Byron e o byronismo no centro da epistémê moderna

  • Pedro Ivan Moreira de Sampaio Universidade de São Paulo
  • Pedro Augusto Pinto Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Byron, Romantismo, Foucault, Epistémê moderna, Subjetividade

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar a identidade do eu lírico dito byroniano (seja na obra do poeta inglês, seja na obra de autores direta e sabidamente por ele influenciados) com a figura do homem, epicentro da epistémê moderna, consoante apresentado por Foucault em seus escritos dos anos de 1960. Tendo como eixo condutor o poema The Prophecy of Dante, acrescido de outras obras em verso, mostra-se na poesia a construção de um eu cujas características coincidem com a descrição do homem apresentada por Foucault, notoriamente, em As palavras e as coisas.

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Biografia do Autor

Pedro Ivan Moreira de Sampaio, Universidade de São Paulo

Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), com período de intercâmbio acadêmico na Université Paris - Sorbonne (Paris IV). Mestre e doutorando em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP).   

Pedro Augusto Pinto, Universidade de São Paulo

Mestrando em Cultura e Literatura Russa com estágio de pesquisa no Instituto de Literatura Mundial Górki da Academia Russa de Ciências, e Bacharel em História pela FFLCH - USP com intercâmbio acadêmico na Universidade Estatal de Moscou e na St. Mary's University College (Londres - Reino Unido).

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Publicado
2019-12-30
Como Citar
Sampaio, P. I., & Pinto, P. (2019). Byron e o byronismo no centro da epistémê moderna. Cadernos De Ética E Filosofia Política, 2(35), 153-170. https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v2i35p153-170
Seção
Foucault, Políticas da arqueologia – 50 anos de A arqueologia do Saber (1969)