A dialética da máscara negra: nego fugido contra o blackface

Autores

  • Monilson dos Santos Pinto Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Cultura popular, Bertolt Brecht, Teatro político, Blackface.

Resumo

Este artigo propõe um diálogo entre as expressões populares da cultura brasileira e o conhecimento hegemônico acadêmico por meio do teatro didático brechtiano, introduzindo reflexões acerca dos aspectos teatrais, corporais, visuais e musicais do Nego Fugido. A comunicação aponta para a necessidade de se pensar um teatro pautado em epistemologia da resistência negra e em estéticas quilombolas como possibilidades de criação cênica para grupos de teatro negro de periferia. A máscara negra da cultura popular e o blackface aparecem em oposição para revelar como elementos cênicos e aspectos teatrais dessas expressões populares são malcompreendidos, malbaratados e, muitas vezes, apropriados de forma insipiente por alguns encenadores e grupos de teatro contemporâneos. 

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Biografia do Autor

Monilson dos Santos Pinto, Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Doutorando em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Referências

BRECHT, B. Estudos sobre teatro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.

MONTEIRO, M. Nego Fugido, teatro didático e “agitprop”. In: DAWSEY, J. C. et al. Antropologia e performance: ensaios Napedra. São Paulo: Terceiro Nome, 2013.

PINTO, M. S. Prefácio entre o Nego Fugido e as linguagens teatrais. In: ______. Nego Fugido: o teatro das aparições. 2014. Dissertação (Mestrado em Artes) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquisa Filho”, São Paulo, 2014.

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Publicado

2017-09-07

Como Citar

Pinto, M. dos S. (2017). A dialética da máscara negra: nego fugido contra o blackface. Revista Aspas, 7(1), 155-166. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/aspas/article/view/131464