Mídia Ninja e a comunicação contra-hegemônica
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-1507.v24i2p182-198Palavras-chave:
Mídia Ninja, Mídia Alternativa, Hegemonia, Contra-hegemonia, Teoria do EnquadramentoResumo
A Mídia NINJA (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) se propõe a fazer jornalismo, focando em narrativas do ponto de vista do ativista, militante, ou do popular, com objetivo de dar voz e visibilidade aos que não tem. A pergunta principal é: o coletivo Mídia Ninja se considera como uma comunicação contra-hegemônica? As metodologias utilizadas são entrevistas semiestruturadas e a observação participante. Algumas considerações são que: a Mídia Ninja e a mídia tradicional apresentam diferentes versões da realidade, ou diferentes enquadramentos e que para construir uma narrativa contrária e contra-hegemônica, tem que haver uma narrativa hegemônica para ser desmontada, sendo a relação entre a Mídia Ninja e a mídia tradicional dialógica e interdependente.
Downloads
Referências
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 52. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2017. 116p
CARVALHO, Carlos Alberto de. O enquadramento como conceito desafiador à compreensão do jornalismo. In: XIV CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUDESTE, 14., 2009. Rio de Janeiro, Anais... Rio de Janeiro: [s.n.], 2009
COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
COUTINHO, Carlos Nelson; TEIXEIRA, Andréa de Paula. Ler Gramsci, entender a realidade. Organização e apresentação Carlos Nelson Coutinho, Andréa de Paula Teixeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
COUTINHO, Eduardo Granja. A comunicação do oprimido e outros ensaios. Rio de Janeiro: Mórula, 2014.
DOWNING, John D. H. Mídia Radical: rebeldia nas comunicações e movimentos sociais. John D. H. Downing com a colab. de Tamara Villarreal Ford, Genève Gil, Laura Stein; Tradução de Silvana Vieira. 2. ed. São Paulo: Senac de São Paulo, 2004
GEERTZ, Clifford. Do ponto de vista dos nativos: a natureza do entendimento antropológico. In: GEERTZ, Clifford. O Saber Local. Petrópolis: Vozes, 1997
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Edição e tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999b. vol. 3.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Edição e tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. vol. 4.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Edição e tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999a. vol. 1.
GRAMSCI, Antonio. Hegemonia, Guerra de Movimento, Guerra de Posição. In: COUTINHO, Carlos Nelson. (ORG.) O Leitor de Gramsci: escritos escolhidos 1916-1935. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011
GRAMSCI, Antonio. Maquiavel, a política e o Estado Moderno. Tradução de Luiz Mário Gazzaneo. 4a Edição. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1980
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da Cultura. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968
GRUPPI, Luciano. Conceito de Hegemonia em Gramsci. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Apresentação de Luiz Werneck Vianna. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1978
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Tradução de Maria Júlia Goldwasser; Revisão da tradução Zelia de Almeida Cardoso. 4. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.
MARTINO, Luís Mauro Sá. Teoria da comunicação: ideias, conceitos e métodos. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. p. 46-49
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12. ed. São Paulo: Hucitec, 2010
MORAES, Dênis de. Comunicação, Hegemonia E Contra-hegemonia: A Contribuição Teórica De Gramsci. Revista Debates, Porto Alegre, v.4, n.1, p. 54-77, jan.-jun, 2010.
TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo, porque as notícias são como são. 2. ed. Florianópolis: Insular, 2005, 224 p.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2021 Ian Rebouças de Andrade, Márcia Vidal Nunes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Ao submeter qualquer material científico para a Revista Alterjor, o autor, doravante criador, aceita licenciar seu trabalho dentro das atribuições do Creative Commons, na qual seu trabalho pode ser acessado e citado por outro autor em um eventual trabalho, porém obriga a manutenção de todos os autores que compõem a obra integral, inclusive aqueles que serviram de base para o primeiro.
Toda obra aqui publicada encontra-se titulada sob as seguintes categorias da Licença Creative Commons (by/nc/nd):
- Atribuição (de todos os autores que compõem a obra);
- Uso não comercial em quaisquer hipóteses;
- Proibição de obras derivadas (o trabalho não poderá ser reescrito por terceiros. Apenas textos originais são considerados);
- Distribuição, exibição e cópia ilimitada por qualquer meio, desde que nenhum custo financeiro seja repassado.
Em nenhuma ocasião a licença da Revista Alterjor poderá ser revertida para outro padrão, exceto por uma nova atualização da Creative Commons.












