A funcionalidade de usuários acometidos por AVE em conformidade com a acessibilidade à reabilitação

Autores

  • Eleazar Marinho de Freitas Lucena Universidade Federal da Paraíba
  • Jairo Domingos de Morais Universidade Federal da Paraíba
  • Hermínio Rafael Lopes Batista Universidade Federal da Paraíba
  • Luciana Moura Mendes Universidade Federal da Paraíba
  • Kátia Suely Queiroz Ribeiro Silva Universidade Federal da Paraíba
  • Robson da Fonseca Neves Universidade Federal da Paraíba
  • Geraldo Eduardo Guedes Brito Universidade Federal da Paraíba

Palavras-chave:

Acidente Cerebral Vascular, Acesso aos Serviços de Saúde, Reabilitação, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Resumo

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma doença crônico-degenerativa e representa um desafio tanto pelo impacto social, quanto pelas repercussões na vida das pessoas, pois, quando não letal, o AVE geralmente provoca graves repercussões para o indivíduo, a família e a sociedade. O presente estudo tem como objetivo descrever e analisar a funcionalidade dos usuários com AVE, adscritos na área de cobertura das Equipes de Saúde da Família do município de João Pessoa, em conformidade com o acessibilidade que tenham tido à reabilitação. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com amostra de 140 indivíduos com idade acima de 18 anos, acometidos por AVE no período entre os anos de 2006 e 2010. As variáveis descritivas foram aquelas que identificam os sujeitos da amostra e caracterizam o AVE clinicamente. Para avaliar a funcionalidade dos sujeitos utilizou-se o domínio Atividade e Participação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A associação das categorias de atividade e participação com a acessibilidade à reabilitação foi verificada por meio do teste Qui-Quadrado com nível de significância de 5%. Constatou-se maior comprometimento nas categorias Uso fino da mão, Recreação e Lazer, Deslocar-se e Fala no grupo dos participantes que tiveram acessibilidade aos serviços de reabilitação, indicando que a dificuldade nestas atividades provoca no individuo a necessidade de inserção nos serviços destinados a reabilitação. Este estudo demonstrou que a maioria dos pacientes pós-AVE apresenta consequências crônicas em suas funções corporais, predispondo a necessidade de inserção contínua nos serviços de reabilitação para maximizar a funcionalidade nas atividades cotidianas e facilitar a participação social.

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Biografia do Autor

Eleazar Marinho de Freitas Lucena, Universidade Federal da Paraíba

Fisioterapeuta, Pesquisador do LEPASC/ Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Jairo Domingos de Morais, Universidade Federal da Paraíba

Fisioterapeuta, Pesquisador do LEPASC/ Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Hermínio Rafael Lopes Batista, Universidade Federal da Paraíba

Fisioterapeuta, Pesquisador do LEPASC/ Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Luciana Moura Mendes, Universidade Federal da Paraíba

Fisioterapeuta, Pesquisador do LEPASC/ Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Kátia Suely Queiroz Ribeiro Silva, Universidade Federal da Paraíba

Fisioterapeuta, Doutora, Professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Robson da Fonseca Neves, Universidade Federal da Paraíba

Fisioterapeuta, Mestre, Professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Geraldo Eduardo Guedes Brito, Universidade Federal da Paraíba

Fisioterapeuta, Mestre, Professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

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Publicado

2011-09-09

Edição

Seção

Artigo Original