Perfil da força muscular isométrica em atletas de rugby em cadeira de rodas

Autores

  • João Paulo Casteleti de Souza Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Nayara Christine Souza Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Jéssica Reis Buratti Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Ricardo Aurélio Carvalho Sampaio Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • Ricardo Antônio Tanhoffer Universidade Federal do Paraná - UFPR
  • Marco Carlos Uchida Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
  • José Irineu Gorla Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v27i4a168538

Palavras-chave:

Esportes para Pessoas com Deficiência, Cadeiras de Rodas, Força Muscular, Dinamômetro de Força Muscular

Resumo

Objetivo: Analisar os níveis de força muscular em atletas de rugby em cadeira de rodas (RCR). Método: A amostra foi composta por 10 atletas (homens) com lesão da medula espinhal em nível cervical (tetraplegia) com média de idade de 31,1±5,06 anos. Os atletas foram recrutados na equipe de RCR do Projeto de Atividade Motora e Esporte Adaptado da Universidade Estadual de Campinas (ADEACAMP/UNICAMP). Resultados: Para analisar os níveis de força muscular isométrica (flexão e extensão dos ombros e cotovelos) foi utilizado dinamômetro isométrico, enquanto ultrassom foi usado para avaliação da espessura muscular (flexores e extensores do cotovelo, ambos os lados), utilizando 7,3 MHz da sonda linear-matriz. Correlação ponto-bisserial foi utilizada para verificar a associação entre os níveis de força de acordo com a posição de jogo; enquanto a correlação de Spearman verificou a associação entre os níveis de força entre membros dominantes e não dominantes, além da relação músculo agonista versus antagonista. Ainda, o teste Mann Whitney U foi utilizado para comparar os jogadores titulares e reservas quanto à força e espessura muscular. Conclusão: Podemos concluir que quanto maior a classificação funcional, maiores são os valores de força voluntária isométrica máxima; e que a força isométrica tem correlação com o desempenho de atletas de RCR.

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Publicado

2020-12-31

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Artigo Original
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