rio), professor da Universidade Estácio de Sá (Unesa) e bolsista do Programa Pesquisa/Produtividade da mesma instituição.

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Publicado

2022-07-26

Como Citar

FIGUEIREDO, V. L. F. de; SILVA, E. M. Distopia e gêneros narrativos: a hipertrofia do presente. RuMoRes, [S. l.], v. 16, n. 31, p. 290-310, 2022. DOI: 10.11606/issn.1982-677X.rum.2022.200393. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/200393. Acesso em: 6 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos