Dor relacionada à amputação e funcionalidade em indivíduos com amputações de membros inferiores

Autores

  • Therezinha Rosane Chamlian Universidade Federal de São Paulo.
  • Juliana Kliemke dos Santos Associação de Assistência à Criança Deficiente
  • Cecília Caruggi de Faria Associação de Assistência à Criança Deficiente
  • Maria Silvia Pirrelo Associação de Assistência à Criança Deficiente
  • Caio Pereira Leal Faculdade Metropolitanas Unidas

DOI:

https://doi.org/10.5935/0104-7795.20140023

Palavras-chave:

Dor Crônica, Amputação, Extremidade Inferior, Marcha

Resumo

A presença de dor persistente, seja no coto de amputação, dor fantasma ou no membro contralateral, pode interferir negativamente na obtenção de marcha com prótese no paciente amputado. Objetivo: Investigar a presença de dor relacionada à amputação nos pacientes amputados de membros inferiores em tratamento de reabilitação, avaliar seus status funcionais, sem e com próteses e verificar se há associação entre a presença de dor e a função de marcha. Método: Estudo transversal com 60 pacientes amputados unilaterais de membros inferiores em tratamento em um centro de reabilitação em São Paulo, com investigação de: idade, gênero, tempo decorrido da amputação, nível e etiologia da amputação, numero de comorbidades, presença de dor no coto, no membro contralateral ou fantasma (em caso afirmativo, tipo de dor, intensidade, frequência, fatores de melhora e piora e uso de medicação), protetização, tipo de marcha com prótese (comunitária, terapêutica ou domiciliar) e uso de auxiliares de locomoção e foi feita aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF). O método de análise dos dados foi feito por meio de valores absolutos e relativos e testes estatísticos paramétricos (ANOVA) e não paramétricos (igualdade de duas proporções), X2, intervalo de confiança para média de 95% e P-valor < 0,05. Resultados: 73,4% homens, amputados havia 1 ano, no nível transtibial, de etiologia vascular com 2 comorbidades compuseram a amostra de forma estatisticamente significante (p < 0,001). Não houve diferença entre protetizados e não protetizados quanto à dor no coto e dor fantasma, mas houve com relação à dor no membro contralateral, estatisticamente significante nos não protetizados. Embora tenha havido diferença média entre os pacientes protetizados e não protetizados para os três escores da MIF, as mesmas não podem ser consideradas estatisticamente significantes. Conclusão: A maioria dos pacientes amputados unilaterais de membros inferiores em reabilitação na AACD - Lar Escola, na época deste estudo, teve baixa prevalência de dor relacionada à amputação e esta não interferiu na aquisição de marcha com prótese.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Therezinha Rosane Chamlian, Universidade Federal de São Paulo.

Médica Fisiatra, Professora Afiliada, Chefe da Disciplina de Fisiatria Universidade Federal de São Paulo.

Juliana Kliemke dos Santos, Associação de Assistência à Criança Deficiente

Fisioterapeuta, Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD - Lar Escola).

Cecília Caruggi de Faria, Associação de Assistência à Criança Deficiente

Fisioterapeuta, Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD - Lar Escola).

Maria Silvia Pirrelo, Associação de Assistência à Criança Deficiente

Terapeuta Ocupacional, Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD - Lar Escola).

Caio Pereira Leal, Faculdade Metropolitanas Unidas

Fisioterapia, Graduado pela Faculdade Metropolitanas Unidas

Referências

van Eijk MS, van der Linde H, Buijck B, Geurts A, Zuidema S, Koopmans R. Predicting prosthetic use in elderly patients after major lower limb amputation. Prosthet Orthot Int. 2012;36(1):45-52. DOI: http://dx.doi.org/10.1177/0309364611430885

Fortington LV, Rommers GM, Geertzen JH, Postema K, Dijkstra PU. Mobility in elderly people with a lower limb amputation: a systematic review. J Am Med Dir Assoc. 2012;13(4):319-25. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.jamda.2010.12.097

Yoo S. Complications following an amputation. Phys Med Rehabil Clin N Am. 2014;25(1):169-78. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.pmr.2013.09.003

Riberto M, Miyazaki MH, Jucá SSH, Sakamoto H, Pinto PPN, Battistella LR. Validação da versão brasileira da medida de independência funcional. Acta Fisiátr. 2004;11(2):72-6.

Chamlian TR, Masiero D. Perfil epidemiológico dos pacientes amputados tratados no Centro de Reabilitação "Lar Escola São Francisco". Acta Fisiatr. 1998;5(1):38-42.

Carazzato SG, Assis MR, Chamlian TR, Masiero D. Perfil dos pacientes amputados, atendidos no LESF no período de julho de 1995 a dezembro de 1997. Acta Fisiatr. 1999;6(3):106.

Cassefo V, Nacaratto DC, Chamlian TR. Perfil epidemiológico dos pacientes amputados do Lar Escola São Francisco: estudo comparativo de 3 períodos diferentes. Acta Fisiatr. 2003;10(2):67-71.

Piccolotto P, Carvalho AB, Chamlian TR, Masiero D. Perfil Epidemiológico dos pacientes amputados do Lar Escola São Francisco. Med Reabil. 2005;24(3):59-62.

Varma P, Stineman MG, Dillingham TR. Epidemiology of limb loss.Phys Med Rehabil Clin N Am. 2014;25(1):1-8. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.pmr.2013.09.001

Geertzen JH, Martina SD, Rietman HS. Lower limb amputation. Part 2: Rehabilitation--a 10 year literature review. Prosthet Orthot Int. 2001;25(1):14-20. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/03093640108726563

Chamlian TR, Varanda RR, Pereira CL, Resende JM, Faria CC. Perfil epidemiológico dos pacientes amputados de membros inferiores atendidos no Lar Escola São Francisco entre 2006 e 2012. Acta Fisiatr. 2013;20(4):219-23. DOI: http://dx.doi.org/10.5935/0104-7795.20130036

Grisé MC, Potvin D. Predisposing factors related to prosthetic use by people with a transtibial and transfemoral amputation. J Prosth Orth. 1998;10(4):99-109.

Nissen SJ, Newman WP. Factors influencing reintegration to normal living after amputation. Arch Phys Med Rehabil. 1992;73(6):548-51.

Leung EC, Rush PJ, Devlin M. Predicting prosthetic rehabilitation outcome in lower limb amputee patients with the functional independence measure. Arch Phys Med Rehabil. 1996;77(6):605-8. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/S0003-9993(96)90303-2

Ehde DM, Czerniecki JM, Smith DG, Campbell KM, Edwards WT, Jensen MP, et al. Chronic phantom sensations, phantom pain, residual limb pain, and other regional pain after lower limb amputation. Arch Phys Med Rehabil. 2000;81(8):1039-44. DOI: http://dx.doi.org/10.1053/apmr.2000.7583

Dillingham TR, Pezzin LE, MacKenzie EJ, Burgess AR. Use and satisfaction with prosthetic devices among persons with trauma-related amputations: a long-term outcome study. Am J Phys Med Rehabil. 2001;80(8):563-71. DOI: http://dx.doi.org/10.1097/00002060-200108000-00003

Hagberg K, Branemark R. Consequences of nonvascular trans-femoral amputation: a survey of quality of life, prosthetic use and problems. Prosthet Orthot Int. 2001;25(3):186-94. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/03093640108726601

Gailey R, Allen K, Castles J, Kucharik J, Roeder M. Review of secondary physical conditions associated with lower-limb amputation and long-term prosthesis use. J Rehabil Res Dev. 2008;45(1):15-29. DOI: http://dx.doi.org/10.1682/JRRD.2006.11.0147

Kulkarni J, Adams J, Thomas E, Silman A. Association between amputation, arthritis and osteopenia in British male war veterans with major lower limb amputations. Clin Rehabil. 1998;12(4):348-53. DOI: http://dx.doi.org/10.1191/026921598672367610

Burke MJ, Roman V, Wright V. Bone and joint changes in lower limb amputees. Ann Rheum Dis. 1978;37(3):252-54. DOI: http://dx.doi.org/10.1136/ard.37.3.252

Ephraim PL, Wegener ST, MacKenzie EJ, Dillingham TR, Pezzin LE. Phantom pain, residual limb pain and back pain in amputees: results of a national survey. Arch Phys Med Rehabil. 2005;86(10):1910-9. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.apmr.2005.03.031

Hanley MA, Ehde DM, Campbell KM, Osborn B, Smith DG. Self-reported treatments used for lowerlimb phantom pain: descriptive findings. Arch Phys Med Rehabil. 2006;87(2):270-7. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.apmr.2005.04.025

Borsje S, Bosmans JC, van der Schans CP, Geertzen JH, Dijkstra PU. Phantom pain: a sensitivity analysis. Disabil Rehabil. 2004;26(14-15):905-10. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/09638280410001708922

Whyte A, Carroll LJ.The relationship between catastrophizing and disability in amputees experiencing phantom pain. Disabil Rehabil. 2004;26(11):649-54. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/09638280410001672508

Chamlian TR, Bonilha MMM, Macêdo MCM, Rezende F, Leal CAP. Prevalência da dor fantasma em amputados do Lar Escola São Francisco. Acta Fisiatr. 2012;19(3):167-70. DOI: http://dx.doi.org/10.5935/0104-7795.20120026

Correia TS, Tamashiro LH, Chamlian TR, Masiero D. Avaliação da qualidade de vida e independência funcional em pacientes amputados de membro inferior. Med Reabil; 2007;26(1):7-10.

Publicado

2014-09-09

Edição

Seção

Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS