A SÍFILIS ENTRE OS IMIGRANTES NACIONAIS

  • J. Martins de Barros

Resumo

Em virtude de estar sendo observado, freqüentemente, índices mais elevados de reações positivas para a lues entre operários nacionais oriundos de outros Estados do que entre aquêles originários de São Paulo, o autor resolveu examinar alguns grupos da população paulistana, a fim de colher dados comparativos. Assim, encontrou entre militares da Fôrça Pública do Estado coeficientes de positividade que variavam de 7 a 16% para os soldados paulistas, enquanto que para os do Norte os índices variavam de 28 a 33%. Em uma indústria da Capital foram examinados 3.229 operários. Os paulistas apresentavam 1,2% de reações positivas para sífilis e os de outros Estados (Norte, principalmente), 7,8%. Entre 334 imigrantes nacionais examinados na Hospedaria de Imigrantes foi observado 6,6% de resultados positivos. Através de um interrogatório sôbre o passado venéreo de 501 operários paulistas e 70 operários recém-chegados do Norte registraram-se 14% de doenças venéreas entre os primeiros e 40% entre os segundos. As conclusões do autor são de que, de fato, os índices relativos à sífilis e demais doenças venéreas são mais elevados entre os nacionais provenientes do Norte, Nordeste e Estado de Minas Gerais, do que entre os da Capital paulista. E que, talvez, seja responsável por isso, em parte, o caráter imigratório dêsses indivíduos, que os torna sexualmente mais promíscuos e, conseqüentemente, mais expostos a infecções venéreas.

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Publicado
1954-12-01
Como Citar
Barros, J. (1954). A SÍFILIS ENTRE OS IMIGRANTES NACIONAIS. Arquivos Da Faculdade De Higiene E Saúde Pública Da Universidade De São Paulo, 8(2), 261-267. https://doi.org/10.11606/issn.2358-792X.v8i2p261-267
Seção
Não Definida