Deslocamento de artistas negras(os) no início do século XX: invólucro, desobediência e ocupação

Autores

  • Deise Santos de Brito Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Palavras-chave:

Teatro de Revista, Decolonial, Deslocamento, Invólucro.

Resumo

Este artigo apresenta algumas estratégias de articulação construídas a partir do deslocamento de artistas negras(os) do início do século XX, a fim de fortalecer o contexto referente a suas gerações sucessoras. Referências teóricas decoloniais como Walter Mignolo, Lélia Gonzalez e Frantz Fanon dialogam com algumas referências da historiografia teatral, como Roberto Ruiz e Orlando de Barros, para pensar esses processos. O objetivo deste texto é reunir algumas informações que evidencie alguns encontros entre artistas negras e negros afim de colaborar na potencialização de uma historiografia cada vez mais crescente que vem abordando a presença da(o) artista negra(o) na cena brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Deise Santos de Brito, Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Artista da dança, do teatro e educadora. Mestra em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e doutoranda em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Atualmente é pesquisadora visitante na University of Louisville, Estados Unidos.

Referências

ARACI Cortes e seus sambas. O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 22 ago. 1931, p. 28-29.

BALLESTRIN, L. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 11, p. 89-117, 2013. Disponível em: <http://bit.ly/2tO9Qb3>. Acesso em: 21 jul. 2017.

BARROS, O. Corações de Chocolat. A história da Companhia Negra de Revistas (1926-27). Rio de Janeiro: Livre Expressão, 2005.

BRITO, D. S. Um ator de fronteira: uma análise da trajetória do ator Grande Otelo no teatro de revista brasileiro entre as décadas de 20 e 40. 2011. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) – Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

EFEGÊ, J. Meninos, eu vi. Rio de Janeiro: Funarte, 2007

FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: Edufba, 2008.

GILROY, P. Entre campos: nações, culturas e o fascínio da raça. São Paulo: Annablume, 2007.

GOMES, T. M. Um espelho no palco: identidades sociais e massificação da cultura no teatro de revista dos anos 1920. Campinas: Unicamp, 2004.

GONZALEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 92-93, p. 69-82, 1988.

MALDONADO-TORRES, N. Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. (ed.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémico más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre, 2007. p. 127-168. Disponível em: <https://goo.gl/hHc2Ge>. Acesso em: 2 mar. 2016.

MIGNOLO, W. Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política. Cadernos de Letras da UFF – Dossiê: Literatura, língua e Identidade, Niterói, n. 34, p. 287-324, 2008. Disponível em: <https://goo.gl/ZfGyUE>. Acesso em: 15 mar. 2016.

PRECIADO, B. Manifesto contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. São Paulo: N-1 edições, 2014.

RUIZ, R. Linda flor. Rio de Janeiro: Funarte, 1984.

Downloads

Publicado

2017-09-07

Como Citar

Brito, D. S. de. (2017). Deslocamento de artistas negras(os) no início do século XX: invólucro, desobediência e ocupação. Revista Aspas, 7(1), 114-125. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/aspas/article/view/131510