Quietinha, que a história vai começar: a criança e a voz na literatura infantil

  • Tatiane Kaspari Universidade Feevale
  • Amanda Santos da Silveira Fernandes Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Infância, Literatura infantil, Escrita aural, Formação identitária

Resumo

Este trabalho defende que o aspecto formador da literatura para crianças está atrelado à inscrição de recursos estéticos aurais, capazes de mobilizar e de representar a voz infantil. O estudo qualitativo e bibliográfico recorre a teorias interdisciplinares para estabelecer relações entre infância, literatura, escola e auditividade. A partir dessa base conceitual, analisa as obras O reizinho mandão, de Ruth Rocha, e Uma história meio ao contrário, de Ana Maria Machado.

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Biografia do Autor

Tatiane Kaspari, Universidade Feevale

Doutora e Mestra em Processos e Manifestações culturais (Feevale); Licenciada em Letras – Português (UNISINOS) e em Pedagogia (Uninter).

Amanda Santos da Silveira Fernandes, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

Graduada em Licenciatura em Letras - Português / Inglês, atualmente é professora de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental e Literatura no Ensino Médio. Seus estudos voltam-se para as áreas de Literatura, leitura e formação do leitor.

Referências

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Publicado
2020-07-27
Como Citar
Kaspari, T., & Fernandes, A. (2020). Quietinha, que a história vai começar: a criança e a voz na literatura infantil. Revista Crioula, (25), 230-245. https://doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2020.170464
Seção
Dossiê 25: Literaturas de língua portuguesa para crianças e jovens