Efeitos da estimulação elétrica funcional (FES) sobre o padrão de marcha de um paciente hemiparético

Autores

  • Rodrigo Costa Schuster Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Cíntia Ribeiro de Sant
  • Vania Dalbosco

Palavras-chave:

Acidente Cerebrovascular, Estimulação Elétrica, Hemiparesia, Marcha, Fisioterapia

Resumo

A doença vascular cerebral resulta da restrição da irrigação sangüínea ao cérebro, gerando lesões celulares e disfunções neurológicas, sejam referentes às funções motora, sensorial e cognitiva da percepção ou da linguagem. A disfunção motora é um dos problemas freqüentemente encontrado no acidente vascular cerebral, que refletirá em uma marcha cujos parâmetros mensuráveis, tais como, velocidade, cadência, simetrias, tempo e comprimento de passo e passada, serão deficitárias. Essas alterações não são apenas devido à fraqueza muscular, mas também a anormalidades complexas no controle motor. Este estudo propôs-se a verificar os efeitos da estimulação elétrica funcional (FES), quantificando força e tônus muscular, amplitude de movimento, parâmetros espaços-temporais da marcha e a pressão plantar antes e após intervenção, em um paciente hemiparético, utilizando a corrente do tipo FES no músculo tibial anterior por 30 min, com largura de pulso de 250 μs, freqüência de 50 Hz, Ton 06s e Toff 12s, num período de 45 dias, três vezes por semana, totalizando 20 sessões. A eletroestimulação foi considerada segura e efetiva no tratamento da atrofia de desuso, além de útil na manutenção da amplitude de movimento, na reeducação muscular evidenciada pela melhora dos parâmetros de marcha e da força muscular.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Oliveira MSR, Abramo A, Mendes MRP. Acidente vascular encefálico: análise da funçao motora de um caso em tratamento na piscina aquecida. Rev Fisioter Bras. 2004;5(6):484-9.

Cacho EWA, Melo FRLV, Oliveira R. Avaliaçao da recuperaçao motora de pacientes hemiplégicos através do protocolo de desempenho físico Fugl-Meyer. Rev Neuroc. 2004;12(2):94-102.

André C. Manual de AVC. 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter; 2005.

Ryerson SD. Hemiplegia. In. Umphred DA. Reabilitaçao neurológica. 4 ed. Sao Paulo: Manole; 2004.p.59-136.

Levy JA, Oliveira ASB. Reabilitaçao em doenças neurológicas: guia terapêutico prático. Sao Paulo: Atheneu; 2003.

O'Sullivan SB. Acidente vascular encefálico. In: O'Sullivan SB, Schmitz TJ. Fisioterapia: avaliaçao e tratamento. 4 ed. Sao Paulo: Manole; 2004.p.519-617.

Nunes LCBG. Efeitos da eletroestimulaçao neuromuscular no músculo tibial anterior de pacientes hemiparéticos espásticos [dissertaçao]. Campinas: Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computaçao; 2004.

Partridge CJ. Abordagens fisioterapêuticas para o tratamento dos problemas neurológicos: uma perspectiva histórica. In: Edwards S. Fisioterapia neurológica: uma abordagem centrada na resoluçao de problemas. Porto Alegre: Artmed; 1999. p.15-26.

Smith LK, Weiss EL, Lehmkuhl D. Cinésiologia clínica de Brunnstrom. 5. ed. Sao Paulo: Manole; 1997.

Silva LLM, Moura CEM, Godoy JRP. A marcha no paciente hemiparético. Universitas. 2005;3(2):261-73.

Anderson TP. Reabilitaçao de pacientes com derrame cerebral completo. In: Kottke FJ, Lehmann JF. Tratado de medicina física e reabilitaçao de Krusen. 4. ed. Sao Paulo: Manole; 1994.p.649-69.

Pickes B, Comptn A, Cott C, Simpson J, Vandervoort A. Fisioterapia na terceira idade. 2 ed. Sao Paulo: Santos; 2002.

Landau WM, Sahrmann S. Preservation of directly stimulated muscle strength in hemiplegia due to stroke. Arch Neurol. 2002;59:1453-57.

Brasileiro JS, Salvini TF. Limites da estimulaçao elétrica neuromuscular no fortalecimento de músculos esqueléticos saudáveis e com déficit de força. Fisioter Bras. 2004;5(3):224-30.

Kitchen S, Bazin S. Eletroterapia de Clayton. 10 ed. Sao Paulo: Manole; 1998.

Agne JE. Eletroterapia: teoria e prática. Santa Maria: Orium; 2004.

Staub ALP. Utilizaçao da estimulaçao elétrica neuromuscular (EENM) em crianças com paralisia cerebral do tipo diplégica espástica [dissertaçao]. Porto Alegre: 2005. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2005.

Guyton AC, Hall JE. Tratado de fisiologia médica. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2002.

Amestoy RDF. Eletroterapia e eletroacupuntura: princípios básicos...e algo mais. Florianópolis: Bristot;1998.

Perry J, Schoneberger B. Análise de marcha: marcha patológica. Sao Paulo: Manole; 2005.

Contenças TS, Júnior NJS, Banjai RM, Rangel HAL. Utilizaçao de palmilha eletrônica na avaliaçao da marcha de portadores de hemiparesia após acidente vascular encefálico. Santos: Universidade Santa Cecília;2005.

Bonamigo ECB, Plentz R, Canfield JA. Reeducaçao da marcha do hemiplégico: um estudo da alteraçao na distribuiçao da pressao plantar após programa cinesioterapêutico. In: IX Congresso Brasileiro de Biomecânica; 2001; Gramado. Anais. Porto Alegre: Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2001.p.253-8.

Manfio EF, Vilardi Junior NP, Abrunhosa VM, Furtado CS, Souza LV. Análise do comportamento da distribuiçao plantar em sujeitos normais. Fisioter Bras. 2001;2(3)157-68.

Rocha JR, Alouche SR. Manejo Fisioterapêutico da espasticidade uma eevisao de literatura. Rev Fisioter UNICID 2004;3(2):111-24.

Cópia R, Pavani CMCM. Tratamento da espasticidade muscular: revisao e estudo das técnicas. Rev Fisioter Mov. 2003;16(13):19-28.

Corrêa FI, Soares F, Andrade DV, Gondo RM, Peres JA, Fernandes AO, et al. Atividade muscular durante a marcha após acidente vascular encefálico. Arq. Neuropsiq.2005;63(3-B):847-51.

Miyazaki MH, Lourençao MI, Sobrinho JBR, Lourenço C, Battistella LR. Estudo da interferência dos déficits motor e sensitivo na funçao manual de pacientes hemiplégicos submetidos à estimulaçao elétrica funcional (FES). Acta Fisiátr. 1995;2(3):24-6.

Gibertoni F, Lopes J, Scoton MK. Análise da marcha hemiplégica após a eletroestimulaçao funcional. Rev Reabilitar. 2003;5(18):11-6.

Publicado

2007-06-09

Edição

Seção

Artigo Original