A POÉTICA OBSCURA E CORPORAL DE HERBERTO HELDER

Autores

  • Tatiana Picosque Doutoranda Literatura Portuguesa, Universidade de São Paulo - USP

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v2i3p147-158

Palavras-chave:

Poesia portuguesa contemporânea, Herberto Helder, obscuridade, corpo

Resumo

Neste artigo, pretendemos, de modo sucinto, abordar dois aspectos recorrentes na obra de Herberto Helder, a obscuridade e a corporalidade, analisando-os, de modo prático, em seu poema intitulado "Um Deus lisérgico". Queremos apontar que a linguagem obscura, e pretendida pelo próprio poeta, serve a um projeto poético coerente: o encontro do corpo do poeta com o mundo, de acordo com a obra herbertiana, é, por natureza, um acontecimento obscuro. Seguindo esta trilha, o autor seleciona a problemática do corpo como elemento crucial de sua poética. Descendendo da tradição literária que intenta valorizar o papel do corpo na poesia – desde William Blake -, temos que Herberto Helder pretende, sobretudo, contestar o dualismo cartesiano, também cristão, ‘mente e corpo’ que acabou instaurando, no âmbito literário, poéticas que privilegiam o ‘pensamento’, esquecendo-se do corpo enquanto lugar do trabalho poético.

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Publicado

2010-06-10

Como Citar

Picosque, T. (2010). A POÉTICA OBSCURA E CORPORAL DE HERBERTO HELDER. Revista Desassossego, 2(3), 147-158. https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v2i3p147-158