Perfil epidemiológico dos pacientes com esclerose lateral amiotrófica acompanhados na Associação de Assistência à Criança Deficiente

Autores

  • Rafael Santos Ferreira da Silva Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD
  • Letícia da Silva Lira Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD
  • Simone Ferreira de Freitas Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD
  • Viviana Dylewski Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD
  • Fernanda Moraes Rocco Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD
  • Clarissa Barros de Oliveira Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD
  • Nádia Baggio Barreto Rodrigues Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v28i1a173469

Palavras-chave:

Doença dos Neurônios Motores, Esclerose Amiotrófica Lateral, Epidemiologia

Resumo

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa caracterizada por perda irreversível dos neurônios motores da medula espinal, tronco encefálico e córtex cerebral, levando à atrofia muscular, espasticidade e consequentemente à morte. Objetivo: Verificar a prevalência da ELA na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) – Unidade Ibirapuera e caracterizar os indivíduos acometidos quanto à evolução da doença durante o processo de reabilitação, a fim de traçar um perfil epidemiológico desta população. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, baseado em informações contidas em prontuário, referentes a pacientes que realizaram reabilitação durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2018, sendo a busca pelos dados guiada a partir de formulário desenvolvido exclusivamente para este estudo. Resultados: A prevalência dos pacientes com ELA em tratamento na clínica de doenças neuromusculares é de 11,6%. O perfil desses pacientes é ligeiramente maior do sexo feminino de cor branca, com uma média de idade de 59 anos, sendo a hipertensão arterial sistêmica a comorbidade mais encontrada. A forma de ELA mais frequente foi a esporádica, e o medicamento mais utilizado foi o Riluzole. Houve grande variabilidade de objetivos fisioterapêuticos e aumento do uso da ventilação mecânica não invasiva. Não houve associação entre a presença de marcha na última avaliação e o tempo do paciente em fisioterapia. Conclusão: Os objetivos estão de acordo com a literatura, bem como demonstram a importância de conhecermos melhor a população para termos uma abordagem multidisciplinar mais adequada para estes pacientes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Pradhan J, Noakes PG, Bellingham MC. The Role of Altered BDNF/TrkB Signaling in Amyotrophic Lateral Sclerosis. Front Cell Neurosci. 2019;13:368. Doi: https://doi.org/10.3389/fncel.2019.00368

Molteni M, Rossetti C. Neurodegenerative diseases: The immunological perspective. J Neuroimmunol. 2017;313:109-115. Doi: https://doi.org/10.1016/j.jneuroim.2017.11.002

Zapata-Zapata CH, Franco-Dager E, Solano-Atehortua JM, Ahunca-Velasquez LF. Esclerosis lateral amiotrófica: actualización. Iatreia. 2016; 29(2): 904-205. Doi: https://doi.org/10.17533/udea.iatreia.v29n2a08

Zarei S, Carr K, Reiley L, Diaz K, Guerra O, Altamirano PF, et al. A comprehensive review of amyotrophic lateral sclerosis. Surg Neurol Int. 2015;6:171. Doi: https://doi.org/10.4103/2152-7806.169561

Leite Neto L, Constantine AN. Disartria e qualidade de vida em pacientes com esclerose lateral amiotrófica. Rev CEFAC. 2017;19(5): 664-73. Doi: https://doi.org/10.1590/1982-021620171954017

Xerez DR. Reabilitação na esclerose lateral amiotrófica: revisão de literatura. Acta Fisiatr. 2008;15(3):182-8.

Recabarren-Leiva D, Alarcón M. New insights into the gene expression associated to amyotrophic lateral sclerosis. Life Sci. 2018;193:110-23. Doi: https://doi.org/10.1016/j.lfs.2017.12.016

Miller RG, Jackson CE, Kasarskis EJ, England JD, Forshew D, Johnston W, et al. Practice parameter update: the care of the patient with amyotrophic lateral sclerosis: drug, nutritional, and respiratory therapies (an evidence-based review): report of the Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology. 2009;73(15):1218-26. Doi: https://doi.org/10.1212/WNL.0b013e3181bc0141

Costa FA, Martins LJNS, Silva NPO. A esclerose lateral amiotrófica e a fisioterapia motora [texto na Internet]. São Paulo; IPG; c2016 [citado 2020 Ago 5]. Disponível em: http://www.todosporela.org.br/site/downloads/7df03136dec0f63e5b2be9f29600b549.pdf

Pozza AM, Delamura MK, Ramirez C, Valério NI, Marino LH, Lamari NM. Conduta fisioterapêutica na esclerose lateral amiotrófica. Sao Paulo Med J. 2006;124(6):350-4. Doi: https://doi.org/10.1590/s1516-31802006000600011

Linden Junior E. Abordagem fisioterapêutica na esclerose lateral amiotrófica: artigo de atualização. Rev Neurocienc 2013;21(2):313-18. Doi: https://doi.org/10.4181/RNC.2013.21.803.6p

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: características gerais dos moradores: 2012-2016. Rio de Janeiro: IBJE; 2017.

Rossi PG, Farche ACS, Ansai JH, Takahashi ACM, Mascarenhas MA. Perfil de idosos admitidos em serviço de fisioterapiafrente à sazonalidade. Scientia Med. 2017;27(2):ID24994. Doi: https://doi.org/10.15448/1980-6108.2017.2.24994

Cavalcanti G, Doring M, Portella MR, Bortoluzzi EC, Mascarelo A, Dellani MP. Multimorbidade associado à polifarmácia e autopercepção negativa de saúde. Rev Bras Geriatr Geront. 2017;20(5):634-42. Doi: http://dx.doi.org/10.1590/1981-22562017020.170059

Brettschneider J, Kurent J, Ludolph A, Mitchell JD. Drug therapy for pain in amyotrophic lateral sclerosis or motor neuron disease. Cochrane Database Syst Rev. 2008;(3):CD005226. Doi: https://doi.org/10.1002/14651858.CD005226.pub2

Ashworth NL, Satkunam LE, Deforge D. Treatment for spasticity in amyotrophic lateral sclerosis/motor neuron disease. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(2):CD004156. Doi: https://doi.org/10.1002/14651858.CD004156.pub4

Baldinger R, Katzberg HD, Weber M. Treatment for cramps in amyotrophic lateral sclerosis/motor neuron disease. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(4):CD004157. Doi: https://doi.org/10.1002/14651858.CD004157.pub2

Sanjak M, Langford V, Holsten S, Rozario N, Patterson CGM, Bravver E, et al. Six-Minute walk test as a measure of walking capacity in ambulatory individuals with amyotrophic lateral sclerosis. Arch Phys Med Rehabil. 2017;98(11):2301-7. Doi: https://doi.org/10.1016/j.apmr.2017.04.004

Orsini M, Freitas MRG, Mello MP, Antonioli ES, Reis JPB, Nascimento OJM, et al. Reabilitação física na esclerose lateral amiotrófica. Rev Neurocienc. 2009:17(1):30-6. Doi: https://doi.org/10.34024/rnc.2009.v17.8601

Facchinetti LD, Orsini M, Lima MASD. Os riscos do exercício excessivo na ELA: atualização da literatura. Rev Bras Neurol. 2009; 45(3):33-8.

Honorato ES, Martins EF. Evidências para direcionamento da intervenção fisioterapêutica nas alterações cinético-funcionais geradas pela esclerose lateral amiotrófica. Rev Bras Ciên Saúde. 2008;6(15):66-74. Doi: https://doi.org/10.13037/rbcs.vol6n15.541

Kioumourtzoglou MA, Seals RM, Himmerslev L, Gredal O, Hansen J, Weisskopf MG. Comparison of diagnoses of amyotrophic lateral sclerosis by use of death certificates and hospital discharge data in the Danish population. Amyotroph Lateral Scler Frontotemporal Degener. 2015;16(3-4):224-9. Doi: https://doi.org/10.3109/21678421.2014.988161

Carratù P, Spicuzza L, Cassano A, Maniscalco M, Gadaleta F, Lacedonia D, et al. Early treatment with noninvasive positive pressure ventilation prolongs survival in Amyotrophic Lateral Sclerosis patients with nocturnal respiratory insufficiency. Orphanet J Rare Dis. 2009;4:10. Doi: https://doi.org/10.1186/1750-1172-4-10

Sathyaprabha TN, Pradhan C, Nalini A, Thennarasu K, Raju TR. Pulmonary function tests and diaphragmatic compound muscle action potential in patients with sporadic amyotrophic lateral sclerosis. Acta Neurol Scand. 2010;121(6):400-5. Doi: https://doi.org/10.1111/j.1600-0404.2009.01199.x

Downloads

Publicado

2021-03-31

Edição

Seção

Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS