Sobre a mesa de mármore do café, uma iguaria canibal

perspectivas do olho, entre Walter Benjamin e Georges Bataille

Palavras-chave: Walter Benjamin, Georges Bataille, experiência, escrita, olho, olhar

Resumo

Este artigo tem por intuito discutir as relações entre experiência e escrita nas obras de Walter Benjamin e Georges Bataille, tomando como fio condutor as figuras do olho e do olhar. A partir de uma análise das relações críticas que os dois autores estabeleceram com o surrealismo no final dos anos 1920, procede-se em seguida à leitura de dois textos: “Policlínica”, de Benjamin, extraído de Rua de mão única, e “Olho”, de Bataille, publicado na revista Documents. Discute-se especialmente o sentido que assume neles a figuração do olho e a encenação do olhar.

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Biografia do Autor

Marcelo Jacques de Moraes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil

Marcelo Jacques de Moraes é professor titular de literatura francesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do CNPq. Recebe atualmente a bolsa Cientista do Nosso Estado (Faperj). Doutor em Literatura Francesa pela UFRJ (1996), fez estágios de pós-doutorado na Universidade de Paris VIII (2003), Paris VII (2010) e na Unicamp (2015). É editor da revista Alea: estudos neolatinos desde 1999. Publicou recentemente as coletâneas de ensaios A incerteza das formas, O fracasso do poema e Língua contra língua, também reunidas no volume Sobre a forma, o poema e a tradução (7 Letras, 2017). Traduziu diversos escritores e ensaístas franceses, entre os quais Georges Bataille, Christian Prigent, Philippe Lacoue-Labarthe, Georges Didi-Huberman e Jacques Derrida.

Publicado
2019-08-31
Como Citar
Moraes, M. (2019). Sobre a mesa de mármore do café, uma iguaria canibal. ARS (São Paulo), 17(36), 57 - 78. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2019.153157
Seção
Artigos