Resultados de um programa de exercícios físicos para indivíduos com hemiplegia pós acidente vascular encefálico

  • Leonardo Danelon Cruz Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clinicas – FMUSP
  • Cristiane Vieira Cardoso Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clinicas – FMUSP
  • Cristiane Gonçalves Mota Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clinicas – FMUSP https://orcid.org/0000-0001-8596-8712
  • Pablo Magno Silveira Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
  • Katia Lina Miyahara Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clinicas – FMUSP
  • Tamira Terao Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clinicas – FMUSP
  • Lívia Maria dos Santos Sabbag Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clinicas – FMUSP
Palavras-chave: Hemiplegia, Exercício, Força Muscular, Equilíbrio Postural

Resumo

Dentre as várias sequelas causadas pelo acidente vascular encefálico (AVE), destaca-se o comprometimento motor como a hemiplegia e a hemiparesia. A recuperação das sequelas neurológicas pode ocorrer de maneira espontânea, porém parte da recuperação depende de estímulo motor. Isto posto, o exercício físico é um método importante para a reabilitação e promoção da saúde em indivíduos que sofreram AVE. Objetivo: Verificar os resultados obtidos na força muscular global e em equilíbrio dinâmico, em indivíduos com hemiplegia pós AVE, que participaram de um programa de exercícios físicos. Métodos: Participaram do estudo 29 indivíduos, com média de idade de 57 anos. Foram analisados, retrospectivamente, dados dos prontuários de pacientes com diagnóstico de hemiplegia após AVE do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – IMREA HCFMUSP, unidade Lapa, que participaram de programa de exercícios no serviço de Condicionamento Físico da instituição no período de setembro de 2011 a julho de 2013. Resultados: Observou-se aumento significativo em força muscular (p<0,05) em todas as musculaturas envolvidas no teste de 10 RM. O maior ganho de força foi no grupo dos isquiotibiais (65,85%) e a musculatura com menor ganho de força foi tríceps braquial, com 31,34%. A média total de ganho de força foi de 45,20%. O tempo de realização dos testes Timed Up and Go (TUG) e Teste de Sentar e Levantar (TSL) foi menor ao término do programa, o que significa que os pacientes melhoraram a capacidade de realizar as mesmas funções avaliadas inicialmente. Conclusão: Este estudo mostrou que o treinamento resistido é muito importante para as pessoas com sequelas de hemiplegia pós AVE, por melhorar a capacidade funcional como o equilíbrio dinâmico, além de contribuir em suas atividades cotidianas com o aumento da força muscular global.

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Publicado
2018-06-30
Seção
Artigo Original