A cerimônia da hena: as cores da etnicidade

Autores

  • Wagner Lins Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-8051.cllh.2012.53662

Palavras-chave:

Judeus, Amazônia, hena, identidade étnica

Resumo

Este artigo nada mais é do que um exercício que busca analisar de forma comparativa aspectos da construção da identidade de grupos judaicos oriundos do Marrocos. Um grupo que iniciou sua imigração para a Amazônia atraído pelo Ciclo da Borracha (1860-1910), e o outro grupo de judeus marroquinos que imigraram para Israel em 1950, vítimas das retaliações dos países árabes depois da criação do Estado de Israel. Por meio da análise da cerimônia pré-nupcial da hena, que é largamente adotada pelos judeus oriundos de países árabes, onde os noivos e seus convidados têm suas mãos adornadas com tintura de hena para afugentar o mau-olhado, teremos a possibilidade de vislumbrar a posição controvertida deste ritual em relação ao judaísmo rabínico, e como estas duas identidades judaico-marroquinas são construídas, atualizadas, e como esta cerimônia ajuda a demarcar a pertença étnica dos judeus marroquinos na sociedade israelense em relação a outras identidades judaicas, ou, ainda, como esta cerimônia, que já havia sido esquecida, foi resgatada na comunidade judaico-marroquina de Belém do Pará, como mais um dos sinais diacríticos formadores da identidade dos judeus marroquinos da Amazônia.

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Biografia do Autor

Wagner Lins, Universidade de São Paulo

Antropólogo formado pela Universidade Federal do Pará; mestre e doutor pelo Programa de Língua Hebraica, Cultura e Literatura Judaicas da Universidade de São Paulo e pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2021-07-01

Como Citar

Lins, W. (2021). A cerimônia da hena: as cores da etnicidade. Cadernos De Língua E Literatura Hebraica, (10), 165-193. https://doi.org/10.11606/issn.2317-8051.cllh.2012.53662

Edição

Seção

CULTURA JUDAICA