A farda "siri cozido" e a "branquinha": narrativas de vida de um paciente militar alcoolista

Autores

  • Elizabeth Espindola Halpern Universidade Federal do Rio de Janeiro; Instituto de Psiquiatria
  • Ligia Maria Costa Leite Universidade Federal do Rio de Janeiro; Instituto de Psiquiatria

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v15i1p65-80

Palavras-chave:

Condições de trabalho, Alcoolismo, Militares, Cultura

Resumo

As narrativas de vida de um militar alcoolista, paciente de um ambulatório especializado em dependência química da Marinha do Brasil, possibilitaram a compreensão de aspectos que contribuíram para a construção de sua adição. As entrevistas revelaram a participação de processos socioculturais que influenciaram sua forma de beber, sobretudo no ambiente laboral, representados por duas categorias centrais: a farda "siri cozido" (cor alaranjada) e a "branquinha" (cachaça), relacionadas à profissão militar naval e ao consumo de etílicos. A análise dos dados revelou como ele significou seu processo de adoecimento e cura, assim como as representações sobre si, em torno da trajetória de envolvimento com o álcool e com o trabalho. Produziram-se generalizações analíticas significativas, sugerindo que as experiências de um único militar podem ajudar a entender a situação de outros militares, questionando-se o papel dessa instituição na construção do alcoolismo.

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Publicado

2012-06-01

Como Citar

Halpern, E. E., & Leite, L. M. C. (2012). A farda "siri cozido" e a "branquinha": narrativas de vida de um paciente militar alcoolista. Cadernos De Psicologia Social Do Trabalho, 15(1), 65-80. https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v15i1p65-80

Edição

Seção

Artigos