O jardim de Rousseau e a virtude do jardineiro

Autores

  • Wilson Alves de Paiva FUG

Palavras-chave:

Rousseau – Nova Heloísa – Emílio – educação – jardim

Resumo

Os intérpretes da obra de Jean-Jacques Rousseau, em sua maioria, concordam que há um esforço substancial em seus escritos para provar não apenas a bondade original do homem e sua depravação ao longo da história, mas também a possibilidade de resgate e conserto da situação de desigualdade e degradação moral à qual a humanidade chegou. Nesse aspecto, o presente artigo procura refletir sobre os componentes naturais desse conserto e a forma como podem ser utilizados na promoção e sustentação desse processo. Na metáfora do jardim, a virtude do jardineiro do jardim da Nova Heloísa está precisamente em ter reproduzido as condições naturais na maior fidedignidade possível, disfarçando os traços de sua obra. Moral da alegoria: O conserto deve ser fruto de um processo cultural, social e pedagógico que, no entanto, resgata os desígnios da natureza.

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Como Citar

Paiva, W. A. de. (2009). O jardim de Rousseau e a virtude do jardineiro. Cadernos De Ética E Filosofia Política, 1(14), 147-178. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/cefp/article/view/83324

Edição

Seção

Artigos