Ornamentação do Museu Paulista para o Primeiro Centenário: construção de identidade nacional na década de 1920

  • Miyoko Makino USP; Museu Paulista
Palavras-chave: Museu Paulista, História do Brasil, Iconografia

Resumo

Nas últimas décadas, vários estudos enfocaram o Museu Paulista, as coleções, o edifício-monumento e a gestão Afonso de Escragnole Taunay, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento histórico e do patrimônio arquitetônico, artístico e cultural de São Paulo. A ornamentação do Museu, organizada por Taunay, para os festejos do Primeiro Centenário da Independência, em 1922, composta essencialmente de pinturas e esculturas, visando narrar o período colonial até a Independência, é o foco deste estudo. As fontes permitem entender o caminho da seleção dos temas, a execução e a disposição das obras, em vários níveis, no Saguão, Escadaria e Salão de Honra. Os anos iniciais da gestão Taunay (1917 - 1945) foram propícios para a execução da ornamentação, visto o apoio oficial e os recursos financeiros obtidos, inclusive da sociedade paulista. A conclusão da ornamentação, no entanto, demorou duas décadas, pela exigüidade de verbas, após as festividades do Centenário. A ornamentação foi dada por concluída por Taunay, com a colocação da última ânfora na Escadaria, em 1931, e a publicação do Guia da Secção Histórica do Museu Paulista, em 1937. No entanto, as últimas pinturas foram feitas e incorporadas nos anos 60.

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Publicado
2003-01-01
Como Citar
Makino, M. (2003). Ornamentação do Museu Paulista para o Primeiro Centenário: construção de identidade nacional na década de 1920 . Anais Do Museu Paulista: História E Cultura Material, 10(1), 167-195. https://doi.org/10.1590/S0101-47142003000100010
Seção
nd