Sobre a concepção totalitária da vida

Autores

  • Silvio Ricardo Gomes Carneiro

Palavras-chave:

Arianismo – Vida – Psicanálise – Estado Total – Marcuse.

Resumo

A partir de uma Weltanschauung que envolve o conceito de vida, Hitler organizaria um dos capítulos centrais de sua obra autobiográfica Minha Luta, “Povo e Raça”. Seriam entre as formas de vida que se organizam os três grupos humanos – a saber, os fundadores, os depositários e os destruidores de cultura – que coabitam em competição pelo território do espaço vital. Em meio às interpretações de Hitler, surge então uma economia vitalista, pela qual justifica tanto o Estado quanto a Guerra totais. Diante deste cenário, surgem críticas como as de Marcuse, cujos esforços procuram enfrentar a usurpação de conceitos como vida, natureza e racionalidade pelo mito nazista das raças e dos povos. Neste campo, Marcuse encontra a psicanálise. Para alguns, tal encontro seria um retorno a um certo naturalismo distante das exigências críticas do período; contudo, é possível insistir que tal recurso a Freud evidencia uma crítica direta à economia vitalista que se arma a  partir da Weltanschauung totalitarista.

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Como Citar

Carneiro, S. R. G. (2011). Sobre a concepção totalitária da vida. Cadernos De Ética E Filosofia Política, 1(18), 179-196. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/cefp/article/view/55728

Edição

Seção

Artigos