https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/issue/feed Acta Fisiátrica 2020-10-27T18:45:25-03:00 Revista Acta Fisiátrica actafisiatrica@hc.fm.usp.br Open Journal Systems <p>A revista Acta Fisiátrica (ISSN 0104-7795&nbsp;<em>Impressa</em>&nbsp;/ ISSN 2317-0190 <em>Eletrônica</em>) é uma publicação trimestral do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas e do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica, Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com o apoio da Fundação Faculdade de Medicina.</p> https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/166868 Padrões neurofisiológicos da resposta tardia ao tratamento clínico e cirúrgico da neuropatia ulnar na hanseníase 2020-09-04T11:55:22-03:00 Marianna Cossi Monseff Borela marianna.borela@acta.br Milton Cury Filho milton.cury@acta.br Daniel Rocco Kirchner daniel.rocco@acta.br Manuel Henrique Salgado manuel.salgado@acta.br Marcos da Cunha Lopes Virmond mvirmond@ilsl.br José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com <p>A neuropatia de hanseníase pode desenvolver quadros inflamatórios subagudos e crônicos denominados reacões, os quais podem evoluir para compressões nos túneis anatômicos. Objetivo: Descrever os achados de condução nervosa (CN) tardios em pacientes com neuropatia ulnar no cotovelo submetidos aos tratamentos clínico e cirúrgico. Método: Vinte e sete nervos de 21 pacientes foram selecionados em uma coorte retrospectiva não-concorrente por tres anos, sendo formados dois grupos. O Grupo A com nervos radomizados para a cirurgia desde o início versus nervos tratados clinicamente; e o Grupo B, formado com a inclusão dos nervos operados após o insucesso do tratamento clínico versus nervos tratados clinicamente e o período de tratamento clínico dos nervos que migraram do Grupo A. Resultados: Os resultados da CN em quatro ocasiões foram comparados nos Grupos A e B entre cada subgrupo clínico e cirúrgico. Observou-se melhora estatisticamente significativa nos parâmetros: amplitude do potencial de ação motor composto (PAMC) para os subgrupos cirúrgicos dos Grupos A e B em toda extensão pesquisada do nervo e na velocidade de condução (VC) no antebraço no subgrupo cirúrgico do Grupo A, evidenciando o efeito tardio da descompressão do nervo. Conclusão: A persistência de dispersão temporal (DT) através do cotovelo foi relacionada a nova reação ou solução cirurgica incompleta. Entretanto, a persistencia de redução moderada da VC através do cotovelo sem a DT foi discutida e considerada como remielinização parcial esperada. A graduação previa da lesão do nervo baseada na amplitude dos PAMCs apresentou relação direta aos resultados menos favoráveis.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/171118 Associação entre velocidade de marcha e força de membros inferiores após acidente vascular encefálico crônico 2020-06-29T11:55:29-03:00 Brenno Belchior Cordeiro Silva brenno.b2@hotmail.com Iza de Faria-Fortini izafaria@yahoo.com.br Pollyana Helena Vieira Costa polly.hvc@outlook.com Camila Torriani-Pasin camilatorriani@gmail.com Janaine Cunha Polese janainepolese@yahoo.com.br <p>Estudos que investigam a associação entre a força média de membro inferior e a velocidade de marcha em indivíduos pós AVE são escassos. Logo, é importante determinar se a força muscular média pode explicar o desempenho na marcha, visto que os músculos agem em grupo. Objetivo: Investigar a associação entre velocidade de marcha e força muscular de membros inferiores, e identificar se um grupo muscular individual ou a força média de membros inferiores poderia predizer a velocidade de marcha e a velocidade de reserva (VR) em indivíduos pós AVE crônico. Métodos: 64 indivíduos deambuladores comunitários pós AVE crônico passaram por avaliação de força isométrica máxima (flexor/extensor/abdutor de quadril, flexor/extensor de joelho e flexor plantar/dorsoflexor de tornozelo) e velocidade de marcha habitual e máxima (Teste de Caminhada de 10 metros). A VR foi considerada a diferença entre velocidade de marcha máxima e habitual. Resultados: A força média do lado parético foi responsável por 19% e 20% da variância na velocidade de marcha habitual e máxima respectivamente. A força de flexor plantar do lado parético e flexor de quadril e joelho do lado não parético explicaram 27% da VR e força de flexor plantar do lado parético explicou 15%. Conclusão: A força média do lado parético contribuiu para a velocidade de marcha habitual e máxima. a força de flexor plantar do lado parético, flexor de quadril e joelho do lado não parético contribuíram para a VR de indivíduos pós AVE crônico.</p> 2020-06-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/174634 Avaliação da sarcopenia em idosos em extrema longevidade utilizando diferentes métodos e sua relação com o desempenho cognitivo 2020-09-11T18:47:44-03:00 Nathália de Oliveira Andrade noliveirandrade@gmail.com Gustavo Henrique Martins Rodrigues Montalvão gustavohmrm@gmail.com Isadora Cecília Salgado Gama isadoracsgama@gmail.com Mariana de Paula Santana marianadpsantana@gmail.com Bruna Moretti Luchesi bruna_luchesi@yahoo.com.br Marcelo Kwiatkoski marckwi@hotmail.com <p>A sarcopenia é altamente prevalente nos idosos, gerando desafios individuais e sociais para a saúde pública, o que torna o rastreio da mesma fundamental. Objetivo: Avaliar a relação entre massa muscular esquelética (MME) e circunferência da panturrilha (CP), índice de massa corporal (IMC) e desempenho cognitivo de idosos em extrema longevidade. Método: Pesquisa transversal e quantitativa com n=69 idosos com idade igual ou maior que 90 anos, atendidos no Sistema Único de Saúde. Coletaram-se dados sociodemográficos e antropométricos. O índice de massa muscular (IMM) foi calculado com base na MME, a qual foi estimada pela fórmula de Lee e colaboradores. A definição de sarcopenia utilizada foi a proposta por Janssen e colaboradores. Foi feita a medida da CP, calculado o IMC, e o desempenho cognitivo foi avaliado pelo teste de Fluência Verbal (FV). A relação entre as variáveis foi analisada pelo teste de correlação de Spearman. Resultados: Todos os idosos foram considerados com sarcopenia severa de acordo com o IMM. Pela CP, 39,4% dos homens e 52,8% das mulheres apresentaram valores indicativos de sarcopenia; e pelo IMC, 33,3% dos homens e 36,1% das mulheres possuem baixo peso corporal. As únicas variáveis que apresentaram relação significativa e direta foram IMC e CP, para homens e mulheres. Conclusão: Não foi identificada correlação entre MME e CP, IMC e desempenho cognitivo. Sugere-se que a avaliação da sarcopenia em idosos longevos seja realizada utilizando métodos mais fidedignos. A elevada prevalência da sarcopenia realça a urgência de um olhar direcionado ao grupo de idosos longevos.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/169050 Prática de atividade física e fisioterapia em indivíduos com doença de Parkinson 2020-09-29T14:57:50-03:00 Alisson Luis Silva Alvim alissonsalvim@gmail.com Lara de Almeida Rodrigues laraalmeida21@gmail.com Aline Gonçalves Gomes aline.ggomes@hotmail.com Paulo Pereira Christo ppchristo@gmail.com Francisco Eduardo Costa Cardoso fecardosoc@gmail.com Paula Luciana Scalzo scalzopl@gmail.com <p>Objetivo: Avaliar o perfil da prática de atividade física (AF) e de fisioterapia em indivíduos com doença de Parkinson (DP). Métodos: Pacientes foram recrutados a partir de dois centros de desordens de movimento de Belo Horizonte (Ambulatório Bias Fortes da Universidade Federal de Minas Gerais e Centro Metropolitano de Especialidades Médicas da Santa Casa de Belo Horizonte) entre fevereiro a dezembro de 2019. Resultados: Cento e oitenta e cinco indivíduos responderam um questionário para coleta de dados sociodemográficos, história médica e prática de AF e/ou fisioterapia. Ao comparar os indivíduos dos dois centros, houve diferença apenas em relação à frequência de comorbidades. A hipertensão arterial foi a comorbidade mais comum. Apenas 37,8% e 20,5% dos indivíduos relataram praticar AF ou fazer fisioterapia, respectivamente. A caminhada foi a atividade física mais comum. Pacientes sedentários tinham idade mais avançada, menor tempo de escolaridade, maior duração da DP, e eram mais acometidos por outras comorbidades quando comparados aos pacientes mais ativos. Conclusão: O presente estudo mostra a influência da idade, da escolaridade e do tempo de DP na adesão à prática de AF e fisioterapia. Iniciativas de saúde pública são necessárias para promover a mudança de comportamento e melhorar as oportunidades de AF entre os indivíduos com DP.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/174902 Correlação entre domínios de funcionalidade de trabalhadoras com doenças musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho 2020-09-30T10:51:57-03:00 Ana Clarissa Lopes Silva Damasceno ana.silva@acta.br Lauro Antonio Porto lauro.porto@acta.br Denise Nunes Viola denise.viola@acta.br Kionna Bernardes kionna.bernardes@acta.br Robson da Fonseca Neves robsonfisioba@gmail.com Monica Angelim Gomes de Lima angelim@ufba.br <p>Trabalhadoras com doenças musculoesqueléticas (DME) relacionadas ao trabalho possuem deficiências relacionadas às funções e estruturas do corpo, bem como têm dificuldades para executar atividades do cotidiano no âmbito individual e social. Somado a isso, os fatores do ambiente podem atuar como barreiras ou facilitadores, agravando ou melhorando o estado de saúde das pessoas. Objetivou-se verificar a correlação entre alguns domínios da saúde, que pertencem aos componentes das funções do corpo, atividades e participação e fatores ambientais de trabalhadoras estatutárias e não estatutárias com DME. Houve maior correlação negativa entre as funções mentais e sensoriais e de dor com as atividades e participação e fatores ambientais de trabalhadoras não estatutárias. As correlações indicaram que a funcionalidade das trabalhadoras não estatutárias esteve mais prejudicada, bem como as correlações positivas sinalizaram que maiores deficiências repercutiram em mais dificuldades na atividade e participação social. Quanto aos fatores ambientais como temperatura, vibração e atitudes foram obstáculos às funções mental e sensorial e de dor.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/176447 Associação entre aspectos físicos-funcionais, comportamentais e de saúde com o medo de cair em idosos comunitários 2020-10-26T10:53:11-03:00 Jaquelini Betta Canever jaquelini.canever@grad.ufsc.br Ana Lúcia Danielewicz ana.lucia@ufsc.br Núbia Carelli Pereira de Avelar nubia.carelli@ufsc.br <p>O medo em cair é definido como uma preocupação exacerbada em cair na realização das atividades cotidianas. O conhecimento dos fatores associados ao medo de cair pode contribuir na elaboração de estratégias multidimensionais que visem reduzir futuras quedas nos idosos. Objetivo: Verificar a associação dos aspectos físicos-funcionais, comportamentais e de saúde com o medo de cair em idosos comunitários. Método: Tratou-se de um estudo transversal, com amostra aleatória probabilística, incluindo 308 idosos comunitários de ambos os sexos. A variável desfecho foi o medo em cair e as variáveis preditoras foram os aspectos comportamentais avaliados pelo autorrelato (histórico de quedas e autopercepção em saúde) e aspecto em saúde (sintomas depressivos). Já os aspectos físicos-funcionais incluíram a sarcopenia provável e a mobilidade. Resultados: Maiores chances de apresentar medo em cair foram observados em idosos que tiveram histórico de quedas (OR: 1,87; IC95%: 1,10; 3,19), autopercepção negativa de saúde (OR: 3,35; IC95%: 1,87; 6,00), sintomas depressivos (OR: 3,24; IC95%: 1,88; 5,57), sarcopenia (OR: 4,22; IC95%: 2,51; 7,09) e baixa mobilidade (OR: 4,19; IC95%: 2,19; 7,99) quando comparados aos que não tinham as mesmas condições. Conclusão: Histórico de quedas, autopercepção ruim de saúde, sintomas depressivos, sarcopenia e baixa mobilidade foram associados ao medo de cair em idosos comunitários.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/172216 Funcionalidade e qualidade de vida de pessoas com esclerose lateral amiotrófica e percepção da sobrecarga e apoio social de cuidadores informais 2020-09-29T12:46:47-03:00 Crystian Moraes Silva Gomes crystian_salazar@hotmail.com Aline Caus Zuqui alinezuqui@gmail.com Kellen Valladão Schiavo kellenvalladaos@gmail.com Jonaina Fiorim Pereira de Oliveira nanafiorim@hotmail.com <p>Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo mensurar a funcionalidade e qualidade de vida de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e fornecer evidências sobre a possível sobrecarga de cuidados gerados aos seus cuidadores informais. Método: Trata-se de um estudo descritivo exploratório do tipo quantitativo, com delineamento transversal. A amostra do estudo foi composta por 24 participantes, sendo 12 pacientes com ELA e 12 cuidadores informais, recrutados em um Centro Especializado de Reabilitação. Foram administrados aos indivíduos com ELA os instrumentos: Questionário sobre Informações Demográficas; Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale-Revised (ALSFRS-R); Amyotrophic Lateral Sclerosis Assessment Questionnaire (ALSAQ-40) e aos cuidadores: Questionário de Avaliação da Sobrecarga do Cuidador Informal (QASCI); Escala de Apoio Social do Medical Outcomes Study (MOS). Resultados: Foram encontradas fortes correlações entre ALSFRS-R e ALSAQ-40 (r = - 0.709 e p &lt; 0.010), entre o domínio Atividades de Vida Diária e a ALSFRS-R (r = - 0.877 e p &lt; .001), entre os domínios da QASCI e MOS, Mecanismo de Eficácia e de Controle e Apoio material (r = - 0.598 e p &lt; 0.040), Satisfação com o Papel e com o Familiar e Apoio Afetivo (r = - 0.604 e p &lt; 0.037), e Suporte Familiar e Interação Social Positiva (r = - 0.683 e p &lt; 0.014). Conclusão: A funcionalidade e a qualidade de vida do paciente com ELA influenciam na provisão de cuidados, o suporte social percebido foi uma variável moderadora da sobrecarga de estresse dos cuidadores. <strong> </strong></p> 2021-02-02T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/174188 Impacto de um programa de fortalecimento muscular dos membros inferiores no equilíbrio e na performance funcional de idosos institucionalizados: um estudo controlado e randomizado 2020-09-11T19:02:53-03:00 Amanda Aparecida Oliveira Leopoldino aoliveiraleopoldino@gmail.com Izabella Thalita Araújo izathalitaaraujo@gmail.com Juliana Catarina Pires julianapires.fisio@gmail.com Taís Reis de Brito taisreisbrito@gmail.com Janaine Cunha Polese janaine.polese@cienciasmedicasmg.edu.br Alessandra Carvalho Bastone ale.bastone@gmail.com Onésia Cristina de Oliveira Lima onesiacristina@yahoo.com.br Luana Pereira Leite Schetino luanabiocel@gmail.com <p>A performance funcional é maximizada através de programas de fortalecimento muscular em idosos. Contudo, poucas intervenções foram implementadas em idosos institucionalizados para avaliar os efeitos de programas de exercícios de fortalecimento muscular em desfechos como o equilíbrio, performance funcional e força muscular. Objetivo: Avaliar o impacto de um programa de fortalecimento muscular de membros inferiores no equilíbrio, performance funcional e força muscular de idosos institucionalizados. Métodos: Ensaio clínico controlado e randomizado. O equilíbrio, a performance funcional e a força muscular foram avaliados através da Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), Marcha Tandem (MT), <em>Short Physical Performance Battery</em> (SPPB) e Teste do Esfigmomanômetro (TE), respectivamente. O grupo experimental (GE, n=11) participou do programa de exercícios em grupo, três vezes semanais, durante oito semanas, enquanto o grupo controle (GC, n=8) continuou sua rotina habitual. Foram calculados os intervalos de 95% de confiança para as diferenças entre os grupos experimental e controle (experimental – controle) e entre os dois momentos de observação (pós – pré). Foi realizada análise de intenção de tratar. Resultados: O GE apresentou um ganho significativo em relação ao GC para a EEB (DM=3,7 IC95% 1,0 a 6,5), MT DM=3,5 IC95% 0,7 a 6,2), FMEJ (DM=33,2 IC95% 4,9 a 61,5) e FMD (DM=37,5 IC95% 9,6 a 65,3). Conclusão: O programa de fortalecimento muscular foi capaz de melhorar o equilíbrio, a performance funcional e a força muscular em idosos institucionalizados.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/176784 Validade de construto do Functional Impairment Test-Hand and Neck/Shoulder and Arm (FIT-HANSA) para trabalhadores com queixas no membro superior de um hospital terciário 2020-10-27T18:45:25-03:00 Natalia Claro Silva natalia.claro@hotmail.com Lívia Nahas Pinola livia_399@hotmail.com Flávia Pessoni Faleiros Macêdo Ricci flavia.macedo@alumni.usp.br Thais Marques Fifolato thaisfifolato@gmail.com Ester Rodrigues do Carmo Lopes esterlopesrc@usp.br Karen Ayumi Kawano Suzuki karensuzukib@gmail.com Marisa de Cássia Registro Fonseca marisa@fmrp.usp.br <p>O <em>Functional Impairment Test-Hand and Neck/Shoulder/Arm </em>(FIT-HaNSA) é um instrumento que avalia a resistência à fadiga e o desempenho do membro superior por meio de funções motoras grossas comumente utilizadas no dia a dia. Objetivo: Analisar a validade de construto do FIT-HaNSA em trabalhadores com sintomas no membro superior, por meio da correlação entre a resistência à fadiga do segmento com os escores de força muscular do ombro, cotovelo e mão, com a capacidade para o trabalho (ICT) e com a disfunção do membro superior (QUICK DASH-Br). Métodos: Trinta e nove trabalhadores de um hospital terciário com idade média de 42,9 anos (DP13,29) foram recrutados. Os instrumentos de medida Isocinético Biodex System 4 Pro™, dinamômetro de preensão palmar JAMAR®, QuickDASH-Br e ICT foram aplicados e correlacionados com o FIT-HaNSA. O Coeficiente de Correlação de Pearson (<em>r</em>) foi utilizado para quantificar a associação entre os instrumentos. Resultados: O FIT-HaNSA apresentou de fraca a moderada correlação entre a força muscular do ombro, cotovelo e mão (r= 0,18 – 0,58), porém significativas para ombro e mão. A associação entre o FIT-HaNSA com o QuickDASH-Br e ICT se mostraram fracas (r= -0,38 e 0,21). Conclusão: Nosso estudo forneceu evidências preliminares com relação às relações esperadas e validade do FIT-HaNSA como instrumento de medida para a avaliação da fadiga e desconforto em trabalhadores com queixas no membro superior.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/171415 A saturação periférica de oxigênio não é influenciada pelo uso de máscaras faciais em exercício 2020-06-25T11:16:06-03:00 Natália Cristina de Oliveira Vargas e Silva natalia.silva@unasp.edu.br Fabio Marcon Alfieri fabioalfieri@usp.br <p>Em muitas cidades do mundo o uso de máscaras faciais em espaços públicos tornou-se obrigatório para prevenir a disseminação da COVID-19. O fechamento de parques públicos, academias e outras áreas destinadas à prática de atividade física podem contribuir para o sedentarismo. Objetivo: Avaliar a saturação periférica de oxigênio com o uso de diferentes máscaras faciais em repouso e durante exercício ao ar livre. Método: Uma única participante (41 anos, índice de massa corporal 18.5 kg/m<sup>2</sup>), experiente em corrida ao ar livre, foi submetida a sessões de corrida com 4 tipos diferentes de máscaras faciais (cirúrgica, tecido duplo, tecido triplo e N95) e sem máscara, em 5 dias não consecutivos. As sessões tiveram duração de 50 minutos, onde 5,8km eram percorridos em uma velocidade média de 7km/h. A saturação periférica de oxigênio (SpO<sub>2</sub>, %) e a frequência cardíaca (FC, bpm) firam registradas em repouso, a cada 5 minutos de exercício e após 5 minutos de recuperação. Resultados: Os dados revelaram que não ocorreu desaturação em nenhum momento com qualquer das máscaras, mesmo em alta intensidade. Não houve diferença nas médias de SpO<sub>2</sub> ou FC com nenhuma das máscaras durante o exercício quando comparadas com o uso de nenhuma máscara. Conclusão: Deixando de lado o desconforto de treinar com máscaras faciais e a possível interferência disso na performance, as máscaras faciais parecem não impedir uma adequada troca gasosa durante o exercício em indivíduos saudáveis.</p> 2020-09-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Acta Fisiátrica