ARBÍTRIO E OS FINS DA POLÍTICA: REFLEXÕES À LUZ DO REPUBLICANISMO DE PHILIP PETTIT

Autores

  • Rodrigo Ribeiro de Sousa Unicamp

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v2i37p13-23

Palavras-chave:

Philip Pettit, liberdade, republicanismo, arbitrariedade, espaço público

Resumo

Situando-se entre a liberdade positiva, de fundamento aristotélico, e a liberdade como ausência de impedimentos, que remonta à tradição liberal, o ideal de não-dominação, a partir do qual Philip Pettit estrutura o seu conceito de liberdade, empreende uma recuperação de elementos de diferentes matrizes do pensamento republicano, em especial a noção de não-arbitrariedade. Partindo da teoria política estruturada por Pettit e de seu diálogo com autores da tradição liberal, o propósito do presente artigo é o de apresentar elementos que permitam investigar a existência de conexões, nas democracias contemporâneas, entre a crescente limitação do espaço público e a instauração de práticas e governos arbitrários, que resultam na total negação do ideal republicano de liberdade

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Publicado

2020-12-28

Como Citar

Sousa, R. R. de. (2020). ARBÍTRIO E OS FINS DA POLÍTICA: REFLEXÕES À LUZ DO REPUBLICANISMO DE PHILIP PETTIT. Cadernos De Ética E Filosofia Política, 2(37), 13-23. https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v2i37p13-23