Uma pérola em Kant: a recuperação do Juízo estético reflexionante Kantiano sob uma dimensão política

Autores

  • Paulo Eduardo Bodkiak Junior

Palavras-chave:

Arendt - Kant - Benjamin - juízo reflexionante - política

Resumo

Arendt encontrou na “Analítica do Belo”, mais precisamente no Juízo Estético
Reflexionante, um paradigma para seu modo de definir o juízo político. Logicamente esta
apropriação sem muitos pudores causa crítica entre os leitores de Kant dado o fato de que
Arendt desconsidera todos os pressupostos do idealismo transcendental kantiano para chegar
ao juízo estético reflexionante como paradigma do pensar político. Ela nos convida a refletir
sobre os motivos que a levaram a desconsiderar a obra moral de Kant como referência
para sua teoria política e, de maneira ainda mais intrigante, o que poderia autorizar Arendt
a realizar tal recorte e a buscar uma filosofia política em uma obra tão inusitada. Assim, o
juízo reflexionante é o fragmento teórico usado por ela a fim de retomar nossa capacidade
de compreensão, pois esta é a nossa faculdade verdadeiramente política ao permitir a construção
de critérios de ação a partir da comunicação entre os homens.

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Como Citar

Bodkiak Junior, P. E. (2010). Uma pérola em Kant: a recuperação do Juízo estético reflexionante Kantiano sob uma dimensão política. Cadernos De Ética E Filosofia Política, 2(17), 21-43. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/cefp/article/view/55705

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Artigos