Comparação entre alterações eletrofisiológicas e ganhos funcionais de pacientes com síndrome de Guillain Barré internados no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER)

Autores

  • Cícero Soares Melo Neto Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo - CRER
  • Juliana Lima Jácomo Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Rickella Aparecida Alves Moreira Universidade Federal de Goiás - UFG
  • João Henrique Vieira Pedroso Universidade Federal de Goiás - UFG
  • Joenice Almeida Ferreira Universidade Federal de Goiás - UFG
  • Rodrigo Parente Medeiros Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo - CRER

DOI:

https://doi.org/10.5935/0104-7795.20170015

Palavras-chave:

Síndrome de Guillain-Barré, Eletromiografia, Reabilitação, Centros de Reabilitação

Resumo

Polirradiculopatia inflamatória, aguda, de caráter progressivo, a Síndrome de Guillain Barré normalmente acontece pós exposição a um agente infeccioso, ou a um estímulo, desencadeando o comprometimento dos motoneurônios periféricos. Objetivo: Comparar alterações eletrofisiológicas com ganhos funcionais na SGB, observando a relação entre prognóstico e alteração no exame eletroneuromiográfico e verificando a condição dos pacientes após um ano do início do quadro clínico. Métodos: Revisão de prontuários dos pacientes atendidos no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo - CRER, no período de 2008 a 2014. Resultados: Inicialmente localizados quarenta e oito casos, destes apenas dezenove, inicialmente, foram selecionados por terem estado internados no CRER no período selecionado para o estudo, houve exclusão de um paciente por não constar em prontuário o resultado da eletroneuromiografia, permanecendo na pesquisa, então, dezoito pacientes. Conclusão: A reabilitação tem um papel fundamental no resultado final e cuidados ao longo prazo em pacientes que tiveram SGB, sendo um trabalho diferenciado a internação em centro de reabilitação melhorando a capacidade de diminuir os danos causados pela doença, independente dos déficits funcionais adquiridos. Os dados apontaram que os ganhos funcionais ao longo de um ano após início da doença, não têm relação direta com o que é encontrado no exame eletroneuromiográfico.

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Publicado

2017-06-30

Edição

Seção

Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS