Associação entre a classificação da deambulação funcional com a velocidade da marcha após acidente vascular cerebral

Autores

  • Cíntia Elord Júlio Universidade Nove de Julho – UNINOVE
  • Ariadne Cardoso Universidade Nove de Julho – UNINOVE
  • Gabriela Santos Pereira Universidade Nove de Julho – UNINOVE
  • João Carlos Ferrari Corrêa Universidade Nove de Julho – UNINOVE
  • Soraia Micaela Silva Universidade Nove de Julho – UNINOVE

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v27i2a172364

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Marcha, Caminhada, Avaliação de Processos e Resultados

Resumo

A escolha do instrumento adequado é decisiva para o sucesso da avaliação funcional e reabilitação. Diante disto, é necessário que o profissional tenha amplo conhecimento dos instrumentos disponíveis para que possa optar pela avaliação mais eficaz, menos onerosa e mais rápida. Objetivo: Analisar se a classificação da deambulação obtida pela Functional Ambulation Classification (FAC) se associa com o desempenho obtido no Teste de Caminhada de 10 metros (TC10M). Métodos: Estudo transversal no qual foram avaliados 61 indivíduos acometidos pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC). Utilizou-se o TC10M e a FAC. Para verificar a normalidade dos dados foi utilizado teste Kolmogorov – Smirnov. Foi utilizado o ANOVA de uma via para verificar se houve diferença dos deambuladores dependentes e independentes conforme a FAC com a velocidade da marcha por meio do TC10M. Foi realizado um teste post hoc e o método de Scheffe, considerando p≤0,05. Para analisar a associação da categorização da deambulação com a velocidade da marcha, foi o utilizado o teste do qui-quadrado de independência. Resultados: Houve diferença significante de cada nível da FAC em relação a velocidade da marcha. Houve associação entre as classificações obtidas pela FAC e pelo TC10m [x2(9) = 145,335; p=0,001]; sendo que em 48% as variáveis estão corretamente associadas. Conclusão: Os achados indicaram que os níveis da FAC apresentaram associação com a velocidade da marcha. Este achada amplia os conhecimentos sobre medidas de avaliação da marcha e auxilia a prática clínica, considerando que facilita a escolha do melhor instrumento para avaliar a marcha após AVC.

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Publicado

2020-06-30

Edição

Seção

Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS