Barreiras da reabilitação cardíaca em uma cidade do nordeste do Brasil

Autores

  • Luciano Sá Teles de Almeida Santos
  • Emanuella Gomes
  • Júlia Vilaronga
  • Walleska Nunes
  • Alan Carlos Nery Santos Universidade Salvador - UNIFACS
  • Fernanda Oliveira Baptista Almeida
  • Jefferson Petto Faculdade Social da Bahia - FSBA https://orcid.org/0000-0002-5748-2675

DOI:

https://doi.org/10.5935/0104-7795.20170013

Palavras-chave:

Doenças Cardiovasculares, Insuficiência Cardíaca, Medicina Física e Reabilitação, Barreiras de Comunicação

Resumo

Averiguar as barreiras por regiões do Brasil, pode ser uma valiosa estratégia para melhorar a inserção e adesão dos pacientes cardiopatas a programas de reabilitação cardiovascular. Objetivo: Identificar e descrever os motivos que levam a não inclusão de indivíduos cardiopatas em programas de reabilitação cardiovascular. Métodos: Estudo descritivo de corte transversal com 79 indivíduos de ambos sexos, com idade superior a 50 anos, cardiopatas provenientes de cinco clínicas particulares de cardiologia. Para identificação dos fatores que interferiam na inclusão dos pacientes aos programas de reabilitação cardiovascular, foi aplicada a escala de barreiras para reabilitação cardíaca. Esse instrumento é composto de 22 itens, sendo que 21 são questões fechadas e objetivas. Os indivíduos foram instruídos a assinalar "SIM" ou "NÃO" para cada item objetivo da escala, caso identificassem o item como uma barreira ou não para a inclusão/adesão. Resultados: 64(81%) da amostra não sabia da existência da reabilitação cardiovascular e dos seus benefícios. Para 50(63%) a distância da residência até o centro de reabilitação foi uma barreira. Além disso, o custo com mobilidade urbana 37 (47%) e a não indicação do médico por achar desnecessário 32 (40%) também foram apontadas como barreiras. Conclusão: Os resultados deste estudo indicam que as principais bramireis para a não inserção em programas de reabilitação cardiovascular foram a falta de conhecimento sobre os benefícios desse tipo de programa, a distância da residência dos pacientes até o centro mais próximo e o custo com deslocamento.

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Publicado

2017-06-30

Edição

Seção

Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS