Reflexão e finalidade: a finitude da razão na Crítica do Juízo

Autores

  • Pedro Paulo Pimenta Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2001.38059

Palavras-chave:

razão prática, finitude, reflexão, finalidade, transcendental

Resumo

Desde Schopenhauer e Nietzsche até os nossos dias, através de interpretações de cunho ontoteológico, a análise transcendental do uso prático da razão é vista como momento em que a radicalidade da Crítica kantiana cederia espaço a uma introdução arbitrária da religião, revelando assim o motivo mais fundamental da filosofia de Kant. Uma análise apurada do “Apêndice à Crítica do Juízo teleológico” pode revelar, ao contrário, que o uso prático da razão não é entendido por Kant senão como momento em que a finitude da razão se explicita mais radicalmente, deslocando conceitos da teologia para o interior da filosofia e revertendo a relação entre a racionalidade e a fé.

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Biografia do Autor

Pedro Paulo Pimenta, Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Mestre em Filosofia pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2001-12-09

Como Citar

Pimenta, P. P. (2001). Reflexão e finalidade: a finitude da razão na Crítica do Juízo. Discurso, (32), 193-234. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2001.38059

Edição

Seção

Nao definda