Avaliação da destreza manual em indivíduos com artrite reumatoide

Autores

  • Karen Kowalski Armanini Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Fernanda Matos Weber Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Caren Fernanda Muraro Universidade Federal de Santa Catarina - UFS
  • Noé Gomes Borges Junior Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Susana Cristina Domenech Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
  • Monique da Silva Gevaerd Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

DOI:

https://doi.org/10.5935/0104-7795.20150032

Palavras-chave:

Artrite Reumatoide, Destreza Motora, Mãos

Resumo

Objetivo: Analisar a destreza manual de pacientes com AR em funçao do nível de atividade da doença. Métodos: Foram avaliados 23 indivíduos com AR, com média de idade de 54,78 ± 12,54 anos. Todos os participantes foram submetidos a uma entrevista para coleta dos dados de identificaçao e história clínica, coleta de sangue para análise da Proteína C-Reativa, determinaçao do nível de atividade da doença por meio do Disease Activity Score (DAS-28) e avaliaçao da destreza manual pelo Moberg Picking-Up Test (MPUT). Para descartar problemas de sensibilidade tátil dos indivíduos, foi aplicado o teste de sensibilidade dos monofilamentos de Semmes-Weinstein. Resultados: Foi observado que o grupo classificado em moderada atividade da doença apresentou maior tempo para execuçao do MPUT com olhos abertos na mao dominante, quando comparado ao grupo em baixa atividade. O grupo em alta atividade da doença também demorou mais para realizar o MPUT com os olhos fechados na mao dominante, em comparaçao ao grupo em baixa atividade. Adicionalmente, houve uma correlaçao positiva entre o DAS-28 e o tempo de realizaçao do MPUT com os olhos fechados na mao dominante. Conclusao: A destreza manual de indivíduos com AR pode estar prejudicada em funçao do nível de atividade da doença, repercutindo na dificuldade para a realizaçao das atividades de vida diária. Estes dados podem contribuir para a determinaçao de estratégias de tratamento visando a melhoria da qualidade de vida de pacientes com AR.

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Publicado

2015-12-01

Edição

Seção

Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS