Acta Fisiátrica https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica <p>A revista Acta Fisiátrica (ISSN 0104-7795&nbsp;<em>Impressa</em>&nbsp;/ ISSN 2317-0190 <em>Eletrônica</em>) é uma publicação trimestral do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas e do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica, Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com o apoio da Fundação Faculdade de Medicina.</p> pt-BR actafisiatrica@hc.fm.usp.br (Revista Acta Fisiátrica) actafisiatrica@hc.fm.usp.br (Revista Acta Fisiátrica) Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Avaliação da diferença na força muscular periférica entre admissão e alta em idosos hospitalizados https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/183118 <p>A mensuração da força muscular periférica (FMP) no ambiente hospitalar direciona a reabilitação e contribui para predição da mortalidade dos idosos. Objetivo: Avaliar a variação da força muscular ao longo da internação em idosos hospitalizados. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal prospectivo, com idosos estáveis das enfermarias e UTI´s de um hospital de grande porte da rede pública estadual, em Salvador-BA. Foram realizadas 3 medidas de dinamometria de preensão palmar, sendo considerado para análise o maior valor. Outras variáveis coletadas foram a função cognitiva (MEEM) e índice de comorbidades de Charlson (ICC). Para comparação da variação da FPP entre a admissão e alta realizado o teste T de Student. Resultados: A amostra foi composta por 80 idosos com média de idade 68,1 ± 5,8 anos, majoritariamente do sexo masculino (77.5%) e com perfil cirúrgico (92,5%). Na comparação entre a FPP na admissão e alta não foram encontradas diferenças significativas (29,8±7,5 kgf; 30,0±7,8 kgf; valor de p= 0,698). Entretanto, observou-se formas distintas de variação ao longo da internação, sendo que 36,2% dos pacientes apresentaram aumento da FPP(27,8 ± 9,3 kgf para 32,3 ± 9,6 kgf), enquanto que 38,7% tiveram perda da FPP(30,9 ± 6,7 kgf para 26,8 ± 6,9 kgf) entre a admissão e a alta. Conclusão: Existem diferentes trajetórias da FMP desde admissão até a alta em idosos hospitalizados. Compreender quais são os fatores que favorecem essas variações é algo importante para o processo de reabilitação.</p> Mario Cezar Macedo Silva Junior, Marilucia Reis dos Santos, Sergio Luis Figueredo de Jesus, Mychelle Regina Melo de Almeida, Júlio David Nascimento da Rocha, Janmille de Sá Neves, Jorge Luis Motta dos Anjos, Bruno Prata Martinez Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/183118 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Confiabilidade da baropodometria na avaliação do equilíbrio de indivíduos com deficiência visual https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/168933 <p>Indivíduos com deficiência visual podem apresentar déficits de equilíbrio e existem diversos métodos capazes de avalia-lo, sendo a baropodometria um método em expansão, porém com escassez de estudos que abordem suas medidas psicométricas e avaliações padronizados. Objetivo: Avaliar a confiabilidade relativa e absoluta da baropodometria em um protocolo de avaliação de equilíbrio para pessoas com deficiência visual. Método: Estudo observacional, de corte transversal, com 38 indivíduos, de ambos os sexos, com e sem diagnóstico de deficiência visual, sendo alocados: grupo controle (GCO) (n= 13) composto por indivíduos sem deficiência visual, grupo baixa visão (GBV) (n= 15), grupo cegueira (GCE) (n= 10) e posteriormente realizada a junção do GBV e GCE, compondo o grupo deficiência visual (GDV) (n= 25). Para avaliar a confiabilidade da baropodometria, utilizou-se o método teste e reteste, com um intervalo de sete dias. Os indivíduos foram avaliados em três condições, apoio bipodal, apoio unipodal direito e apoio unipodal esquerdo considerando as variáveis área, amplitude e velocidade média anteroposterior e laterolateral. Para confiabilidade relativa foi utilizado o Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI) e para a confiabilidade absoluta o erro padrão da medida (EPM). Resultados: Em relação a confiabilidade relativa, os CCIs das variáveis da baropodometria variaram de baixo a muito alto em todos os grupos, com melhor confiabilidade nas condições de apoios unipodais e maior índice no GCE. Na confiabilidade absoluta, 14 variáveis apresentaram boa confiabilidade. Conclusão: A baropodometria apresenta-se como um método confiável, porém deve-se ter cautela na escolha do posicionamento e da variável a ser analisada.</p> Gabriela Gonçalves Machado, Nuno Miguel Lopes de Oliveira Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/168933 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Treinamento com realidade virtual não imersiva é efetivo na melhora da funcionalidade de idosos institucionalizados e uma opção de atividade física segura nos momentos de restrição: um estudo piloto https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/182437 <p>O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo que proporciona a diminuição gradual da capacidade funcional, aumentando a dependência dos idosos e culminando, muitas vezes, na sua institucionalização. Neste contexto, a Realidade Virtual Não Imersiva (RVNI) vem se mostrando uma ferramenta segura e efetiva para estimular a funcionalidade em idosos, inclusive diante da situação de distanciamento social que vivemos atualmente. Objetivo: Avaliar, preliminalmente, o efeito do treinamento com jogos de RVNI sobre a funcionalidade de idosos institucionalizados. Método: Estudo intervencional randomizado, com amostra composta por 17 idosos de quaisquer gêneros (idade 87 anos ±5,4 anos), residentes em uma instituição de Porto Alegre, divididos em dois grupos: Grupo Treinamento (GT) e Grupo Controle (GC). Foram avaliadas a escala de independência funcional (MIF) e a circunferência da panturrilha e do braço, bem como foram realizados o teste de Força de Preensão Palmar (FPP) e o Timed Get Up and Go (TUG). O protocolo de intervenção teve duração de 8 semanas, com duas sessões semanais de 30 minutos. Resultados: Os grupos demostraram ser homogêneos em relação ao gênero e idade. O GT apresentou melhora significante em 4 das 5 variáveis analisadas, já o GC apenas no teste de FPP. O GT no FPP apresentou uma diferença estatisticamente significativa de 21,1 ± 12,60 kg para 23,8 ± 13,51 kg (p&lt;0,003). Conclusão: O presente estudo sugere que o treinamento com RVNI é efetivo na melhora da funcionalidade de idosos institucionalizados e pode ser uma opção de intervenção física segura, especialemnte em momentos de restrição.</p> Diene Gomes Colvara Lopes, Jociane de Carvalho Myskiw, Ângelo José Gonçalves Bós, Vanice Hohemberge de Oliveira, Marcelo Perpétuo, Patrícia Souza Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/182437 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Educação de pacientes com esclerodermia sistêmica: relato de cartilha https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/181801 <p>Objetivo: Este estudo visou descrever o desenvolvimento e distribuição online de uma cartilha educativa para pacientes com esclerodermia sistêmica com foco em orientações da terapia ocupacional. Métodos: A metodologia de pesquisa-ação foi aplicada e dividida em cinco etapas: análise das solicitações dos pacientes, elaboração do conteúdo, escolha das ilustrações e do projeto gráfico, aprovação dos autores da cartilha educativa e distribuição online. Resultados: Foi desenvolvida a cartilha educativa intitulada "Orientações da Terapia Ocupacional para Pessoas com Esclerose Sistêmica" e sua distribuição online atingiu quase 5.000 pessoas. Conclusão: Os materiais educativos constituem recurso útil no tratamento de doenças crônicas, como a esclerodermia sistêmica. A distribuição online desses materiais expande seu alcance entre os pacientes.</p> Caio Carvalhais Chaves, Ana Leticia Fontes de Oliveira Marcelino, Laura Cristine Carmo da Silva, Júnia Amorim Andrade, Flavia Patrícia Sena Teixeira Santos, Gilda Aparecida Ferreira, Débora Cerqueira Calderaro Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/181801 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Relação entre força de preensão manual, força muscular periférica e resistência muscular respiratória em mulheres com fibromialgia: um estudo transversal https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/185921 <p>A Fibromialgia (FM) é uma doença caracterizada por dor musculoesquelética generalizada e crônica. É comum a presença de outros sintomas como fadiga, depressão, distúrbios do sono, levando os pacientes a adotarem um estilo de vida sedentário. Objetivo: Verificar a força muscular e respiratória de mulheres com FM. Método: Estudo transversal que avaliou 41 mulheres com FM. Analisamos a força de preensão manual (FPM), a força de membros inferiores e a resistência dos músculos respiratórios por meio da manobra espirométrica. Resultados: Pacientes com FM tiveram redução significativa da FPM, tanto no membro superior dominante quanto não dominante. A força muscular periférica dos membros inferiores foi reduzida porque, em média, os participantes excederam tempos normativos do teste de levantar e sentar estipulados para as faixas etárias. Aproximadamente dois terços da amostra apresentavam valores máximos de ventilação voluntária abaixo do limite inferior da normalidade. Detectamos correlação inversa e moderada entre força muscular periférica e FPM do membro superior não dominante (r= −0,472; p= 0,002) e correlação inversa e fraca com a FPM do membro superior dominante (r= −0,374; p= 0,016); correlações fracas entre resistência muscular respiratória e FPM do membro superior dominante (r= 0,299; p= 0,058), FPM do membro superior não dominante (r= -0,317; p= 0,043) e força muscular periférica (r= -0,372, p= 0,017); e forte correlação entre FPM de membro superior dominante e membro superior não dominante (r= 0,899; p&lt;0,001). Conclusão: Mulheres com FM apresentam redução da força muscular de membros superiores e inferiores, bem como da resistência dos músculos respiratórios inferiores.</p> Natasha Teixeira da Cunha Melian, Joaquim Henrique Lorenzetti Branco, Guilherme Torres Guilherme Torres, Alexandro Andrade, Darlan Laurício Matte Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/185921 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Mobilidade funcional em indivíduos com doença de Parkinson: associações com alterações motoras e não motoras https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/184547 <p>Mobilidade funcional (MF) é a capacidade das pessoas de se movimentarem em diferentes ambientes, incluindo em casa, no trabalho e na comunidade, a fim de realizar atividades ou tarefas funcionais, de forma independente e segura. Objetivo: Investigar quais variáveis (gravidade das alterações motoras, sintomas depressivos e fadiga) têm maior impacto na MF avaliada por meio da Escala Modificada de Atividade em Parkinson (mPAS) em indivíduos com doença de Parkinson (DP). Método: A MF avaliada por meio da mPAS, que inclui 14 atividades em três domínios (transferências de cadeira, acinesia da marcha, mobilidade na cama). Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS) Parte III, Inventário de Depressão de Beck (BDI) e Escala de Fadiga da Doença de Parkinson-16 (PFS-16) foram usados. Resultados: 45 indivíduos (idade: 65 ± 11 anos) com DP (duração do DP: 7 ± 4 anos) participaram deste estudo transversal e exploratório. A gravidade das alterações motoras explicou 36% (F= 17,85, p &lt;0,001) da variância nos escores de MF. Quando os sintomas depressivos foram incluídos no modelo, a variância explicada aumentou para 45% (F= 12,77, p &lt;0,001). Isso indicou que indivíduos com menor gravidade das alterações motoras e sintomas depressivos eram menos propensos a ter limitações na MF. Conclusão: As alterações motoras foram o principal preditor da MF em indivíduos com DP, de acordo com os escores da mPAS. Além disso, a presença de sintomas depressivos não deve ser negligenciada.</p> Paula Luciana Scalzo, Iza de Faria-Fortini, Jéssica Ramos Pereira, Lílian Viana dos Santos Azevedo, Ana Carolina de Souza Cruz Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/184547 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Responsividade de dois instrumentos de avaliação do equilíbrio em pacientes pós-AVE trombolisado na fase aguda https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/183160 <p>A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e a Escala de Avaliação Postural para Pacientes com Sequelas de AVE (EAPA) são ferramentas de medida úteis e válidas na prática clínica. Objetivo: Comparar a responsividade da EEB e EAPA na avaliação do equilíbrio de indivíduos pós-AVE trombolisado na fase aguda. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal analítico, realizado em uma Unidade de AVC, no qual foram aplicados a EEB e a EAPA nas primeiras 24 horas e no sétimo dia de internamento ou no dia da alta. Para determinação da responsividade adotou-se o Índice de Tamanho de Efeito (TE) e a Média de Resposta Padronizada (MRP), sendo calculados efeito solo e teto de ambas as escalas. Resultados: 44 pacientes, predominantemente do sexo masculino, média de idade 60 (±13) anos e mediana NIHSS 3,5 [1-6]. Ambos os instrumentos de avaliação detectaram melhora do equilíbrio. As escalas apresentaram TE pequeno, sendo o TE da EEB igual a 0,2 e o da EAPA igual a 0,3. A MRP foi moderada para as duas escalas, sendo a MRP da EEB igual a 0,7 e da EAPA igual a 0,6. A EAPA apresentou efeito solo menor do que a EEB nas primeiras 24 horas, enquanto no sétimo dia, a EEB apresentou efeito teto menor. Conclusão: A EAPA pode ser uma melhor opção para avaliação do equilíbrio em pacientes pós-AVE nas primeiras 24 horas, à medida em que a EEB pode ser uma melhor escolha para avaliação a partir do sétimo dia nessa população específica.</p> Lemuel Victor da Silva Bernardes, Iara Maso, Marilucia Reis dos Santos, Alana das Mercês Silva, Francisco Robson Oliveira, Jorge Luís Motta dos Anjos Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/183160 Sex, 23 Jul 2021 00:00:00 -0300 Validade e confiabilidade da versão brasileira da Trinity Amputation and Prosthesis Experience Scales - Revised (TAPES-R) https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/178441 <p><span class="fontstyle0">Objetivo: </span><span class="fontstyle2">Avaliar a validade e confiabilidade da versão brasileira da TAPES-R em uma população com amputação de membro inferior. </span><span class="fontstyle0">Método: </span><span class="fontstyle2">Participaram deste estudo transversal 102 pessoas com amputação de membro inferior, usuárias de prótese. Foram avaliadas as propriedades psicométricas (validade concorrente, grau de concordância<br />(Índice de Kappa) e confiabilidade (ICC) intra e interobservador, além da consistência interna dos itens pelo alfa de Cronbach) da versão brasileira da TAPES-R. Para avaliação da validade concorrente foi utilizado o Prosthesis Evaluation Questionnaire (PEQ). </span><span class="fontstyle0">Resultados: </span><span class="fontstyle2">A TAPES-R se correlacionou com o PEQ, com exceção das subescalas de ajuste social e geral. O ICC interobservador variou de 0,38 a 0,88 na parte 1 e de 0,27 a 0,88 na parte 2, já o ICC intraobservador variou de 0,63 a 0,83 na parte 1 e de 0,27 a 0,79 na parte 2. O índice de Kappa variou de 0,18 a 0,66 na análise interobservador e de 0,25 a 0,69 na análise intraobservador. O Alfa de Cronbach variou de 0,75 a 0,89. </span><span class="fontstyle0">Conclusão: </span><span class="fontstyle2">A avaliação das propriedades psicométricas permite concluir que a TAPES-R é válida, confiável e apresenta uma boa consistência interna para ser aplicada em adultos brasileiros amputados de membro inferior.</span> </p> Paulo José Barbosa Gutierres Filho, Diego Rodrigues Pimentel da Silva, Greicy Kelly Wosniak Pires, Lisiane Piazza Luza, Elizandra Gonçalves Ferreira, Franciele Cascaes da Silva, Jorge Manuel Gomes de Azevedo Fernandes, Rudney da Silva Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/178441 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 A idade e o índice de massa corporal estão relacionados com os critérios de diagnóstico de sarcopenia em mulheres idosas? https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/185059 <p>O envelhecimento traz modificações na composição corporal do idoso, caracterizadas pela redução da massa muscular e densidade óssea, aumento da redistribuição de gordura corporal, e diminuição de massa corporal. Essas alterações estão associadas à falta de hábitos saudáveis, como exercício físico regular e boa alimentação, podendo levar a um provável diagnóstico de Sarcopenia. Objetivo: Observar a relação da idade e composição corporal de idosas comunitárias ativas e institucionalizadas com os critérios diagnósticos da Sarcopenia. Método: Foram selecionadas 132 idosas, com idade ≥70 anos, sem traços demenciais e/ou depressivos. Após a determinação do índice de massa corporal (IMC) foram classificadas em três grupos (n= 13 com baixo peso &lt;22 kg/m<sup>2</sup>, n= 43 eutróficas de 22 a 27 kg/m<sup>2</sup>, e n= 76 com sobrepeso &gt;27 kg/m<sup>2</sup>). Foram avaliados ainda, o índice de massa muscular total (IMMT) por equação preditiva, e a força de preensão manual (FPM) por dinamometria. Resultados: Foi observado que com o avançar da idade ocorre redução do IMC, assim como diminuição do IMMT e FPM no grupo baixo peso. Também houve uma correlação positiva muito forte entre o IMC e o IMMT no sobrepeso, mostrando que quanto maior o IMC, maior será o IMMT. Conclusão: Idade e IMC estão relacionados com os critérios diagnósticos da Sarcopenia. Assim, é de extrema importância a avaliação minuciosa da composição corporal, estado nutricional e da força muscular em idosos.</p> Rafaela Korn, Bárbara Antonacci de Mello, Marilda Morais da Costa, Mauren da Silva Sali, Yoshimasa Sagawa Júnior, Antonio Vinicius Soares Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/185059 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Um ano com a pandemia da COVID-19: reflexões e aprendizados nas instituições de longa permanência https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/187070 <p>A atuação como médicos e professores no enfrentamento, por mais de um ano, da pandemia de COVID-19 em diversos cenários clínicos fez-nos constatar que vivemos tempos difíceis diante de uma doença de comportamento desconhecido e, muitas vezes, imprevisível. O objetivo do presente artigo é avaliar as medidas tomadas na nossa Instituição nestes 14 meses de pandemia, e os aprendizados recorrentes, que requerem uma reflexão ponderada para sua conveniente assimilação. As medidas tomadas em 2020 incluíram a informação objetiva e regular, da situação dos nossos cenários de prática clínica, com ênfase especial nos residências de idosos sob a nossa supervisão. Informações diárias, gráficos semanais, proporcionaram uma retrato realista da situação que estávamos vivendo. As medidas tomadas, que também visavam manter alto o moral da equipe que estava na linha de frente, propiciaram ocasião para repensar nos modelos de educação médica vigente, sugerindo novas mudanças e adaptações. Finalmente, com a chegada das vacinas em 2021, as medidas que vínhamos tomando convergiram para um esforço de vacinação massiva, principalmente nos residenciais de idosos. Esse cenário que se apresentava como crítico no início da pandemia, após a vacinação transformou-se em local de alta segurança conforme os resultados apresentados. Houve também novos aprendizados nesse mesmo local -diminuição de outras afeções, piora de níveis cognitivos- que doravante serão incorporados na nossa prática clínica.</p> Guilherme Rossini, Maria Auxiliadora Craice De Benedetto, Graziela Moreto, Marcelo Rozenfeld Levites, Pablo González Blasco Copyright (c) 2021 Acta Fisiátrica https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/187070 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300