Revista CPC https://www.revistas.usp.br/cpc <p>A <strong>Revista CPC</strong> é um periódico científico editado pelo Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo, órgão da Pró-Reitoria de Culura e Extensão Universitária. A temática da revista está voltada para a discussão e reflexão de questões afeitas ao patrimônio cultural em seus múltiplos aspectos: preservação do patrimônio; identificação e registro de bens culturais;&nbsp;educação patrimonial;&nbsp;referências culturais e memória social; instituições museológicas; arquivos, centros de memória e informação;&nbsp; coleções e acervos;&nbsp;conservação e restauro. Com periodicidade semestral, a revista publica artigos originais; resenhas; &nbsp;notícias e depoimentos. Anualmente publica uma edição especial temática, como Dossiê. Desde sua criação, em 2005,&nbsp; a <strong>Revista CPC</strong>&nbsp; vem se dedicando regularmente à promoção da pesquisa e à disseminação do conhecimento no campo do patrimônio cultural. Publicada exclusivamente em formato eletrônico, passou a integrar o Portal de Revistas da USP em 2014.&nbsp; Os metadados da&nbsp;<strong>Revista CPC</strong> estão&nbsp;indexados em:&nbsp;REDIB - Rede Iberoamericana de Innovación y Conocimento Científico; Latindex - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal; Periódicos CAPES - Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC); Journals for Free - Diretório de periódicos de acesso livre; LivRe - Revistas de livre acesso (CNEN-MCTIC); Sociology Source Ultimate - Ebsco. Registrada no Diadorim - Diretório de políticas editoriais das revistas científicas brasileiras. Integrante da rede colaborativa LatinRev - Red Latinoamericana de Revistas Académicas en Ciencias Socialies y Humanidades (FLACSO ARGENTINA).&nbsp;</p> Universidade de São Paulo. Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. pt-BR Revista CPC 1980-4466 <div>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br><br></div> <ul> <li class="show">&nbsp;<strong>Os autores mantêm os direitos autorais&nbsp;e concedem à revista o direito de primeira publicação</strong>,&nbsp;com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho <strong>com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</strong></li> </ul> <ul> <li class="show">Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), <strong>com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</strong></li> </ul> <ul> <li class="show">Os autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).</li> </ul> Editorial https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/173120 <p>Neste número 29 da Revista CPC encontramos artigos&nbsp;que vão analisar questões relacionadas não só&nbsp;à proteção da paisagem e à patrimonialização do território, mas também&nbsp;discutindo a relação entre educação patrimonial e educação ambiental.&nbsp;O material que aqui se apresenta aborda, ainda, diferentes tipologias de&nbsp;patrimônio, perpassando experiências e estudos que analisam, inventariam e&nbsp;problematizam elementos ligados à dimensão material e imaterial do patrimônio,&nbsp;como a memória coletiva, a arquitetura e a cidade.</p> Martha Marandino ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 5 5 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p5 Paisagem cultural e espírito do lugar como patrimônio: em busca de um pacto social de ordenamento territorial https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/161594 <p>Este texto contempla as relações entre a proteção da paisagem e o espírito&nbsp;do lugar, em particular os desafios para que essa proteção possa ser efetiva.&nbsp;Assim, a análise trata do histórico da proteção pelos órgãos envolvidos com&nbsp;o patrimônio, das dificuldades de fazer valer a proteção pretendida e da&nbsp;necessidade de um pacto de gestão com todos os envolvidos no território&nbsp;que se quer patrimonializar, condição sine qua non para a efetividade da&nbsp;preservação de algo que é desafiador: o espírito do lugar.</p> Sílvia Helena Zanirato ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 8 35 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p8-35 Visões de patrimônio e cidade https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/166782 <p>O artigo analisa três inventários de bens culturais realizados no município de Santo André, no Grande ABC Paulista, na Região Metropolitana de São Paulo, entre os anos de 1998 e 2009, com recorte espacial na área central da cidade. Os trabalhos foram realizados por distintas equipes, duas contratadas pela prefeitura e a terceira integrante do corpo técnico da municipalidade. A análise comparativa desses inventários reflete diferenciadas visões de patrimônio e de cidade, sendo que a trajetória desses estudos revela a ampliação da noção de patrimônio cultural e da percepção do urbano como bem cultural. Do conceito de bem isolado à paisagem cultural, o caso de Santo André evidencia uma mudança conceitual acelerada no tempo, acompanhada de uma visão urbana em que a cidade da história cede lugar à cidade da memória.&nbsp;</p> Andréa de Oliveira Tourinho Larissa Tesubake de Farias ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 36 67 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p36-67 A memória coletiva como heterotopia https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/166593 <p>Buscou-se neste artigo apresentar uma análise da memória coletiva sobre&nbsp;o bairro da Campina, na cidade de Belém, Pará, como uma heterotopia&nbsp;afirmada pela construção da Belém da Saudade que se assenta nas evocações&nbsp;mnemônicas da belle époque. A sustentação teórica e metodológica do texto&nbsp;foi construída a partir das contribuições de Michel Foucault, Ecléa Bosi,&nbsp;Maurice Halbwachs e Michel Pollak. Foi traçada uma análise arqueogenealógica&nbsp;do espaço patrimonializado, a qual foi costurada pela problematização<br>da memória coletiva sobre ele e seus efeitos. Para dar corpo a esta&nbsp;pesquisa, foram trazidos recortes das entrevistas realizadas com moradores&nbsp;e ex-moradores de Campina. O mapeamento discursivo aponta a memória&nbsp;coletiva como dispositivo afetivo diretamente relacionado às práticas de&nbsp;cuidado com o bairro, bem como à produção de heterotopias, com seus&nbsp;sistemas de abertura e fechamento, que modulam os usos do espaço, bem&nbsp;como a relação entre os sujeitos.</p> Fernanda Cristine dos Santos Bengio Flávia Cristina Silveira Lemos Margarete Cordeiro dos Santos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 68 95 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p68-95 Educação ambiental e patrimonial https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/165491 <p>Estudo acerca das perspectivas e contribuições do diálogo entre educação&nbsp;patrimonial e educação ambiental para a preservação do patrimônio natural&nbsp;e o desenvolvimento da área Itaqui-Bacanga em São Luís do Maranhão.&nbsp;Aborda o patrimônio natural e a educação ambiental a partir de breve&nbsp;contextualização histórica e conceituação. Disserta sobre patrimônio cultural&nbsp;e educação patrimonial para esclarecer a relação que tais categorias&nbsp;estabelecem com a educação ambiental. Discute a relação necessária entre&nbsp;educação patrimonial, ambiental e patrimônio natural, bem como as contribuições&nbsp;desse diálogo para a preservação do patrimônio ambiental da área&nbsp;Itaqui-Bacanga. Caracteriza a área e, em seguida, aponta as perspectivas&nbsp;e estratégias de educação ambiental e patrimonial para preservação do&nbsp;patrimônio natural na região. Reforça que trabalhar a educação patrimonial&nbsp;e ambiental na área Itaqui-Bacanga deve ser algo conjunto, com vistas à&nbsp;preservação dos patrimônios culturais e naturais.</p> Maurício José Morasi Costa Rafael de Oliveira Duailibe Kláutenys Dellene Guedes Cutrim Antonio Cordeiro Feitosa ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 96 123 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p96-123 Sanatório Barros Barreto (Belém-Pa) https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/166764 <p>A discussão a respeito do patrimônio cultural da saúde no Brasil tem se&nbsp;evidenciado nos últimos anos, principalmente a respeito dos desafios de&nbsp;valorização do patrimônio material e imaterial, dentre estes a arquitetura&nbsp;assistencial. O Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB)&nbsp;começou a ser construído no ano de 1938 como Sanatório Barros Barreto&nbsp;e, em 1976, deixa de ser sanatório, passando a ser chamado de Hospital&nbsp;Barros Barreto. Nesse momento, a instituição se torna também um local&nbsp;provedor de desenvolvimento da ciência por meio das pesquisas em agentes&nbsp;etiológicos das enfermidades incidentes na região amazônica. Este artigo&nbsp;tem por objetivo abordar a arquitetura do HUJBB enquanto patrimônio e,<br>assim, entender os elementos arquitetônicos que contribuem para o modelo&nbsp;de tratamento que se propunha a abrigar no antigo sanatório paraense.</p> Larissa Silva Leal Cybelle Salvador Miranda ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 124 150 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p124-150 Estação da Memória de Joinville https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/163444 <p>Este artigo tem como objetivo discutir o processo de patrimonialização da&nbsp;antiga Estação Ferroviária de Joinville, Santa Catarina, sede da atual Estação&nbsp;da Memória de Joinville (1996–2010). Nesse contexto, refletimos sobre como&nbsp;os processos de patrimonialização da estação (municipal, estadual e federal)<br>historicamente corporificaram ações governamentais voltadas à fabricação&nbsp;de um patrimônio cultural considerado estratégico para o estado de Santa&nbsp;Catarina. Em termos teórico-metodológicos, nossas reflexões amparam-se&nbsp;na análise documental dos processos de tombamento da referida estação,&nbsp;bem como nos trabalhos de Laurajane Smith (2006), Nathalie Heinich&nbsp;(2018) e Carlos Fortuna (2012).</p> Vinícius José Mira Fernando Cesar Sossai ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 151 170 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p151-170 O uso de ferramentas digitais na preservação da arte escultórica tumular https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/164862 <p>Cemitérios são espaços onde é possível identificar elementos culturais de uma&nbsp;sociedade, que se expressam pela arquitetura do túmulo e do paisagismo.&nbsp;Porém o distanciamento das pessoas destes locais os torna propícios para a&nbsp;ação dos vândalos. Logo, as necrópoles precisam ser incluídas em roteiros&nbsp;culturais nas cidades, além de serem instituídos programas de manutenção&nbsp;periódica e segurança nos túmulos, capelas e mausoléus. O objetivo deste&nbsp;estudo é apresentar duas formas de preservação do patrimônio cultural: a primeira&nbsp;consiste na identificação das principais manifestações patológicas que&nbsp;danificam as esculturas, com a confecção dos mapas de danos; e a segunda, no&nbsp;levantamento das características físicas das peças, de modo a documentar suas&nbsp;formas, cores, texturas e volumetria. Para ambas as propostas, utilizaram-se&nbsp;duas ferramentas digitais atuais: a fotogrametria e o escaneamento a laser. As&nbsp;obras estudadas são: Pietá (1929), do escultor Galileo Emendabili, localizada&nbsp;no Cemitério da Consolação em São Paulo e Último adeus (1945), de Alfredo&nbsp;Oliani, no Cemitério São Paulo, utilizando-se os softwares ReCap Photo, da&nbsp;Autodesk, e Trimble RealWorks, da empresa Trimble, para obtenção dos&nbsp;modelos tridimensionais das obras escultóricas. Constatou-se que para a&nbsp;utilização destas tecnologias é necessário planejamento prévio para o levantamento<br>dos dados, principalmente devido às interferências climáticas e&nbsp;de localização das obras. As ferramentas utilizadas foram eficientes quanto&nbsp;à caracterização formal das obras e podem ser utilizadas para a preservação&nbsp;conceitual e material da peça.</p> Fabiana Lopes de Oliveira Reinaldo Luiz Santos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 171 207 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p171-207 Resenha https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/167343 <p>Resenha do livro <em>Preservação do patrimônio arquitetônio da industrialização: problemas teóricos de restauro, </em>segunda edição (2018), de autoria de Beatriz Mugayar Kühl.</p> Eduardo Bacani Ribeiro ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 208 218 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p208-218 Patrimônio imaterial e paisagem cultural cafeeira na Colômbia https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/167786 <p>O seguinte artigo mostra algumas contradições do patrimônio imaterial e&nbsp;paisagem cultural cafeeira na Colômbia e como elas refletem nos camponeses&nbsp;e agricultores que vivem do plantio de café. Esta discussão também&nbsp;faz parte de um projeto de mestrado no Programa de Antropologia Social&nbsp;(PPGAS), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).</p> Alejandro Escobar Hoyos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 219 234 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p219-234 Patrimônio e história da indústria dos mármores no Alentejo (Portugal) https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/171032 <p>O projeto Patrimônio e História da Indústria dos Mármores (PHIM), baseado&nbsp;em práticas e princípios interdisciplinares, pretende destacar a importância&nbsp;dos mármores portugueses do Anticlinal Alentejano num contexto&nbsp;de valorização patrimonial e cultural de uma região onde a indústria das&nbsp;rochas ornamentais define paisagens, molda a economia, estabelece modos&nbsp;de vida. O conhecimento, atingido através da investigação científica, vem&nbsp;sendo disseminado através de várias plataformas e públicos, contribuindo&nbsp;para o desenvolvimento regional e proporcionando conteúdos sólidos para&nbsp;um turismo industrial e cultural de qualidade. Após duas fases do projeto&nbsp;que permitiram alcançar um amplo conhecimento sobre a aplicação dos&nbsp;mármores do Alentejo no patrimônio artístico, a 3ª fase pretende ampliar&nbsp;a cronologia em estudo – da época romana ao século XX – e abrir novas&nbsp;perspetivas interdisciplinares, com a cooperação da História do Direito e&nbsp;da História da Economia.</p> Clara Moura Soares Rute Massano Rodrigues Carlos Filipe ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 235 248 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p235-248 Documento unificado https://www.revistas.usp.br/cpc/article/view/173004 <p>Este texto apresenta documento elaborado pela Rede USP de Profissionais de Museus e Acervos que tem o objetivo de compilar, registrar e compartilhar conhecimentos e reflexões, propor diretrizes e protocolos sobre a prática técnica para orientação aos profissionais de museus.</p> Maurício Cândido da Silva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2020-07-31 2020-07-31 15 29 249 262 10.11606/issn.1980-4466.v15i29p249-262