O estado da arte do jornalismo econômico brasileiro dos anos 50 à primeira década de 2000

  • Eun Yung Park Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes
Palavras-chave: História, Economia, Jornalismo Econômico, Brasil

Resumo

Este artigo apresenta o desenvolvimento histórico do jornalismo econômico brasileiro desde a década dos anos 50 a primeira década de 2000 relacionando as características de cada período com a conjuntura vigente. Na década de 80, durante a conhecida hiperinflação, surgiu o jornalismo econômico de prestação de serviços, que ensinava a população a se proteger contra a corrosão do seu dinheiro como mostrando a forma de calcular o aumento do aluguel e demais pagamentos. Os inúmeros pacotes anunciados pelos diversos governos forçaram os jornalistas a decifrar termos e medidas técnicas, analisá-los, interpretar as conseqüências na vida do cidadão, na saúde financeira da empresa e na economia nacional em geral, ou seja, compreender melhor a micro e a macroeconomia. Com o Plano Real, a inflação é controlada, a economia é estabilizada e o jornalismo econômico passa a ter um perfil de apresentar à população as diversas possibilidades de investimentos e aplicações de curto, médio e longo prazo. Nota-se um esvaziamento de uma reflexão macroeconômica e uma valorização da microeconomia das empresas e do mercado financeiro na imprensa econômica em geral

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Biografia do Autor

Eun Yung Park, Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes
Professora e Doutora em Ciências da Comunicação, ambos na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Publicado
2016-05-02
Como Citar
Park, E. (2016). O estado da arte do jornalismo econômico brasileiro dos anos 50 à primeira década de 2000. Revista Alterjor, 13(1), 66-93. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/alterjor/article/view/114678