Treinamento com realidade virtual não imersiva é efetivo na melhora da funcionalidade de idosos institucionalizados e uma opção de atividade física segura nos momentos de restrição: um estudo piloto

Autores

  • Diene Gomes Colvara Lopes Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
  • Jociane de Carvalho Myskiw Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
  • Ângelo José Gonçalves Bós Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
  • Vanice Hohemberge de Oliveira
  • Marcelo Perpétuo Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
  • Patrícia Souza Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v28i2a182437

Palavras-chave:

Realidade Virtual, Instituição de Longa Permanência para Idosos, Atividade Motora, Isolamento Social

Resumo

O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo que proporciona a diminuição gradual da capacidade funcional, aumentando a dependência dos idosos e culminando, muitas vezes, na sua institucionalização. Neste contexto, a Realidade Virtual Não Imersiva (RVNI) vem se mostrando uma ferramenta segura e efetiva para estimular a funcionalidade em idosos, inclusive diante da situação de distanciamento social que vivemos atualmente. Objetivo: Avaliar, preliminalmente, o efeito do treinamento com jogos de RVNI sobre a funcionalidade de idosos institucionalizados. Método: Estudo intervencional randomizado, com amostra composta por 17 idosos de quaisquer gêneros (idade 87 anos ±5,4 anos), residentes em uma instituição de Porto Alegre, divididos em dois grupos: Grupo Treinamento (GT) e Grupo Controle (GC). Foram avaliadas a escala de independência funcional (MIF) e a circunferência da panturrilha e do braço, bem como foram realizados o teste de Força de Preensão Palmar (FPP) e o Timed Get Up and Go (TUG). O protocolo de intervenção teve duração de 8 semanas, com duas sessões semanais de 30 minutos. Resultados: Os grupos demostraram ser homogêneos em relação ao gênero e idade. O GT apresentou melhora significante em 4 das 5 variáveis analisadas, já o GC apenas no teste de FPP.  O GT no FPP apresentou uma diferença estatisticamente significativa de 21,1 ± 12,60 kg para 23,8 ± 13,51 kg (p<0,003). Conclusão: O presente estudo sugere que o treinamento com RVNI é efetivo na melhora da funcionalidade de idosos institucionalizados e pode ser uma opção de intervenção física segura, especialemnte em momentos de restrição.

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Publicado

2021-06-30

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Artigo Original
MÉTRICAS | METRICS