Efeito em curto prazo de dois protocolos de hidrocinesioterapia em crianças com síndrome congênita associada à infecção do vírus Zika

Palavras-chave: Zika Virus, Tono Muscular, Hidroterapia, Reabilitação

Resumo

Objetivo: Avaliar o efeito em curto prazo de dois protocolos de hidrocinesioterapia sobre o tônus muscular e o nível de estresse de crianças com SCZ. Métodos: Estudo cruzado, randomizado e cego, com crianças com microcefalia/SCZ entre 3-36 meses de idade. O tônus foi avaliado pela Escala Modificada de Tardieu(EMT), analisando-se o grau de tônus muscular e a amplitude de movimento articular(ADM); o nível de estresse, através de Escala visual analógica de faces variando desde um estado sem estresse(1) até estresse intenso(4). Dois protocolos de hidrocinesioterapia(Protocolo PI e PII) foram aplicados em ambiente aquático restrito, por 15 minutos com temperatura da água a 37ºC. Resultados: Doze crianças participaram do estudo(média de idade em meses: 23,9+3,97), 58,7% do sexo feminino. Após PI, observamos redução do grau de tônus dos músculos extensores de cotovelo(p=0,03) e joelho(p=0,04); em PII, não houve mudanças significativas no grau de tônus. Não houve mudanças significativas no nível de estresse em PI e PII, porém 83,3% se encontravam sem estresse ou estresse leve antes das intervenções. Conclusões: O protocolo I acarretou redução do grau de tônus muscular em curto prazo quando comparado com PII. Enfatiza-se que os protocolos aplicados são de baixo custo, e podem ser uma opção de técnica não farmacológica viável no acompanhamento terapêutico destas crianças. Ressalta-se que a experiência do fisioterapeuta deve guiar a escolha do protocolo adequado para o objetivo terapêutico de cada criança e a vantagem de ser uma técnica facilmente replicável em ambiente terapêutico e domiciliar.

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Publicado
2019-12-31
Seção
Artigo Original