A razão do ritmo

série, processologia e arquitetônica da arte conceitual

Palavras-chave: arte conceitual, processologia, série, Kant, Deleuze

Resumo

As relações entre a arte e a filosofia mostraram-se estreitas desde o momento em que o conceitualismo introduziu a lógica da série nos seus processos. A partir da leitura cruzada entre alguns pensamentos filosóficos de vários horizontes e a obra de artistas dos anos 1970 (Mel Bochner, Robert Smithson), este artigo sugere analogias metodológicas entre construção da proposição artística e construção da proposição filosófica, o que chamamos de “razão do ritmo”. Excertos surpreendentes do “sistema das ideias cosmológicas” e da “arquitetura da razão”, em Kant, ou das famosas “séries” de Lógica do sentido, publicado em 1969 por Gilles Deleuze, permitem problematizar as convergências processuais características de uma fase histórica em que certos artistas procuraram agenciar forças enunciativas parecidas com as do conceito.

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Biografia do Autor

Stéphane Huchet, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil

Stéphane Huchet é professor titular da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pesquisador PQ do CNPq. Membro do Comitê Brasileiro de História da Arte. Doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Organizou a coletânea Fragmentos de uma teoria de Arte (Edusp, 2012). Publicou Intenções espaciais: a plástica exponencial da arte (1900-2000) (C/Arte, 2012), Le tableau du monde: une théorie de l'art des années 1920. Paris: l’Harmattan, 1999.

Publicado
2019-08-31
Como Citar
Huchet, S. (2019). A razão do ritmo. ARS (São Paulo), 17(36), 117 - 134. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2019.155210
Seção
Artigos