O pior exemplo: uma análise fílmica de Drácula 3000

Autores

  • Victor Finkler Lachowski Universidade Federal do Paraná
  • Osmar Serafim Buzinhani Filho Universidade Federal do Paraná
  • Lucas Matsumura Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2675-7265.v1i2p144-173

Palavras-chave:

Drácula 3000, Análise Fílmica, Mitos, Cultura Pop, Transtemporalidade Mítica, Arquétipos

Resumo

Este artigo realiza uma análise fílmica da obra Drácula 3000 (ROODT, 2004). Para isso, discute-se a presença de mitos e seu realocamento da cultura pop para outra temporalidade sob uma lógica capitalista, as narrativas de ficção científica e a relação entre os mitos e os arquétipos presentes nos personagens da trama. Como resultado, foi observado que a criação da obra parte de uma lógica mercadológica capitalista, que reconta mitos por meio de personagens baseados em arquétipos, visando ao lucro com uma produção cultural. Assim, os mitos continuam vivos dentro da cultura e do conhecimento popular. Também foi concluído que o conteúdo do filme pertence principalmente ao gênero da ficção científica, porém utiliza diversos elementos da fantasia como suporte para justificar sua trama, além de diálogos com o terror e a ação para auxiliar a direção e as decisões de roteiro.

Biografia do Autor

Osmar Serafim Buzinhani Filho, Universidade Federal do Paraná

Graduando em Jornalismo na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Lucas Matsumura, Universidade Federal do Paraná

Graduando em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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Publicado

2021-09-02

Edição

Seção

Artigos e resenhas - Tema Livre