"Ciência de potes quebrados": nação e região na arqueologia brasileira do século XIX

Autores

  • Nelson Sanjad Museu Paraense Emílio Goeldi

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-47142011000100005

Palavras-chave:

Domingos Soares Ferreira Penna, Ladislau de Souza Mello Netto, Museu Paraense, Museu Nacional, Arqueologia, Coleções arqueológicas

Resumo

O artigo explora as distintas expectativas criadas em diferentes lugares e instituições com as descobertas arqueológicas que ocorreram em território brasileiro na segunda metade do século XIX. Por meio de estudo de caso sobre a trajetória profissional de Domingos Soares Ferreira Penna (1818-1888), fundador do Museu Paraense em 1866 e naturalista-viajante do Museu Nacional entre 1872 e 1884, são reconstituídas a origem dos debates científicos e a disputa pelo patrimônio arqueológico da Amazônia, então em grande evidência graças à descoberta dos sítios pré-históricos da ilha de Marajó (PA). A intenção é demonstrar como o discurso em torno de uma identidade nacional, largamente utilizado por Ladislau de Souza Mello Netto (1838-1894), diretor do Museu Nacional no período, eclipsava dissensões políticas e pouco repercutia nas províncias, que, na época, também construíam suas respectivas identidades regionais e narrativas históricas - e para as quais os vestígios arqueológicos eram, igualmente, fundamentais.

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Publicado

2011-06-01

Edição

Seção

Museus

Como Citar

SANJAD, Nelson. "Ciência de potes quebrados": nação e região na arqueologia brasileira do século XIX . Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 19, n. 1, p. 133–164, 2011. DOI: 10.1590/S0101-47142011000100005. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/anaismp/article/view/5545.. Acesso em: 13 jul. 2024.