Etapas da elaboração do instrumento de classificação do grau de funcionalidade de pessoas com deficiência para cidadãos brasileiros: Índice de Funcionalidade Brasileiro - IF-Br

Autores

  • Ana Cristina Franzoi Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Denise Rodrigues Xerez Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Maurício Blanco Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade -IETS
  • Tatiana Amaral Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade -IETS
  • Antonio José Costa Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Patricia Khan Centro Catarinense de Reabilitação
  • Shirley Rodrigues Maia Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial
  • Carolina Magalhães Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Izabel Loureiro Maior Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Miryan Bonadiu Pelosi Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Normélia Quinto dos Santos Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação das Deficiências
  • Manuel Thedim Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade -IETS
  • Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela Ministério do Trabalho e Emprego
  • Marcelo Riberto Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto https://orcid.org/0000-0001-9549-8830

DOI:

https://doi.org/10.5935/0104-7795.20130028

Palavras-chave:

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Políticas Públicas de Saúde, Pessoas com Deficiência, Ambiente, Questionários, Brasil

Resumo

Os sistemas usados no Brasil para definir a incapacidade variam de acordo com o setor. A partir de uma recomendação da Presidência da República, uma força-tarefa interministerial foi organizada em janeiro de 2011 para desenvolver um modelo único de avaliação e classificação da incapacidade a ser usado em todo o país. O grupo de trabalho partiu de uma avaliação ampla de informações biodemográficas das pessoas com deficiência no Brasil obtidas a partir de fontes como o censo populacional, censo escolar, relação anual de informações sociais e pesquisa de informações básicas municipais, bem como grupos focais realizados com representantes de vários estados da federação, diferentes deficiências e faixas etárias. Por meio de reuniões mensais num período de 8 meses, foi escolhido o modelo conceitual da Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Saúde como base teórica e partir do qual foram selecionadas as 41 atividades e fatores ambientais que deveriam ser contemplados no em cada uma delas. A pontuação de cada atividade foi definida numa escala de 25 a 100, de acordo com o nível de independência. Ajustes para crianças foram realizados comparando o instrumento ao desenvolvimento esperado para cada faixa etária de acordo com a descrição presente em outros instrumentos. Além da avaliação quantitativa do grau de incapacidade, foi desenvolvida uma avaliação qualitativa seguindo a lógica fuzzy, específica para as deficiências visual, motora, auditiva e intelectual. A definição de notas de corte não foi efetuada e exige estudos futuros.

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Publicado

2013-09-09

Edição

Seção

Tendências e Reflexões

Como Citar

1.
Franzoi AC, Blanco M, Amaral T, Costa AJ, Khan P, Maia SR, et al. Etapas da elaboração do instrumento de classificação do grau de funcionalidade de pessoas com deficiência para cidadãos brasileiros: Índice de Funcionalidade Brasileiro - IF-Br. Acta Fisiátr. [Internet]. 9º de setembro de 2013 [citado 21º de julho de 2024];20(3):164-78. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/103791