Satisfação e o sentido da vida para pessoas com lesão medular traumática

Autores

  • Fabiana Faleiros Santana Castro Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - EERP-USP
  • Karina de Fátima Bimbatti Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - EERP-USP
  • Adriane Aparecida Gonçalves de Carvalho Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - EERP-USP
  • Mariele Lenhari Gonçalves Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - EERP-USP
  • Filipe Gustavo Lopes Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM
  • William Schutt Case Western Reserve University

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v27i4a177134

Palavras-chave:

Traumatismos da Medula Espinal, Satisfação Pessoal, Brasil

Resumo

Objetivo: Analisar o sentido da vida, a satisfação com a vida e a influência de variáveis sociodemográficas em brasileiros com Lesão Medular Traumática. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e descritivo com participantes adultos com LM traumática. Método: Os dados foram coletados por meio da plataforma Survey Monkey, utilizando o Questionário de Sentido da Vida e a Escala de Satisfação com a Vida; a amostra foi composta por adultos de 18 anos ou mais com LM traumática. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo masculino (75,5%), com média de idade de 36,22 anos. A pontuação média na Escala de Satisfação com a Vida foi de 21,26, o que corresponde à categoria pouco satisfeito. As pontuações médias, respectivamente, para busca e presença de sentido na vida foram 22,61 e 25,32, indicando que a maioria dos participantes acha a vida com sentido, embora não busque esse sentido explicitamente. Houve associações significativas entre satisfação com a vida e o sentido da vida. Conclusão: O processo de reabilitação de pessoas com LM traumática deve conter a avaliação da satisfação e do sentido de vida em conjunto com outras variáveis psicológicas. O contexto de vida das pessoas que sofrem de uma LM traumática é complexo e há uma necessidade de compreensão holística e individualizada durante o processo de reabilitação.

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Publicado

2020-12-31

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