Uma fênix renascida das “cinzas da maldição”: poesia e história moçambicana em “O grito negro”, de José Craveirinha

  • José Lucas Goes Benevides Universidade Estadual de Maringá
  • Delton Aparecido Felipe Universidade Estadual de Maringá
  • Sandro Adriano da Silva Universidade Estadual do Paraná

Resumo

O presente artigo tem como objetivo discutir algumas relações entre história e literatura com base na análise do poema “Grito negro’’, do escritor moçambicano José Craveirinha. Procura-se apresentar a hipótese de que o eu lírico perpetra uma interpretação do processo de colonização e descolonização de Moçambique após aproximadamente quatro séculos de domínio português, marcado estruturalmente pela escravidão e imperialismo. No poema há uma ressignificação da história do país recém-independente que teria renascido das cinzas, a metáfora alusiva ao fim do domínio imperialista português após cinco anos de guerra pela independência de Moçambique que ocorreu em 25 de julho de 1975.

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Biografia do Autor

José Lucas Goes Benevides, Universidade Estadual de Maringá

Graduado em História pela Universidade Estadual do Paraná - Campus de Campo Mourão, Pós-Graduação Lato Sensu em Estudos Literários.

Delton Aparecido Felipe, Universidade Estadual de Maringá

Pós-Doutor em Culturas, Fronteiras e Populações, Professor do Departamento de História e do Mestrado Profissional de História da Universidade Estadual de Maringá.

Sandro Adriano da Silva, Universidade Estadual do Paraná

Doutorando em Literatura e Professor do curso de Letras da Universidade Estadual do Paraná – Campus de Campo Mourão.

Publicado
2018-08-17
Como Citar
Benevides, J., Felipe, D., & Silva, S. (2018). Uma fênix renascida das “cinzas da maldição”: poesia e história moçambicana em “O grito negro”, de José Craveirinha. Cadernos CERU, 29(1), 50-75. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/ceru/article/view/149083
Seção
Artigos