Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo <p>A <strong>Cadernos de Campo – revista dos alunos de pós-graduação em antropologia social da USP</strong> - ISSN - 2316-9133 - é uma publicação semestral dedicada a divulgar trabalhos que versem sobre temas, resultados de pesquisas e modelos teórico-metodológicos de interesse para o debate antropológico contemporâneo e que possam contribuir no desenvolvimento de pesquisas em nível de pós-graduação, no país e no exterior. A revista aceita periodicamente contribuições nos seguintes formatos: artigos e ensaios inéditos, traduções, resenhas, entrevistas e produções estéticas.</p> <p>Criada em 1991, Cadernos de Campo é o resultado dos esforços continuados de alunas e alunos do programa de pós-graduação em antropologia social da Universidade de São Paulo na busca por produzir uma revista de qualidade e relevância para a debate acadêmico. Com o objetivo original de divulgar a produção do corpo discente do programa de pós-graduação em antropologia social da Universidade de São Paulo (PPGAS/USP), a revista tornou-se, ao longo desses anos, um importante periódico de abrangência nacional e internacional.</p> <p>ISSN: 0104-5679 (desde 1991)</p> <p>e-ISSN: 2316-9133 (desde 2012)</p> <p> </p> <p><strong>Política de Preservação digital</strong></p> <p>A revista está arquivada digitalmente nas bases de dados da Hemeroteca da Biblioteca Nacional de Brasil e da <a href="http://reports-lockss.ibict.br/keepers/pln/ibictpln/keepers-IBICTPLN-report.html">Rede Cariniana</a></p> <p><strong><br />Acesso Rápido:</strong></p> <p> <a title="http://revistas.usp.br/cadernosdecampo/user/register" href="http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/user/register" target="_self">Registre-se</a>| <a title="http://revistas.usp.br/cadernosdecampo/about/submissions#onlineSubmissions" href="http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/about/submissions#onlineSubmissions" target="_blank" rel="noopener">Submissões</a>| <a title="http://revistas.usp.br/cadernosdecampo/about/editorialTeam" href="http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/about/editorialTeam" target="_self">Comissão Editorial</a>| <a title="http://revistas.usp.br/cadernosdecampo/issue/archive" href="http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/issue/view/11526">Número atual</a>|<strong> </strong><a title="http://revistas.usp.br/cadernosdecampo/issue/view/4181" href="http://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/issue/view/10569/showToc">Todos os números</a></p> <p><br />A <strong>Cadernos de Campo </strong>possui seus metadados indexados nos seguintes bancos de dados nacionais e internacionais:<br /><br /><a title="http://www.periodicos.capes.gov.br/?option=com_pmetabusca&amp;mn=88&amp;smn=88&amp;type=p&amp;sfx=buscaRapida" href="http://www.periodicos.capes.gov.br/?option=com_pmetabusca&amp;mn=88&amp;smn=88&amp;type=p&amp;sfx=buscaRapida" target="_blank" rel="noopener">Portal de Periódicos da CAPES</a> | <a title="http://132.248.9.1:8991/F/62HYUMN53T2AMJKQ8ETV4R1US2KV5XRXTTSMKVENPJ3DII1J3R-29484?func=find-b&amp;request=cadernos+de+campo+s%C3%A3o+paulo&amp;find_code=WRE&amp;adjacent=N&amp;local_base=CLA01&amp;x=62&amp;y=9&amp;filter_code_1=WLN&amp;filter_request_1=&amp;filter_code_2=WYR&amp;filter_request_2=&amp;filter_code_3=WYR&amp;filter_request_3=" href="http://clase.unam.mx/" target="_blank" rel="noopener">CLASE</a> | <a title="http://www.latindex.unam.mx/buscador/resBus.html?palabra=+%09Cadernos+de+Campo+%28S%E3o+Paulo.+1991&amp;opcion=1&amp;Submit=Buscar" href="https://www.latindex.org/latindex/ficha?folio=21896" target="_blank" rel="noopener">Latindex</a> | <a title="http://www.sumarios.org/revistas/cadernos-de-campo-revista-dos-alunos-de-p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o-em-antropologia-social-da-usp" href="https://sumarios.org/revista/cadernos-de-campo" target="_blank" rel="noopener">Sumários.org</a> | <a title="http://ulrichsweb.serialssolutions.com.ezproxy1.library.arizona.edu/title/1358913317751/219764" href="http://ulrichsweb.serialssolutions.com.ezproxy1.library.arizona.edu/title/1358913317751/219764" target="_blank" rel="noopener">Ulrich’s</a> | <a title="http://seer.ibict.br/index.php?option=com_mtree&amp;task=viewlink&amp;link_id=2458&amp;Itemid=109" href="http://seer.ibict.br/index.php?option=com_mtree&amp;task=viewlink&amp;link_id=2458&amp;Itemid=109" target="_blank" rel="noopener">Ibict-SEER</a></p> Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas pt-BR Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) 0104-5679 <p>Autorizo a <strong>Cadernos de Campo - Revista dos Alunos de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS-USP)</strong> a publicar o trabalho (Artigo, Ensaio, Resenha,Tradução, Entrevista, Arte ou Informe) de minha autoria/responsabilidade assim como me responsabilizo pelo uso das imagens, caso seja aceito para a publicação.<br><br>Eu concordo a presente declaração como expressão absoluta da verdade, também me responsabilizo integralmente, em meu nome e de eventuais co-autores, pelo material apresentado.<br><br>Atesto o ineditismo do trabalho enviado.</p> Conhecer (n)os sonhos: uma busca na Antropologia https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/189178 <p>Escrever sobre os sonhos é desafiador. É acreditar no que não se vê, mas aguçar a curiosidade frente aos mistérios proporcionados pelas experiências oníricas. São dois os objetivos principais neste artigo: primeiro, refletir sobre o que alguns teóricos escreveram sobre sonhos, pondo em diálogo autores de etnologia indígena e estudos sobre religiões afro-brasileiras; segundo, por em diálogo relatos de sonhos em que relações entre humanos e não humanos foram fundamentais: de um lado, um parente falecido e uma cachorrinha; de outro, espíritos de Pretas Velhas. Os sonhos podem ser uma das vias para, ao mesmo tempo, compreender relações e acontecimentos (d)e perdas, bem como a existência de outros mundos a entrelaçar o individual e o coletivo, o humano e o não humano.</p> Maria Sampaio do Nascimento Eliana S. J Creado Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-08 2023-12-08 32 2 e189178 e189178 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe189178 As mulheres angolanas no imaginário colonial português: uma breve análise histórica https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/207266 <p>Baseando-me principalmente em fontes jornalísticas, procuro repensar o lugar das mulheres na sociedade colonial angolana. A intenção é demonstrar como as ideias de “raça”, “civilismo”, “ensino” e "inserção social” das mulheres, refletida nas leis e práticas coloniais dos anos 1960, ocorreram à sombra do Estatuto do Indigenato, um código normativo que desde os princípios do século XX diferenciava os indivíduos de raça negra ou dela descendentes dos portugueses. Formas anteriores de “coisificação” e “promoção” das mulheres em Angola. Neste período, acreditava-se que a colonização teria adotado um processo incompleto ao desconsiderar o papel das mulheres na sociedade africana. Paralelamente, verso ainda sobre o contexto de exigência de posicionamento das mulheres em uma atmosfera de medo e insegurança com a luta anticolonial.</p> Dayane Augusta Santos da Silva Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-08 2023-12-08 32 2 e207266 e207266 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe207266 Criação, água e parentesco: Trajetórias e genealogias da família Negreiros no povoado de Lagoa de Fora, São Raimundo Nonato-PI https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/214305 <p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Este artigo pretende analisar a relação entre os usos e compartilhamento de água e a produção de famílias e parentesco no semiárido piauiense, em um bairro rural chamado Lagoa de Fora – localizado na cidade de São Raimundo Nonato, Piauí. A partir da descrição de estratégias de compartilhamento de água em um ambiente marcado por longos períodos de estiagem e com os aportes teóricos da Antropologia Rural e de uma perspectiva alquímica da produção de parentesco (Marques; Leal, 2018), propõe escrever uma etnografia sobre tecnologias de manejo de água (em barreiros, lagoas, poços, cacimbas, caldeirões, grotas, rios e barragens) e sua indissociável relação com a história de uma grande família, os Negreiros. Pretende mostrar a água, como substância e símbolo, que no semiárido piauiense e em especial em Lagoa de Fora, parece ser constitutiva para a produção de territorialidades, memórias e parentescos. </span></span></p> Natacha Simei Leal Luiz Alex Guerra Negreiros Raíssa Barberino Miranda Fernanda Café Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-08 2023-12-08 32 2 e214305 e214305 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe214305 Maternidades entre trabalhadoras sexuais: o sustento como prática de cuidado https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215106 <p>Nesse artigo apresento reflexões oriundas de dados produzidos nas semanas iniciais de meu campo de doutorado, dedicado a pensar dinâmicas familiares entre trabalhadoras sexuais, com foco nas maternidades. Tais reflexões foram sistematizadas, num primeiro momento, para apresentação em um grupo de trabalho da XIV Reunião de Antropologia do Mercosul. O que proponho é pensar o provimento do sustento de filhas e filhos por meio do trabalho sexual como uma prática de cuidado efetiva: i) a qual confere sentido ao papel de mãe dessas mulheres; ii) que se distancia de outras formas de cuidar.</p> Débora Antonieta Silva Barcellos Teodoro Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-08 2023-12-08 32 2 e215106 e215106 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215106 "Que cabelo é esse?”: uma narrativa antropológica em torno das tecnologias capilares afrodiaspóricas https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/211206 <p><span style="font-weight: 400;">Este texto tem por objetivo discorrer acerca da trajetória de estudos da pesquisadora no campo da Antropologia Social e das Relações Étnico-raciais. Para isso, o artigo descreve os processos de elaborações intelectuais e investigações etnográficas que foram realizados pela pesquisadora durante a realização das pesquisas. O trabalho apresenta as principais preocupações e perguntas que existiram durante a execução das pesquisas. Os temas abordados no texto são os processos de construção da identidade negra a partir do corpo e cabelo e a reivindicação das trabalhadoras conhecidas como trancistas e trançadeiras afro, enquanto uma categoria ocupacional distinta das cabeleireiras/os. os métodos e técnicas de pesquisas utilizados foram: Etnografia, observação participante, entrevistas semiestruturadas, revisão de literatura e levantamento bibliográfico</span></p> Luane Bento dos Santos Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-11 2023-12-11 32 2 e211206 e211206 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe211206 Casas e práticas econômicas nos entornos de um estádio de futebol https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/211411 <p>Neste artigo, apresento as principais evidências sistematizadas em uma dissertação de mestrado. Trata-se do trabalho “Entre casas, comércios e temporalidades: uma etnografia de práticas econômicas nos entornos da Arena do Grêmio”. Nele, pesquisei um conjunto de relações que entrelaçam práticas econômicas, casas e temporalidades, nos entornos do estádio do Grêmio FootBall Porto-Alegrense, em Porto Alegre/RS. A pesquisa se insere na interface da antropologia da economia, da casa, da família e parentesco. Ademais, dialoguei com trabalhos que versam sobre temporalidades, espaços urbanos e os significados sociais do esporte.</p> Bruno Guilhermano Fernandes Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-11 2023-12-11 32 2 e211411 e211411 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe211411 Uma desordem emocional na escola: saúde mental em termos etnográficos https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/209841 <p style="font-weight: 400;">O tema da saúde mental ganhou projeção no debate público, principalmente, ao incorporar uma discussão sobre a necessidade competências socioemocionais para vivenciar de modo propositivo o estresse, a frustação e a desigualdade. A proposta de texto é apresentar uma torção etnográfica ao tema, com base em uma experiência de pesquisa ainda em andamento no contexto de uma Escola Estadual de Educação Profissional na zona rural do Ceará. Em termos gerais, a investigação etnográfica visa interpretar o fenômeno da ansiedade (como denominam os/as discentes) na forma de um processo social de identificação, culpa e sofrimento social que se materializa na escola enquanto um palco agentivo de sociabilidade juvenil.</p> Alef Lima Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-11-22 2023-11-22 32 2 e209841 e209841 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe209841 Naroriwë: o surgimento dos pássaros https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/212565 Jardel Jesus Santos Rodrigues Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-11-22 2023-11-22 32 2 e212565 e212565 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe212565 O evangelho segundo Paul Lafargue: a religião do Capital https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/214835 <p>A obra de Paul Lafargue, “A Religião do Capital”, escrito no final do século XIX, retrata o capitalismo como uma religião poderosa e popular, enfatizando seu impacto na vida das pessoas. O autor emprega uma metáfora religiosa para comparar a adoração irracional do sistema econômico à devoção religiosa tradicional. Isso destaca as preocupações do período, quando a Europa passava por mudanças industriais e a exploração da classe trabalhadora se intensificava. A crítica de Lafargue ao capitalismo ainda é relevante hoje, particularmente em termos da persistência da desigualdade e da contínua busca pelo lucro acima das necessidades humanas. Este trabalho procura demonstrar como o conteúdo apresentado por Lafargue continua sendo importante para a compreensão dos sistemas econômicos e reforça a necessidade de reflexões sobre nosso sistema atual.</p> Marina Garcia Lara Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-11-22 2023-11-22 32 2 e214835 e214835 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe214835 O espectro de David Graeber — ou de Madagascar sobre ele. Comentários sobre o dossiê de tradução https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/218597 <p>Apresentação de Guilherme Falleiros ao dossiê de tradução <strong>David Graeber: uma etnografia da autoridade</strong>. Esta seção especial está composta por traduções de cinco ensaios do antropólogo realizadas por Leonardo Viana Braga e Renato Martinelli com revisão de Luiz Gustavo Pradella, uma resenha do livro "Pirate Enlightenment, or the Real Libertalia" escrita por Bruno Huyer e um ensaio fotográfico –quimeras– preparado por Nika Dubrovsky.</p> Guilherme Falleiros Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e218597 e218597 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe218597 Zona Autônoma Provisória: ou o estado Fantasma em Madagascar https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215720 <p>Análise etnográfica do conceito de "Zona Autônoma Provisória" a partir do trabalho de campo de Graeber em Madagascar.</p> David Graeber Renato Martelli Soares Leonardo Viana Braga Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e215720 e215720 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215720 Autoridade negativa https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215736 <p>Quais são as formas legítimas de autoridade em Madagascar? Segundo Graeber os anciãos e ancestrais são vistos como autoridade legítima porque não seriam vistos como reis (que mandam) e intervêm na vida dos outros dizendo o que não fazer –não o que fazer. Um sistema de "autoridade negativa" repleto de ambivalências que para ser entendido deve ser visto à luz do sistema de parentesco merina.</p> David Graeber Renato Martelli Soares Leonardo Viana Braga Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e215736 e215736 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215736 Magia do amor e moralidade política no centro de Madagascar, 1875-1990 https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/216262 <p>Ensaio sobre a "medicina do amor", sobre como ela foi inicialmente atribuída a usuárias femeninas e depois a usuários masculinos e como seu uso e significado estão vinculados às mudanças que trouxe a ocupação colonial francesa em Madagascar.</p> David Graeber Renato Martelli Soares Leonardo Viana Braga Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e216262 e216262 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe216262 Opressão https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215737 <p>As conexões linguísticas entre a palavra "opressão" e a sensação "<span style="font-weight: 400;">ser prensado, esmagado por um peso pesado” que existe em quase todas as línguas, apontam para uma reflexão sobre os dilemas políticos que surgem do relativismo cultural. </span></p> David Graeber Renato Martelli Soares Leonardo Viana Braga Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e215737 e215737 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215737 Cultura como recusa criativa https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/202051 <p>Estamos acostumados a interpretar muitos aspectos da cultura em termos essencialistas, ou tacitamente evolucionistas, que podem ser melhor observados como atos de uma rejeição autoconsciente, ou formados através de um processo esquizogenético de definição mútua contra valores das sociedades vizinhas. As chamadas “sociedades heroicas”, por exemplo, parecem ter se formado pela rejeição consciente dos valores das civilizações urbanas da Idade do Bronze. Considerar as origens e a história inicial dos Malgaxe sugere uma rejeição consciente do mundo ecumênico islâmico do Oceano Índico, afetando uma ordem social que poderia ser justificadamente descrita como auto conscientemente anti-heroica</p> David Graeber Renato Martelli Soares Leonardo Viana Braga Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-09 2023-12-09 32 2 e202051 e202051 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe202051 Piratas e Malagasy à deriva de um encontro produtivo https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215627 <p>Resenha do livro <em><span style="font-weight: 400;">Pirate Enlightenment, or the real Libertalia</span></em><span style="font-weight: 400;"> (Graeber, 2023) que compõe do dossiê <strong>David Graeber: uma etnografia da autoridade.</strong></span></p> Bruno Nascimento Huyer Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e215627 e215627 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215627 Como se preparar para a eternidade https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/219047 <p>Ensaio fotográfico preparado por Nika Dubrovsky a partir de material fotográfico, notas e mapas colhido durante o trabalho de campo de David Graeber em Madagascar.</p> Nika Dubrovsky Renato Martelli Soares Leonardo Viana Braga Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e219047 e219047 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe219047 O que as imagens fazem na antropologia? https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/219321 <p>Esse dossiê, que reúne ensaios visuais provenientes de diferentes contextos de pesquisa, nos mostra que as imagens, além de fazerem ver, pensar, imaginar, movimentar, analisar e deduzir, materializam presenças e alianças. Os seis ensaios aqui publicados nos colocam diante de variadas formas de abordagem do uso de imagens, trazendo conjuntos de fotografias e de desenhos etnográficos, colagens, diagramas, mapas mentais e imagens de arquivo. Essas visualidades, cada uma a seu modo, permitem refletir sobre os processos de feitura da etnografia, sobre os espaços de intimidade adentrados ou restringidos durante o trabalho de campo, e ainda sobre as estratégias metodológicas usadas para fazer ver ou fazer compreender aquilo que é vivido nos encontros entre pesquisadores e interlocutores de pesquisa.</p> Joaquim Pereira de Almeida Neto Gabriela Lages Gonçalves Jeferson Bastos de Souza Victor Miguel Castillo de Macedo Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e219321 e219321 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe219321 Documentos na dobra do tempo: dois antropólogos no Haiti dos anos 1940 https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/211720 <p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio é um conjunto de imagens que traduz uma dupla presença, no espaço e no tempo: a minha, uma antropóloga brasileira dedicada a fazer pesquisa em arquivos no Haiti nos anos 2000, e a de Alfred Métraux (1902-1963), um antropólogo franco suíço que realizou suas pesquisas etnográficas na primeira metade do século passado. Essas imagens, produzidas por mim em um contexto de pesquisa que tinha Métraux como interlocutor, revelam os bastidores da produção de minha pesquisa de doutorado ao mesmo tempo que mostram também os processos pelas quais passaram as pesquisas do próprio Métraux no Haiti. </span></p> Julia Vilaça Goyatá Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-04 2023-12-04 32 2 e211720 e211720 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe211720 Explorando topologias possíveis: escrevinhando movimentações nos rituais abakuás https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/214857 <p><span style="font-weight: 400;">O ensaio</span> <span style="font-weight: 400;">segue as diferentes etapas</span> <span style="font-weight: 400;">do ritual </span><em><span style="font-weight: 400;">Plante</span></em><span style="font-weight: 400;"> realizado pela sociedade abakuá, uma confraria masculina responsável por práticas religiosas e ações sociais de ajuda mútua em Cuba. O ensaio mostra um jogo entre as dimensões externas e internas presentes nas movimentações espaciais formuladas pelo sagrado durante o referido ritual. As f</span><span style="font-weight: 400;">otografias são sempre externas e distanciadas e, de diferentes pontos de vista, capturam a árvore sagrada </span><em><span style="font-weight: 400;">Ceiba</span></em><span style="font-weight: 400;"> e as posições ocupadas pelos abakuás em momentos centrais do</span><em><span style="font-weight: 400;"> Plante</span></em><span style="font-weight: 400;">. Os diagramas, por sua vez, buscam retraçar as movimentações e direções rituais (feitas somente pelos homens) e as posicionalidades da </span><em><span style="font-weight: 400;">Ceiba</span></em><span style="font-weight: 400;">, do templo e das mulheres que observam o ritual externamente. Diagramas e fotografias produzem, então, uma topologia própria do fazer etnográfico</span>. </p> Francisca Marcela Andrade Lucena Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-01 2023-12-01 32 2 e214857 e214857 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe214857 Uma coleção de desenhos etnográficos: Os ritmos e movimentos no ambiente de um mercado público paraibano https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/210311 <p>Neste ensaio visual, apresento algumas experimentações multissensoriais feitas com desenhos durante meu trabalho de campo no Mercado Santo Agostinho, localizado em Rio Tinto, Paraíba. Meu objetivo é criar montagens que, a um só tempo, apresentem os resultados da pesquisa desenvolvida e elicitem um exercício etnográfico que, ao focalizar no ver, no desenhar e no escrever, tenta captar os ritmos e movimentos dessa feira livre. </p> João Vítor Velame Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-04 2023-12-04 32 2 e210311 e210311 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe210311 Imagens, saberes e fazeres: aprendendo com Maria Caetano https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/211854 <p>Neste ensaio, acompanho Maria da Luz Caetano Pereira em seus fazeres e saberes cotidianos. Maria é uma mulher de 70 anos, trabalhadora rural, que há mais de 60 anos habita o Distrito de Maravilha, localizado na zona rural do Paraná. As imagens selecionadas derivam de uma experiência relacional que se associa a um engajamento mútuo entre pesquisadora e interlocutora e, dessa forma, mostram como as atividades vinculadas ao trabalho rural, assim como o trabalho antropológico, engendram saberes e fazeres. </p> Aline de Jesus Maffi Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-04 2023-12-04 32 2 e211854 e211854 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe211854 As vidas da Casa de Nagô https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/212133 <p>As imagens que compõem o ensaio mostram a Casa de Nagô, um dos mais antigos terreiros de Tambor de Mina do Maranhão, durante a Festa da Queimação de Palhinhas. As fotos registram momentos centrais dessa festa: apresentam as madrinhas e a casa vazia, previamente preparada para receber os visitantes; a presença de uma pessoa e a de muitas, quando a Casa se faz cheia de gente. As fotos mostram também a decoração e a estética do terreiro, os laços coloridos, as bandeiras de papel, o cuidado na composição dos altares e do presépio, a fumaça da queimação de palhinhas e o acender das velas para o menino Jesus.</p> <p> </p> Adson Luis Barros de Carvalho Martina Ahlert Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-04 2023-12-04 32 2 e212133 e212133 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe212133 Carta para Joaquim José da Cruz https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/209790 <p>Este ensaio é composto por uma carta escrita pela autora e por três colagens feitas a partir do acervo pessoal de Joaquim José da Cruz, o último Moçambique que viveu na cidade de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. Ele dançou nos festejos para São Benedito, Nossa Senhora do Rosário e Santa Ifigênia por mais de sessenta anos. Poucos meses antes da sua partida, ele desejou ter suas imagens e seu acervo pessoal passados a diante. Esse ensaio faz parte da realização desse pedido. </p> Gabriela Acerbi Pereira Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-04 2023-12-04 32 2 e209790 e209790 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe209790 Alteridades vegetais: emaranhamentos multiespecíficos com as plantas https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/219497 <p>Os artigos reunidos neste dossiê se voltam, sobretudo, para os modos indígenas de viver e habitar o mundo, no qual participam uma pluralidade de agentes, que protagonizam com os humanos histórias mais-que-humanas. As chamadas “interações vegetais” nos convidam a experimentar ontologias e epistemologias outras, em vista de abrir espaço para novas ferramentas conceituais, menos centradas na humanidade enquanto sua figura paradigmática. Reunimos ensaios que destacam os deslocamentos que os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas aportam às reflexões atuais da chamada “virada vegetal”, bem como aqueles que se guiam pela agência dos seres vegetais, tecendo novas alianças diante do atual aprofundamento da crise ambiental e climática.</p> Marta Amoroso Karen Shiratori Aline Ferreira Oliveira Joaquim Pereira de Almeida Neto Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e219497 e219497 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe219497 Agricultura de brincadeira nas terras baixas da América do Sul? https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/220316 <p>David Graeber chama a agricultura dos povos indígenas da Amazônia de “agricultura de brincadeira” e a associa com um espaço de liberdade. Este artigo é, de certa forma, um comentário e uma corroboração dessa ideia. Explora as acepções indígenas de “donos” e “cultivo” e reintroduz a importância da persistência, nessas sociedades que resistem à auto-domesticação, da opção por um regime de caça e coleta, simultaneamente de mobilidade e abundância.</p> Manuela Carneiro da Cunha Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e220316 e220316 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe220316 Histórias emaranhadas, arquivos subterrâneos: relações multiespécies nas paisagens do baixo rio Madeira https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215764 <p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, chamo a atenção para as trilhas e caminhos que conectam e permeiam o território mura e pirahã e destaco aspectos - obliterados na literatura especializada - de relacionalidades multiespecíficas impressas nas paisagens, que os Mura acionam mais recentemente em suas lutas, sendo uma delas a retomada da língua mura. Inicio focalizando o fosso que separou os Mura dos Pirahã, abismo construído por políticas indigenistas, divisor baseado na apreensão que diferentes experiências de contato desses coletivos foram suficientes para afastá-los. As classificações do indigenismo, baseadas na diferenciação linguística, cultural e no processo de etnificação são revistas, para o que retomo a crítica à noção de aculturação construída por Peter Gow. A atenção aos regimes multiespecíficos de relações com plantas, animais e a atenção para a presença dos mortos que participam da construção da floresta sugere pensarmos tais coletivos indígenas enquanto conjuntos, já que se reportam a experiências de relacionalidades antigas e atuais, e se entendem como constituindo uma rede de trocas que deixa vestígios nas paisagens.</span></p> Marta Amoroso Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e215764 e215764 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215764 Jajepota ka’aguy rokýre: Encantar-se com os brotos da floresta https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215752 <p>Este artigo nasceu de uma série de intercâmbio de ideias e reflexões entre um pensador indígena do povo Guarani Mbya e uma antropóloga não indígena sobre plantas, Mata Atlântica, língua e povo Guarani. Adotamos uma estratégia narrativa em diversos registros-vozes, que traz como protagonista o pensamento de Carlos Papá, que além de compartilhar as narrativas guarani, traz a originalidade e a relevância de seus próprios relatos e análises sobre a cosmologia de seu povo. Através das imagens e estéticas vegetais deste pensamento guarani, temos a intenção de sugerir uma experiência de encantamento com os “brotos” para compreender a crítica mbya à noção ocidental de floresta e Mata Atlântica. Através do nosso “pacto etnográfico”, trazemos uma proposta cosmopolítica para construirmos pontes entre universos culturais diferentes, levando a sério o pensamento indígena, que nos exige aprender a dançar e se infiltrar no mundo de uma forma mais respeitosa, adquirindo consciência para germinar outros modos de existir.</p> Carlos Papá Anai Vera Britos Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e215752 e215752 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215752 Acontecimentos jardim e as parcerias artísticas e antropológicas com as plantas: Teresa Siewerdt em conversação com Joaquim Almeida https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/215769 <p>Este texto é um experimento de escrita intermediado por plantas. Seu objetivo é explorar as possibilidades de encontro entre dois mundos disciplinares que, mesmo interessados por uma série de temas e assuntos comuns, continuam bastante separados: o mundo da arte contemporânea e o mundo da antropologia. O texto, que assume a forma de uma conversação, é guiado pela apresentação de quatro trabalhos artísticos desenvolvidos por Teresa Siewerdt entre os anos de 2013 e 2019 e por uma espécie de argumento radicular que procura indisciplinar a visão recorrente de jardim e chamar atenção para as relações estabelecidas por plantas e para o que elas podem nos ensinar.</p> Joaquim Pereira de Almeida Neto Teresa Siewerdt Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e215769 e215769 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe215769 Floresta de flautas: interações multiespecíficas entre plantas, espíritos, humanos e os aerofones iyamaka https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/214335 <p>Este artigo oferece uma abordagem sobre as taquaras <em>iyana</em> e os fluxos desta planta nos mundos do povo Haliti Paresi do Mato Grosso e na construção de suas estruturas sociais e musicais. Os caminhos da taquara desenham redes de interação entre plantas, espíritos, humanos e o conjunto de aerofones denominados genericamente <em>iyamaka</em>, flautas ou simplesmente jararacas. Esse feixe de relações multiespecíficas opera transformações nos corpos das taquaras e em sua notável diversidade ontológica e sonora quando se metamorfoseiam em poderosos instrumentos de sopro. Sobre esse processo, marcado por um regime cosmopolítico cercado de cuidados e intenções, pretende-se argumentar que os circuitos transformativos e performativos das <em>iyana</em> – como caminhos que atravessam e revolvem tempos e espaços de uma geografia cósmica – se fazem por meio de negociações e seduções sistematizadas em estratégias relacionais como a contradomesticação e o mutualismo assimétrico, nas quais implicam a luz do dia e a escuridão da noite.</p> Pedro Paulo Salles Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-15 2023-12-15 32 2 e214335 e214335 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe214335 Cidades-estado arbóreas: fitopolíticas da guerra no imaginário urbano urarina https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/218075 <p><span style="font-weight: 400;">No imaginário urbano urarina, uma extensa rede de metrópoles ocupa a floresta tropical. Essas cidades dendríticas têm características fortemente normativas e até mesmo opressivas, inspiradas em modelos sociopolíticos hierárquicos e autoritários, que definem a relação entre as diferentes espécies de árvores e seus vizinhos humanos. Produção, tecnologia e comércio orientam os governos dessas enormes cidades-estado, lugares conhecidos por sua produtividade e eficiência, nos quais o cultivo intensivo, a criação de gado em larga escala e a fabricação de artefatos industriais sustentam uma ampla fito-política de guerra. Meu artigo analisa como a topografia e a morfologia social dessas cidades-estado reproduzem, em um plano cosmológico, as formas de dominação e subordinação vivenciadas hoje pelos Urarina na Amazônia peruana. Além disso, discuto como a produção - e a constante atualização - desse imaginário urbano indígena serve para desnaturalizar os efeitos das relações com a sociedade nacional estratificada e tecnológica.</span></p> Emanuele Fabiano Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-22 2023-12-22 32 2 e218075 e218075 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe218075 Uns emaranhados antropológicos https://www.revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/219931 <p><span style="font-weight: 400;">Quando refletimos sobre a antropologia contemporânea é inegável a relevância das novas relações no jogo antropológico, os emaranhados antropológicos. Essas novas relações têm renovado o fazer etnográfico, produzindo uma importante mudança nas clássicas dicotomias da disciplina. Novas sujeições, novas malhas, novas ontologias. Os novos emaranhados fazem emergir outras reflexões e problematizações, apresentado reinvenções criativas e inventivas do fazer antropológico. O segundo número do volume 32 da Revista Cadernos de Campo, a revista de alunas, alunos e alunes do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS/USP), reúne um importante conjunto de produções antropológicas contemporâneas, demonstrando a maneira pela qual são as relações que se renovam no fazer etnográfico.</span></p> João Victtor Gomes Varjão Diana Paola Gómes-Mateus Copyright (c) 2023 Cadernos de Campo (São Paulo - 1991) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-11-23 2023-11-23 32 2 e219931 e219931 10.11606/issn.2316-9133.v32i2pe219931