Os estudos de ciências humanas sobre a África lusófana no exterior (1961/1982)

Autores

  • Carlos Serrano Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Centro de Estudos Africanos

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2526-303X.v0i7p71-75

Resumo

De uma análise sucinta dos trabalhados e bibliografias de ciências humanas que se refere à África lusófona, a primeira constatação é a de que a maior parte dos estudos, referentes a este espaço africano, só a partir da década de 60 recebe um notável incremento, dada a generalização da luta de libertação nacional em todos os territórios do sistema colonial português. Aqueles estudos, que apareciam, na maior parte das vezes produzidos na metrópole-colonizadora como um apêndice circunstancial de suas histórias ou como instrumento de controle do sistema surgem, agora, subvertendo a ordem estabelecida e procurando uma outra objetividade. E isso só parece ser possível pela exterioridade dos cientistas sociais ao próprio sistema, bem como pelo discurso das lideranças políticas dos movimentos de libertação. 

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Publicado

1984-12-25

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Os estudos de ciências humanas sobre a África lusófana no exterior (1961/1982). África, [S. l.], n. 7, p. 71–75, 1984. DOI: 10.11606/issn.2526-303X.v0i7p71-75. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/africa/article/view/90894.. Acesso em: 12 jul. 2024.