Confiabilidade interavaliadores e teste-reteste da Escala de Participação (P-Scale) em pacientes após acidente vascular cerebral

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v29i1a168523

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Estudo de Validação, Participação Social, Reprodutibilidade dos Testes

Resumo

A versão brasileira da Escala de Participação (P-Scale) é um instrumento de avaliação que mensura restrições em participação em indivíduos com diversas condições de saúde. Objetivos: Avaliar a confiabilidade interexaminador e teste-reteste da versão brasileira da P-Scale em um grupo de pacientes pós-acidente vascular cerebral (AVC). Método: Estudo metodológico, avaliou 20 pacientes com diagnóstico de AVC atendidos em um Centro de Reabilitação. A confiabilidade do escore total foi avaliado por meio do Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC). A confiabilidade interavaliador e testereteste de cada item foi medida pelo Coeficiente Kappa com ponderação quadrática. Para avaliação da concordância entre os escores obtidos item por item interavaliador e teste-reteste, foi utilizado o gráfico Bland-Altman. Resultados: A versão brasileira da PScale apresentou confiabilidade quase perfeita da maioria dos itens (kw>0,81), sem erros sistemáticos de mensuração avaliados pelo gráfico de concordância de Bland-Altman (p= 0,350) e excelente confiabilidade teste-reteste do escore total (ICC= 0,96; p= 0,000). Em relação à confiabilidade interexaminador, os itens apresentaram confiabilidade variando de quase perfeita (kw>0,81) a regular (0,21<kw>0,40) e o gráfico de concordância de Bland-Altman indicou diferenças sistemáticas de mensuração (p= 0,018) apenas para dois casos atípicos. ICC da confiabilidade interexaminador do escore total foi excelente tanto na análise da amostra total (ICC= 0,95 para 20 indivíduos; p= 0,000), quanto na amostra sem os casos atípicos (ICC= 0,97 para 18 casos; p= 0,000). Conclusão: A versão brasileira da P-Scale apresentou excelente confiabilidade teste-reteste e interexaminador para avaliar participação em pacientes após AVC.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Organização Mundial de Saúde. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. São Paulo: EDUSP; 2003.

Silva FCM, Sampaio RF, Ferreira FR, Camargos VO, Neves JA. Influence of Context in Social Participation of People with Disabilities in Brazil. Rev Panam Salud Publica. 2013;34(4):250-6.

Pommerehn J, Delboni MCC, Fedosse E. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e afasia: um estudo da participação social. CoDAS. 2016;28(2):132-140. Doi: https://doi.org/10.1590/2317-1782/201620150102

Aramaki AL, Sampaio RF, Cavalcanti A, Dutra FCMS. Use of client-centered virtual reality in rehabilitation after stroke: a feasibility study. Arq Neuropsiquiatr. 2019;77(9):622-31. Doi: https://doi.org/10.1590/0004-282x20190103

Skoglund E, Westerlind E, Persson HC, Sunnerhagen KS. Self-perceived impact of stroke: A longitudinal comparison between one and five years post-stroke. J Rehabil Med. 2019;51(9):660-4. Doi: https://doi.org/10.2340/16501977-2595

Mayo NE, Wood-Dauphinee S, Côté R, Durcan L, Carlton J. Activity, participation, and quality of life 6 months poststroke. Arch Phys Med Rehabil. 2002;83(8):1035-42. Doi: https://doi.org/10.1053/apmr.2002.33984

Gadidi V, Katz-Leurer M, Carmeli E, Bornstein NM. Long-term outcome poststroke: predictors of activity limitation and participation restriction. Arch Phys Med Rehabil. 2011;92(11):1802-8. Doi: https://doi.org/10.1016/j.apmr.2011.06.014

Gretschel D, Visagie S, Inglis G. Community integration of adults with disabilities post discharge from an in-patient rehabilitation unit in the Western Cape. S Afr J Physiother. 2017;73(1):361. Doi: https://doi.org/10.4102/sajp.v73i1.361

Faria-Fortini I, Basílio M, Polese J, Menezes K, Faria C, Scianni A, et al. Caracterização da participação social de indivíduos na fase crônica pós-acidente vascular encefálico. Rev Ter Ocup USP. 2017;28(1):71-8. Doi: https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v28i1p71-78

Sampaio RF, Silva FCM, Neves JA, Kirkwood RN, Mancini MC. Avaliação dos diferentes domínios do modelo biopsicossocial: uma contribuição para prática clínica utilizando análise fatorial. Salud(i)Ciencia. 2013;20(2):134-40.

Van Brakel WH, Anderson AM, Mutatkar RK, Bakirtzief Z, Nicholls PG, Raju MS, et al. The Participation Scale: Measuring a key concept in public health. Disabil Rehabil. 2006;28(4):193-203. Doi: https://doi.org/10.1080/09638280500192785

Barbosa, JC; Ramos Jr., AN; Alencar, MJF; Castro, CGJ. Pós-alta em Hanseníase no Ceará: limitação da atividade funcional, consciência de risco e participação social. Rev Bras Enferm. 2008;61(esp):727-33. Doi: https://doi.org/10.1590/S0034-71672008000700012

Dutra FCMS, Mancini MC, Neves JA, Kirkwood RN, Sampaio RF. Empirical Analysis of the International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF) Using Structural Equation Modeling. Braz J Phys Ther. 2016;20(5):384-394. Doi: https://doi.org/10.1590/bjpt-rbf.2014.0168

Souza MAP, Coster WJ, Mancini MC, Dutra FCMS, Kramer J, Sampaio RF. Rasch analysis of the participation scale (P-scale): usefulness of the P-scale to a rehabilitation services network. BMC Public Health. 2017;17(1):934-42. Doi: https://doi.org/10.1186/s12889-017-4945-9

Reis BM, Castro SS, Fernandes LFRM. Limitation of activity and restriction of social participation in relation to age range, gender, and education in people with leprosy. An Bras Dermatol. 2017;92(3):335-339. Doi: https://doi.org/10.1590/abd1806-4841.20175216

Dutra FCMS, Prado MC, Borges GPS, Kososki E, Silva FCM. Consequences of pemphigus in occupational performance and social participation of patients. Salud(i)Ciencia. 2018;22(8):727-33. Doi: http://dx.doi.org/10.21840/siic/154617

Van Der Zee CH, Priesterbach AR, Van Der Dussen L, Kap A, Schepers VPM, Visser-Meily JMA, et al. Reproducibility of Three Self-Report Participation Measures: the ICF measure of participation and activities screener, the participation scale, and the utrecht scale for evaluation of rehabilitation-participation. J Rehabil Med. 2010;42(8):752-7. Doi: https://doi.org/10.2340/16501977-0589

Stevelink SA, Terwee CB, Banstola N, Van Brakel WH. Testing the psychometric properties of the Participation Scale in Eastern Nepal. Qual Life Res. 2013;22(1):137-44. Doi: https://doi.org/10.1007/s11136-012-0116-8

Zeeuw J, Douwstra M, Omansen TF, Sopoh GE, Jonhnson C, Phillips RO, et al. Psychometric Properties of the Participation Scale among Former Buruli Ulcer Patients in Ghana and Benin. PLoS Negl Trop Dis. 2014;8(11):e3254. Doi: https://doi.org/10.1371/journal.pntd.0003254

Hobart JC, Cano SJ, Warner TT, Thompson AJ. What sample sizes for reliability and validity studies in neurology? J Neurol. 2012;259(12):2681-94. Doi: https://doi.org/10.1007/s00415-012-6570-y

Landis JR, Koch GG. The measurement of observer agreement for categorical data. Biometrics. 1977;33(1):159-74.

Bland JM, Altman DG. Statistical methods for assessing agreement between two methods of clinical measurement. Lancet. 1986;1(8476):307-10.

Munro BH. Statistical methods for health care research. 5th ed. Philadelphia: Lippincott, Williams & Wilkins; 2005.

Feigin VL, Forouzanfar MH, Krishnamurthi R, Mensah GA, Connor M, Bennett DA, et al. Global and regional burden of stroke during 1990–2010: findings from the Global Burden of Disease Study 2010. Lancet. 2014;383(9913):245-254. Doi: https://doi.org/10.1016/s0140-6736(13)61953-4

Bensenor IM, Goulart AC, Szwarcwald CL, Vieira MLFP, Malta DC, Lotufo PA. Prevalence of stroke and associated disability in Brazil: National Health Survey - 2013. Arq Neuro-Psiquiatr. 2015;73(9):746-50. Doi: https://doi.org/10.1590/0004-282X20150115

Henriques M, Henriques J, Jacinto J. Acidente Vascular Cerebral no Adulto Jovem: A Realidade num Centro de Reabilitação. Rev SPMFR. 2015;27(1):9-13. Doi: https://doi.org/10.25759/spmfr.180

Malta DC, Felisbino-Mendes MS, Machado IE, Passos VMA, Abreu DMX, Ishitani LH, et al. Fatores de risco relacionados à carga global de doença do Brasil e Unidades Federadas, 2015. Rev Bras Epidemiol. 2017;20(Suppl 1):217-32. Doi: https://doi.org/10.1590/1980-5497201700050018

De Vet HCW, Terwee CB, Knol DL, Bouter LM. When to use agreement versus reliability measures. J Clin Epidemiol. 2006;59(10):1033-9. Doi: https://doi.org/10.1016/j.jclinepi.2005.10.015

Downloads

Publicado

2022-03-31

Como Citar

1.
Dutra FCMS e, Alves AC, Aramakic AL, Amaral MF do, Cavalcantie A. Confiabilidade interavaliadores e teste-reteste da Escala de Participação (P-Scale) em pacientes após acidente vascular cerebral. Acta Fisiátr. [Internet]. 31 de março de 2022 [citado 24 de junho de 2022];29(1):42-9. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/168523

Edição

Seção

Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS