A historiografia sobre a “conversão” nas colônias portuguesas na África e a trajetória de Jesse Chiula Chipenda

Autores

  • Iracema Dulley Centro Brasileiro de Análise e Planejamento

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2526-303X.v0i35p57-86

Palavras-chave:

Trajetória. Regime do indigenato. Angola. Missões protestantes. Habitus

Resumo

O texto a seguir articula a trajetória de Jesse Chiula Chipenda (1903-1969) ao contexto colonial no Planalto Central de Angola. Filho do chefe da aldeia de Lomanda e nascido no Bailundo no ano de término da guerra de “pacificação” da região (1902-1903), Jesse Chipenda aproximou-se da missão congregacionalista da American Board of Commissioners for Foreign Missions (ABCFM) e converteu-se ao protestantismo, tendo-se tornado catequista e pastor de destaque. Ao analisar sua trajetória, busca-se compreender a constituição do habitus cristão no Planalto Central a partir da indexação de elementos da estrutura social local. Mostra-se, ainda, como a partir de sua escolarização e inserção no universo missionário, Jesse Chipenda adquiriu disposições que lhe permitiram passar do estatuto de “indígena” ao de “cidadão” mediante sua “assimilação”, ou seja, a constatação de sua incorporação dos padrões de comportamento e habilidades esperados de um “civilizado”

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Publicado

2015-02-16

Como Citar

DULLEY, I. A historiografia sobre a “conversão” nas colônias portuguesas na África e a trajetória de Jesse Chiula Chipenda. África, [S. l.], n. 35, p. 57-86, 2015. DOI: 10.11606/issn.2526-303X.v0i35p57-86. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/africa/article/view/126694. Acesso em: 19 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos