A importância do tratamento das síndromes dolorosas no traumatismo cranioencefálico

Autores

  • André Tadeu Sugawara Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina
  • Liliana Lourenço Jorge Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina
  • Chien Hsin Fen Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina
  • Marta Imamura Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina https://orcid.org/0000-0003-0355-9697
  • Wu Tu Hsing Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v11i1a102473

Palavras-chave:

Traumatismos cerebrais, dor, qualidade de vida, acupuntura, reabilitação

Resumo

Segundo o modelo do National Center for Medical Rehabilitation Research, a doença crônica (como o traumatismo cranioencefálico) deve ser observada por meio de 5 eixos – a fisiopatologia, a deficiência observável (a hemiparesia), a limitação funcional (incapacidade para tarefa especifica), incapacidade para realização de atividades de vida diária, e limitação social. Levando em conta que tais aspectos sejam interrelacionados, a abordagem interdisciplinar é o método de escolha da prática da Medicina de Reabilitação. O objetivo do presente relato é confirmar a interferência da dor na reabilitação do traumatismo cranioencefálico (TCE), cuja importância muitas vezes é minimizada, apesar de crescentes estudos acerca da etiopatogenia e tratamento da dor no TCE. Foi realizado acompanhamento de uma paciente vítima de TCE na Divisão de Medicina Física do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2002, para quem diversas modalidades analgésicas foram propostas, além da aplicação de questionário funcional e sobre qualidade de vida, com melhora observada em todas as medidas. É necessária análise crítica dos instrumentos de medida de saúde, na medida em que neles se observa alta capacidade para detecção de habilidades motoras e baixa eficiência em detectar melhora da funcionalidade devido aos ganhos nos campos psicoafetivos e sociais, que são diretamente relacionado à experiência dolorosa

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Referências

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Publicado

2004-04-09

Edição

Seção

Relato de Caso