Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica <p style="text-align: justify;">A Acta Fisiátrica (ISSN 0104-7795 | e-ISSN 2317-0190) é uma publicação do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas e do Departamento de Medicina Legal, Bioética, Medicina do Trabalho e Medicina Física e Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com o apoio da Fundação Faculdade de Medicina e da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR).</p> <p style="text-align: justify;">A Acta Fisiátrica é um periódico científico com periodicidade trimestral, de acesso livre, no formato eletrônico. Sua principal missão é difundir o conhecimento da comunidade brasileira envolvida em Medicina Física e Reabilitação, dando sempre preferência para os artigos produzidos no Brasil, porém autores de outros países também podem encaminhar sua produção científica, pois é do entendimento da revista que as contribuições estrangeiras podem fornecer novas abordagens aos problemas enfrentados no país.</p> Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo pt-BR Acta Fisiátrica 0104-7795 Métodos de estimativa do gasto energético em amputados de membro inferior: uma revisão sistemática https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/181617 <p>Objetivo: Identificar os métodos utilizados para determinar o gasto energético de pessoas com amputação de membro inferior. Método: Revisão sistemática, foram selecionadas as bases de dados MedLine (Medical Literature Analysis and Retrieval System on-line) via Pubmed, Web of Science, Scopus (Elsevier), PsycINFO - APA Psycnet (American Psychological Association) e SPORTDiscus. Foram incluídos estudos originais, observacionais, experimentais, que abordaram a temática do gasto energético em amputados de membro inferior, disponíveis na íntegra, nos idiomas inglês, português e espanhol. Resultados: Os estudos utilizaram principalmente a avaliação do consumo de oxigênio (VO2) por meio do teste de Ergoespirometria e o Índice de Custo Fisiológico através da Frequência Cardíaca. No entanto, algumas pesquisas utilizaram a Escala Subjetiva de Percepção de Esforço, a Escala de aptidão autorreferida e um questionário relacionado a percepção da capacidade de andar. Conclusão: O VO2 é a variável mais fidedigna para avaliação do consumo energético, contudo, testes com medidas diretas podem ser mais difíceis de aplicar, pelas alterações recorrentes à amputação, podendo comprometer o resultado, assim, o uso de variáveis que estimem o consumo energético por meio de medidas indiretas se torna uma alternativa válida, mas é necessário atentar-se no uso da Frequência Cardíaca em populações que utilizem algum tipo de medicamento que possa alterar ou comprometer o resultado.</p> David Braga de Lima Poliana Piovezana Franciele Cascaes da Silva Beatriz Azevedo da Silva Guilherme Boese da Silva Diego Rodrigues Pimentel da Silva Paulo José Barbosa Gutierres Filho Rudney da Silva Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 129 139 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a181617 Relação entre marcadores hematológicos, endócrinos e imunológicos e a sarcopenia em idosos https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/181686 <p>Objetivo: Relacionar os marcadores hematológicos, endócrinos e imunológicos com os critérios de classificação da sarcopenia em idosos residentes na comunidade. Métodos: Estudo transversal, vinculado à pesquisa institucional “Atenção Integral à Saúde do Idoso”. A população foi composta por indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, ambos os sexos, usuários da atenção primária à saúde. O protocolo de pesquisa contemplou entrevista, avaliação da sarcopenia e exames laboratoriais para avaliação do hemograma, da 25-hidroxivitamina D, paratormônio, fator de crescimento semelhante à insulina-1, interleucina-6 e proteína C reativa. Para análise estatística utilizou-se Teste de Mann-Whitney, Teste de qui-quadrado de Pearson, Exato de Fisher e Odds Ratio. Resultados: Verificou-se relação de interleucina-6 (p= 0,004), eritrócitos (p= 0,038), hemoglobina (p&lt;0,001) e hematócrito (p= 0,002) com sarcopenia. Também observou-se que os idosos com força muscular alterada apresentaram valores mais baixos de hematócrito (p= 0,037) e mais altos de interleucina-6 (p= 0,002); e com desempenho físico alterado apresentaram valores mais baixos de leucócitos (p=0,024), hemoglobina (p&lt;0,001), hematócrito (p= 0,007) e 25-hidroxivitamina D (p= 0,034) e mais altos de paratormônio (p= 0,018) e interleucina-6 (p= 0,002). Conclusão: Sugere-se a avaliação e acompanhamento dos níveis de interleucina-6, paratormônio, 25-hidroxivitamina D e da série vermelha do hemograma durante a prática assistencial.</p> Ana Paula Pillatt Ligia Beatriz Bento Franz Evelise Moraes Berlezi Rodolfo Herberto Schneider Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 67 74 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a181686 Perfil dos profissionais de saúde de um hospital público e sua percepção acerca da atuação do fisioterapeuta no enfrentamento da COVID-19 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/181882 <p>A pandemia atual pelo COVID-19 é um marco na história da saúde mundial recente. O conhecimento da atuação do fisioterapeuta por outros profissionais de saúde torna acessível a assistência em saúde pela equipe. Objetivo: Descrever o perfil e analisar a percepção dos profissionais de saúde de um hospital público acerca da atuação do fisioterapeuta no enfrentamento do COVID-19. Método: Trata-se de estudo epidemiológico, descritivo, transversal. O estudo teve aprovação do CEP pelo parecer 4078528/2020 e todos os participantes apresentaram aceite no TCLE. Os voluntários responderam ficha pré-estruturada, contendo indagações sobre práticas comuns ao fisioterapeuta na área hospitalar. Resultados: Participaram 30 profissionais, com idade média de 36,83 anos, sendo 86,7% do sexo feminino. A atuação da fisioterapia foi considerada importante no enfrentamento da COVID-19 (100%), apesar dos diferentes locais de atuação dos entrevistados, diferentes profissões de saúde e nível de escolaridade dos participantes. Em destaque a reabilitação motora (100%) e respiratória (100%) foi vista como uma contribuição da fisioterapia em pacientes acometidos pelo coronavírus. Procedimentos como a implementação da oxigenoterapia (96,7%), ventilação mecânica não invasiva (80%), ajuste de parâmetros da ventilação mecânica (100%) e extubação (70%), foram considerados majoritariamente como das atribuições da fisioterapia. Foram descritos também os procedimentos compartilhados pela equipe multiprofissional, como a implementação de oxigenoterapia (80%), ajuste de parâmetros ventilatórios (86,7%) e aspiração de via aérea e via aérea artificial (90%). Conclusão: O fisioterapeuta tem papel importante no enfrentamento do COVID-19, associado a equipe multiprofissional, em especial na reabilitação cardiorrespiratória e musculoesquelética dos pacientes afetados pelo coronavírus.</p> Georgia Silva Menezes Sávylla Sklabrynne Silva Costa Gustavo Silva de Azevedo Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 75 80 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a181882 Efeito da estimulação auditiva rítmica associada à fisioterapia na mobilidade funcional de idosos sedentários: um ensaio clínico randomizado https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/191892 <p>A Estimulação Auditiva Rítmica (EAR) tem despertado interesse pelos efeitos positivos durante o envelhecimento sobre os declínios da mobilidade. Objetivo: Avaliar os efeitos de um treinamento com estimulação auditiva rítmica associada à fisioterapia sobre mobilidade funcional em idosos sedentários. Métodos: Neste ensaio clínico randomizado, controlado, simples cego os idosos foram alocados em três grupos: controle (GC), estimulação auditiva rítmica associada à fisioterapia (EAR+FT) e fisioterapia (FT). Os grupos FT e EAR+FT foram submetidos a 12 sessões com o protocolo da fisioterapia (três vezes por semana, 40 min/sessão). Ao grupo EAR+FT eram acrescidos a estimulação auditiva rítmica com música (10-20 min/sessão), fornecidos pelo aplicativo ParkinSONS®. Para a análise dos dados, foi utilizada a ANOVA <em>two-way</em> com medidas repetidas para comparação entre os grupos e o tempo, com o <em>post hoc</em> de Tukey. O tamanho do efeito das intervenções também foi calculado. O nível de significância estabelecido foi de p&lt;0.05. Resultados: Não foi encontrada diferença significativa entre os grupos. Na análise pareada, foi observado que o grupo EAR+FT apresentou resultados significativos e tamanho do efeito benéfico com aumento da velocidade (p= 0.0001), redução do tempo (p= 0.001) e do número de passos (p= 0.0007), redução nos valores do TUG (p= 0.0001), aumento do deslocamento no TAF (p= 0.0001), melhora dos escores no TUG-ABS (p= 0.003) e PAP (p= 0.0001). Conclusão: Verificou-se um efeito positivo do uso da EAR associada à fisioterapia sobre mobilidade funcional de idosos sedentários, repercutindo sobre os parâmetros espaços-temporais, o risco de quedas e a execução de atividades funcionais.</p> Camila Maria Mendes Nascimento Ana Paula Silva de Oliveira Jéssica Maria Nogueira de Souza Ágata Rodrigues de Lima Jonathas Carlos de Lima Erivaldo Lopes de Souza Carla Cabral dos Santos Accioly Lins Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 81 91 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a191892 Características demográficas e de saúde associadas à mobilidade de idosos hospitalizados https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/196068 <p>Objetivo: Avaliar as características demográficas e de saúde associadas à mobilidade de idosos internados. Método: Pesquisa observacional, transversal, desenvolvida com 335 idosos internados em um hospital de ensino. A coleta foi realizada por meio de questionário e exame físico. Considerou-se como variável dependente a mobilidade e independente as características demográficas e de saúde. Os dados foram analisados pelo teste qui-quadrado. Resultados: Verificou-se que 63% dos idosos apresentaram-se restritos ao leito. A mobilidade mostrou-se associada à faixa etária (p&lt;0,05), escolaridade (p&lt;0,05), presença de doença crônica (p&lt;0,05), multimorbidade (p&lt;0,05), setor de internamento (p&lt;0,05), tempo de internação (p&lt;0,05), uso de dispositivo (p&lt;0,05) e quantidade de dispositivos (p&lt;0,05). Conclusão: Constatou-se alta prevalência de mobilidade restrita ao leito junto a idosos hospitalizados. O reconhecimento precoce dos fatores associados a mobilidade favorece ações preventivas diretivas.</p> Danielle Bordin Roberta Loren Nozuma de Carvalho Someya Luciane Patricia Andreani Cabral Everson Augusto Krum Lucas Lauriano Leme Trupel Taís Ivastcheschen Taques Clóris Regina Blanski Grden Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 92 97 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a196068 Quedas hospitalares em indivíduos com lesão medular: caracterização de uma amostra de pacientes internados em um hospital de reabilitação https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/194458 <p>Queda é definida como o deslocamento não intencional, com incapacidade de correção em tempo hábil do corpo a um nível inferior à posição inicial. Quedas, em hospitais, são mais frequentes em unidades com pacientes idosos, neurológicos e de reabilitação. Objetivos: Trata-se de um estudo descritivo de análise retrospectiva, com objetivo de caracterizar o perfil dos pacientes com lesão medular (LM) que apresentaram queda durante internação em um hospital de reabilitação e analisar a associação das características clínicas e das quedas dos pacientes com a presença ou não de dano após a queda. Método: Dados coletados de prontuários entre janeiro/2015 e dezembro/2017. A amostra compôs-se de pacientes adultos com LM. Excluídos prontuários cuja análise não permitiu o levantamento dos dados. A análise estatística utilizou medidas de tendência central e dispersão para as variáveis quantitativas e medidas de frequência para as categóricas. Utilizado teste Qui-quadrado de Pearson exato para avaliar a associação das variáveis e presença de dano após queda, com exceção da idade, analisada pelo teste Man-Whitney. Resultados: Analisados 173 prontuários. Observou-se maior frequência de quedas em homens com paraplegia, durante o dia, em atividades não supervisionadas e durante o uso de cadeira de rodas. Não houve associação entre as variáveis de caracterização da amostra e quedas com dano. Conclusão: As quedas acometeram principalmente indivíduos com lesões torácicas, usuários de cadeira de rodas, durante a locomoção, transferências e ao empiná-las. Ressalta-se a importância do treino de habilidades em cadeira de rodas para ampliar as habilidades no uso desse recurso.</p> Naira Beatriz Favoretto Cunha Gabriela Afonso Galante Maia Danyelle Rodrigues Pelegrino Reuter Marjoyre Anne Lindozo Lopes Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 98 103 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a194458 Comportamento sedentário e sua associação com incapacidade funcional em idosos https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/193151 <p>Atividades sedentárias são frequentes em idosos, tornando importante avançar o conhecimento sobre o comportamento sedentário (CS) e sua relação com a capacidade funcional da população idosa, a fim de contribuir para implementação de intervenções de promoção à saúde. Objetivo: Identificar pontos de corte do CS para rastreio de incapacidade funcional e verificar sua associação com a presença de incapacidade nas atividades básicas (ABVDs) e instrumentais (AIVDs) da vida diária em idosos comunitários. Métodos: Tratou-se de um estudo transversal, domiciliar, realizado com 308 idosos comunitários. As incapacidades nas ABVDs e AIVDs foram avaliadas pelo <em>Multidimensional Functional Assessment Questionnaire</em>. Idosos com relato de “pouca/muita dificuldade” ou “incapacidade total” para realizar ao menos uma tarefa em cada domínio foram classificados com incapacidade. O tempo despendido em CS foi avaliado pela média ponderada do tempo sentado em um dia da semana e um dia de final de semana, avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física. Os pontos de corte do CS para rastrear a incapacidade foram obtidos pela análise da curva ROC. Resultados: Os idosos que permaneceram tempo ≥ 4,4h/dia em CS tiveram 1,92 (IC95%:1,03; 3,57) vezes maiores chances de incapacidade nas AIVDs e aqueles que ficavam ≥ 4,3h/dia em CS tiveram 2,36 (IC95%:1,37;4,05) vezes maiores chances de incapacidade nas ABVDs, comparados aos que ficavam tempo inferior em CS. Conclusão: Estes dados sugerem que os idosos residentes na comunidade limitem o tempo em CS, evitando tempo superior a 4,3 horas diárias, a fim de prevenir a ocorrência de incapacidades funcionais.</p> Elaine Cristina Lopes Letícia Martins Cândido Núbia Pereira Carelli de Avelar Ana Lúcia Danielewicz Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 104 111 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a193151 Fatores clínicos e sociodemográficos associados a recuperação da marcha de indivíduos após acidente vascular cerebral trombolisado na fase aguda https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/190587 <p>O tratamento trombolítico promove reperfusão cerebral após (acidente vascular cerebral) AVC isquêmico, e é considerado o tratamento mais eficaz na fase aguda, estando associado a melhores desfechos clínicos e funcionais. Entre as principais sequelas após AVC estão a hemiparesia e o déficit de equilíbrio, que repercutem diretamente na locomoção do indivíduo. Objetivo: Investigar quais fatores estão associados com a recuperação da marcha na fase aguda do AVC trombolisado. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal, com 32 indivíduos na fase aguda do AVC trombolisado. Os indivíduos foram avaliados nas primeiras horas após terem sido submetidos à terapia trombolítica, e após 7 dias ou no momento da alta da unidade de internamento. Resultados: O desfecho principal foi a presença ou não de marcha independente até o sétimo dia de internamento ou até a alta da unidade. A variável resposta foi o número de dias necessário para recuperar a marcha, sendo analisada em 3 categorias: "1 dia”, “2 dias” e “3 ou mais dias”. Dos 32 indivíduos da amostra apenas 4 não andaram em até 7 dias após o AVC e cerca de 50% andou no primeiro dia de internamento. Houve associação significativa entre a Escala de Equilíbrio de Berg e o tempo para andar. Conclusão: O estudo sugere que a maioria dos indivíduos submetidos à trombólise para tratamento de AVC isquêmico recupera a capacidade de andar dentro de sete dias da ocorrência do evento, e que esta recuperação está associada ao equilíbrio nas primeiras horas após o AVC.</p> Alana das Mercês Silva Jorge Luis Motta dos Anjos Lemuel Bernardes Lívia Aguiar Carla Ferreira do Nascimento Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 112 117 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a190587 Sintomas de ansiedade e depressão durante a pandemia da COVID-19: um estudo comparativo em função da prática de exercício e qualidade da alimentação https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/189214 <p>Objetivo: Comparar os sintomas de ansiedade e depressão de adultos brasileiros durante a pandemia da COVID-19 em função da prática de exercício e qualidade da alimentação. Método: Pesquisa transversal e observacional, realizada com 1.118 adultos (18 a 59 anos) de diferentes regiões do Brasil. Foram utilizados um questionário com questões sociodemográficas, de prática de exercício físico, alimentação e isolamento social durante a pandemia da COVID-19. Foi utilizada também a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD). Resultados: A análise de dados foi realizada por meio do teste Koolmogorov-Smirnov, teste de homogeneidade das variâncias de Levene e teste t independente (p&lt;0,05). Os indivíduos que reportaram que não praticavam exercício físico antes do isolamento social apresentaram maiores escores tanto de ansiedade quanto de depressão (p= 0,001). Já os indivíduos que reportaram estar praticando exercício durante o isolamento social apresentam menores escores tanto de ansiedade quanto de depressão (p= 0,001). Os indivíduos que reportaram estar ingerindo maior quantidade e pior qualidade de alimentos durante o isolamento, apresentam maiores escores em ambas as variáveis. Conclusão: A prática de exercício físico e a qualidade da alimentação demonstraram ser, possivelmente, fatores intervenientes nos sintomas de ansiedade e depressão antes e durante o período de isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19.</p> Daniel Vicentini de Oliveira Natália Quevedo dos Santos Gabriel Lucas Morais Freire José Roberto Andrade do Nascimento Júnior Yara Lucy Fidelix Alice Pinheiro Scarponi Sonia Maria Marques Gomes Bertolini Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 118 123 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a189214 Efeitos de um protocolo de aquecimento-alongamento-resfriamento sobre a flexibilidade muscular https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/184818 <p>Objetivo: Investigar os efeitos da associação entre alongamento e recursos termoterapêuticos sobre o ganho de flexibilidade e amplitude de movimento. Métodos: Este ensaio clínico, controlado, não randomizado e cego teve duração de três semanas, com duas sessões semanais e incluiu 27 indivíduos do sexo feminino, as quais compuseram tanto o grupo experimental quanto o controle, de forma que um de seus membros inferiores recebeu a intervenção terapêutica dos recursos termoterapêuticos e o membro oposto foi submetido apenas ao alongamento. A análise angular foi realizada através do software de avaliação postural Kinovera. Resultados: Os efeitos do alongamento associado ao calor prévio e resfriamento pós intervenção se mostraram mais eficazes comparado ao grupo controle pré-intervenção (p&lt;0,000), grupo controle pós intervenção (p= 0,003) e grupo experimental pré-intervenção (p&lt;0,000). Conclusão: A aplicação de calor prévio ao alongamento, seguido pelo emprego imediato de resfriamento propicia ganhos de flexibilidade muscular e amplitude de movimento maiores que o alongamento simples.</p> Hugo Machado Sanchez Cibele Cristhine Santos de Sousa Naiara Souza Vieira Eliane Gouveia de Morais Sanchez Gustavo Gerolami de Melo Almeida Copyright (c) 2022 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-28 2022-06-28 29 2 124 128 10.11606/issn.2317-0190.v29i2a184818