Adília & Ana C.: performances autorais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i28p75-96

Palavras-chave:

Poesia contemporânea brasileira e portuguesa, Autobiografia, Sujeito Lírico, Adília Lopes, Ana Cristina Cesar

Resumo

Desenvolve-se um estudo comparativo entre a criação poética de Adília Lopes e de Ana Cristina Cesar no que diz respeito à ficcionalização de referências autobiográficas para a constituição de um sujeito lírico no/pelo texto. Por meio da leitura de  poemas pertencentes aos livros Bandolim, de Adília, publicado em 2016, e Poética (2013), que reúne toda a obra de Ana C., evidencia-se como ambas as poetas se servem da narrativização do verso para criar uma prosa conversacional endereçada à primeira, à segunda e à terceira pessoas do discurso. Por fim, reinvestindo na relação entre linguagem e experiência, conclui-se que tanto Adília quanto Ana C. criam poéticas híbridas, intertextuais e que deslegitimam os gêneros literários.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paulo Alberto da Silva Sales, Instituto Federal Goiano

Doutor em Estudos Literários pela Univeridade Federal de Goiás. Possui Estágio Pós-Doutoral também pela Universidade Federal de Goiás. Docente na área de linguagens no Instituto Federal Goiano Câmpus Hidrolândia. Docente no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Língua, Literatura e Interculturalidade da Universidade Estadual de Goiás, Campus Cora Coralina.

 

 

Referências

AGUILAR, G.; CÁMARA, M. A máquina performática: a literatura em campo experimental. Tradução Gênese Andrade. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.

BAUDRILLARD, J. Simulacros e simulação. Tradução Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio D’Água, 1991.

BÍBLIA, N. T. Mateus. In: Bíblia sagrada. Nova versão internacional. Bíblica: Brasil, 2000, p. 754-755.

CESAR, A. Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

COMBE, D. A referência desdobrada: o sujeito lírico entre a ficção e a autobiografia. Revista USP, São Paulo, n. 84, p. 112-128, 2010.

DELEUZE, G. A dobra: Leibniz e o Barroco. Tradução Luiz B. L. Orlandi. Campinas/SP: Papirus, 1991.

DELEUZE, G. Lógica do sentido. Tradução Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, 2011.

DERRIDA, J. Gramatologia. Tradução Miriam Chnaiderman e Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Perspectiva, 2008.

DI LEONE, L. Não ter posição marcada: Ana C. nos anos 70. Remate de Males, Campinas, SP, v. 36, n. 2, p. 559-579, 2016.

DI LEONI, L. Poesia e escolhas afetivas: edição e escrita na poesia contemporânea. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.

GARRAMUÑO, F. Formas da impertinência. In: KIFFER, A; GARRAMUÑO, F. Expansões contemporâneas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014, p. 90 – 108.

HOLLANDA, H. 26 poetas hoje – antologia. Rio de Janeiro: Aeroplano editora, 2007.

HUTCHEON, L. Uma teoria da paródia: ensinamentos das formas de arte do século XX. Tradução Tereza Louro Peres. Lisboa: Edições 70, 1985.

KRYSINSKI, V. Sobre algumas genealogias e formas do hibridismo nas literaturas do século XX. Tradução Zênia de Faria. Revista Criação & Crítica, n. 9, p. 230-241, 2013.

LEJEUNE, P. O pacto autobiográfico: de Rousseau à internet. Tradução Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.

LOPES, A. Dobra: poesia reunida (1983 – 2014). Porto: Assírio & Alvim, 2014.

LOPES, A. Manhã. Porto: Assírio & Alvim, 2015.

LOPES, A. Bandolim. Porto: Assírio & Alvim, 2016.

LOPES, A. Estar em casa. Porto: Assírio & Alvim, 2018.

LOPES, A. Dias e Dias. Porto: Assírio & Alvim, 2020.

MARTELO, R. A luva e a mão (uma história de salvação). Elyra: Revista da Rede Internacional Lyracompoetics, n. 14, 49-65, 2019.

MARTELO, R. Adília Lopes – ironista. Scripta, n. 8, p. 106-116. 2004.

MARTELO, R. As armas desarmantes de Adília Lopes. In: A forma informe: leituras de poesia. Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p. 235 – 252.

MARTELO, R. Contra a crueldade, a ironia. In: A forma informe: leituras de poesia. Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p. 223 – 234.

PEDROSA, C. Poesia, Crítica, Endereçamento. In: KIFFER, A; GARRAMUÑO, F. Expansões contemporâneas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014, p. 69 – 90.

PEDROSA, C. [et ali]. Endereçamento. In: Indicionário do contemporâneo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018, p. 97 – 124.

ROUANET, S. Riso e melancolia: A forma shandiana em Sterne, Diderot, Xavier de Maistre, Almeida Garrett e Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

SANTIAGO, S. Glossário de Derrida. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.

SANTIAGO, S. Singular e anônimo. In: Nas malhas da letra: ensaios. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p. 61 – 71.

SISCAR, M. Ana C, aos pés da letra. In: De volta ao fim: o “fim das vanguardas” como questão de poesia contemporânea. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2016, p. 104-133.

SISCAR, M. O tombeau das vanguardas: “a pluralização das poéticas possíveis” como paradigma crítico contemporâneo. In: De volta ao fim: o “fim das vanguardas” como questão de poesia contemporânea. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2016, p. 19-41.

SÜSSEKIND, F. Ego trip: uma pequena história das metamorfoses do sujeito lírico. In: Papéis colados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003, p. 305 – 318.

Downloads

Publicado

2020-12-22

Como Citar

Sales, P. A. da S. (2020). Adília & Ana C.: performances autorais. Revista Criação & Crítica, (28), 75-96. https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i28p75-96